22/11/2017 18:43:00

Jovem que tentou suicídio permanece hospitalizado

Watson Antônio Pereira, de 25 anos caiu de uma altura de 15 metros e teve fratura em uma das pernas



Alex Ferreira


Depois de 15 minutos de conversa com policiais militares e bombeiros, jovem atravessou a grade e soltou as mãos da beirada da ponte, despencando de uma altura de 15 metros


Watson Antônio Pereira, de 25 anos, permanece internado no Hospital Márcio Cunha (HMC), depois de pular do Viaduto da Comunidade, localizado no bairro Horto, no começo da manhã desta quarta-feira (22).

O jovem, socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar, foi encaminhado em estado gravíssimo para o Hospital Márcio Cunha. Até o começo desta noite, ele permanecia hospitalizado, já respirando normalmente. O paciente apresenta uma fratura na perna esquerda, conforme apurou o Portal Diário do Aço junto a assessoria do HMC.

A altura do viaduto no ponto onde Watson pulou é de aproximadamente 15 metros. Apesar dos ferimentos, Watson Antônio estava consciente à tarde e apresentava confusão mental, sem saber dizer onde mora. Conhecidos informaram, entretanto, que o jovem é morador do bairro Limoeiro, em Ipatinga.

Durante cerca de 15 minutos, na manhã de hoje, os bombeiros e a Polícia Militar conversaram com Watson na tentativa de fazê-lo desistir de pular. O tempo todo ele dizia. “Não se aproxime. Quero minha mãe aqui”. Ele apresentava nervosismo e ameaça se jogar toda vez que alguém se aproximava.

O trânsito na pista sentido Ipatinga/Coronel Fabriciano da avenida Pedro Linhares Gomes, trecho urbano da BR-381, foi fechada apenas parcialmente.
Fotos: Alex Ferreira



A reportagem do Diário do Aço, que estava a caminho de uma entrevista no Horto, acompanhou passo a passo o andamento da situação. Alguns motoristas que passaram pelo local não deixaram de se manifestar. Entre eles, o condutor de um caminhão-baú que trafegava sentido ao Centro, e que gritou duas vezes: “Pula logo”.

Procedimento

A área no topo do da ponte foi cercada por policiais militares e bombeiros, que tentavam fazer com que o homem descesse da grade de proteção na passarela de pedestres.

Em determinado momento, Watson Antônio saltou para o lado de fora da grade e manteve a ameaça de pular. Logo em seguida, pendurou-se na beirada da ponte. Um bombeiro, que estava mais perto ainda enfiou as mãos pelas grades e tentou agarrar o braço do homem, que soltou as mãos e caiu no asfalto.

Nenhum policial que estava no local, bombeiro ou pessoas que moram ou trabalham no bairro Horto tinha visto aquele homem antes naquela área. Watson não revelou a motivação para o ato.
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Comentários

Maria

23 de Novembro, 2017 | 22:20
Muito triste, tomara que ele melhore e encontre uma solução para os problemas sem ter que chegar ao extremo.

Maria

23 de Novembro, 2017 | 15:00
Eu só acho que as pessoas deveriam ter mais compaixão umas pelas outras, gritar pro cara pular ou condenar a atitude dele é a mesma coisa. Ninguém sabe o que se passava na mente e no coração desse rapaz para chegar a esse ponto, felizmente ele sobreviveu e terá uma chance de consertar a sua vida, que ele possa encontrar a verdadeira felicidade em Cristo Jesus.

Álvaro

23 de Novembro, 2017 | 12:10
A mente do ser humano é complicada mesmo....só ele pode saber o o fez tomar essa decisão infeliz. Deus tem mais pra ele, do que possa imaginar.

Jaeder Teixeira Gomes

23 de Novembro, 2017 | 11:38

Vendo a notícia, lembrei=me do auto-extermínio consumado da atriz Leila Lopes em 2009. Na ocasião interpretei assim esse ato extremo:

DECISÃO FINAL


- “Ninguém pode me acusar de nada; bati em todas as portas à procura de emprego.” Estas palavras da atriz Leila Lopes foram ditas para justificar sua decisão de protagonizar filmes pornográficos. Não sabíamos que elas se aplicariam dias depois a uma determinação ainda mais definitiva. Cansada de bater em portas fechadas, resolveu fechar a sua própria porta, a porta da sua vida.
O auto-extermínio é um desfecho tão macabro para a nossa lógica, fundamentada no instinto de conservação, quanto um epílogo previsível para quem perdeu o prumo de sua vida. Ao se sentir apeado da identidade que julgava possuir, ao se sentir privado da referência com os seus iguais, o ser humano se vê em queda livre como o fruto podre que despenca, descartado do seu tronco. Uma vez na contramão da vida, o indivíduo abomina toda possibilidade de retorno, carreado pelo desânimo definitivo.
A fé –dirão- é que salva neste momento. Sim, mas provavelmente foi a primeira a sucumbir a um processo de degradação dos valores, quando o indivíduo fica submetido a uma situação prolongada de stress. A fé, vista com olhos humanos, tem feições humanas. É construída com a lógica humana, com a história humana. Precisa de um enredo bem sucedido, para se manter.
Muito mais pessoas do que imaginamos, trafegam a meio trajeto da vida. Estipulam falsos objetivos que não podem atingir ou, atingindo, se frustram irremediavelmente à ausência de sentido.
Não há um limite ostensivo entre a razão e a loucura, que podemos evitar transpor. É na normalidade e na Lógica Criadora que se estabelece o caminho. Por ele se segue e nele se acredita nos momentos de tempestade, em que se tem a sensação de estar perdido.

Alexsandro Ribeiro

23 de Novembro, 2017 | 08:28
E AINDA TEVE UM IGNORANTE, DESINFORMADO QUE GRITOU PRO CARA PULAR!!

Renner Alberto da Silva

23 de Novembro, 2017 | 07:14
Podem ficar despreocupados vaso ruim não quebra.

Assustado

22 de Novembro, 2017 | 19:07
Meu Deus,ultimamente estamos vendo de tudo um pouco.Com esse psicológico a humanidade não irá muito longe.
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