21/08/2017 16:30:00

Tigrão em alta



Divulgação

O fim de semana do futebol começou sábado à tarde, com fortes emoções no Ipatingão, onde o Tigre levou os quase 4 mil torcedores presentes ao delírio, na vitória de 2 x 1 sobre o Democrata/SL, com o gol da vitória marcado pelo artilheiro Paulo Henrique, nos acréscimos da segunda etapa.

Ainda é cedo para cravar que o “Tigrão de Aço” voltou a rugir forte, tal como o fez na primeira década deste século, quando chegou ao título estadual em 2005 e à semifinal da Copa do Brasil, obtendo um acesso meteórico da Série C à Séria A nacional.

O Ipatinga vinha oscilando entre bons e maus resultados nesta competição, mas uma vitória com estes ingredientes de fortes emoções, ajuda e muito o time a decolar de vez, se firmando como fortíssimo candidato ao acesso.
Tendo como principal destaque o atacante Paulo Henrique, chamado carinhosamente pela torcida de “PH”, artilheiro da competição com 6 gols, o próximo desafio será contra o Atlético B, nesta sexta-feira (25) à tarde, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

O “Galinho” é a grande decepção do campeonato até agora, sem ter conseguido vencer uma só partida, mesmo possuindo o melhor elenco, mais caro e de melhor estrutura do que todos os concorrentes. Esperamos que ele não vá ressuscitar neste jogo contra o Tigre.

Bestial x Besta
Nas décadas de 60/70, o carioca Otaviano Martins Glória, mais conhecido como Otto Glória, se consagrou como técnico de futebol dirigindo alguns dos maiores clubes brasileiros. Mas foi em Portugal que ele obteve os maiores êxitos na sua carreira, o maior deles ao levar a Seleção portuguesa a um terceiro lugar no Mundial de 1966, na Inglaterra, a melhor colocação lusa até hoje em Copas do Mundo.

Já naquela época, o velho e bom Otto Glória criticava a maneira passional como os treinadores de futebol eram e são julgados pela mídia, dirigentes e torcidas, recaindo sobre seus ombros uma notoriedade e responsabilidade muito acima de suas possibilidades, ou, na maioria das vezes, muito maior do que merecem. É atribuída a Otto Glória uma frase lapidar, que define bem esta situação: “Se o técnico ganha, é bestial, se perde, é uma besta”. (Otto Glória/1917-1986)

Nesse contexto se encaixa o técnico do Cruzeiro, Mano Menezes, que foi de besta a bestial no último domingo, ao optar por escalar um time quase titular contra o Sport Recife pelo Brasileiro. E como o Cruzeiro ganhou o jogo por 2 x 0 e entrou pela primeira vez no G-6, que dá vaga na Libertadores, os mesmos que o criticaram pela opção fora da curva passaram a considerá-lo estrategista e visionário, entre outras coisas.

Caso o Cruzeiro não tivesse vencido, a exemplo do Grêmio, cujo técnico Renato Gaúcho optou por escalar um time reserva contra o Atlético-PR e só empatou de 0 x 0, desperdiçando a chance de encostar no líder Corinthians que perdeu na rodada, obviamente Mano Menezes seria a besta, e não o bestial, pois se trata do futebol que imita a vida.

FIM DE PAPO
Outro caso é o de Sassá, que na madrugada do sábado se envolveu numa confusão em uma boate com um homem que estaria registrando a sua presença no recinto pelo celular. Sassá fez o primeiro gol e foi um dos destaques da partida, tornando-se, ao lado de Thiago Neves, com 6 gols, os maiores artilheiros do time no Brasileiro.

Se continuar fazendo gols em todos os jogos como agora, os defeitos que já eram do conhecimento de todos quando foi contratado pelo Cruzeiro serão perdoados. Mas se a fábrica fechar, o tempo também vai fechar para o lado dele.

É incrível como, mesmo sabendo que vão tomar cartão amarelo, jogadores de futebol não se emendam e insistem em comemorar gols tirando a camisa. Foi assim com o artilheiro Paulo Henrique, após o segundo gol na vitória do Ipatinga sobre o Democrata/SL, no Ipatingão.

Foi o segundo dele na disputa da “Terceirona”, o que certamente vai causar a sua suspensão bem mais rápido do que se previa, prejudicando a equipe. PH ao menos reconheceu o erro e prometeu se conter mais nas comemorações, em entrevista ao repórter da Rádio Vanguarda, Jota Passos, mas a lambança já foi feita.

Está clara a oscilação dos quatro primeiros colocados no Brasileirão neste início de returno, pois nenhum deles conseguiu vencer nas duas primeiras rodadas. O Corinthians perdeu a invencibilidade, o Grêmio perdeu uma e empatou outra, o Santos empatou duas vezes e o Palmeiras empatou um jogo e perdeu outro.

Aliás, que vexame do Verdão! A Chape ganhou de 2 x 0 dentro no campo do Palmeiras lotado, vindo de uma excursão pelo mundo onde foi goleada pelo Barcelona, perdeu um jogo treino para o Lyon e a decisão da Copa Suruga para o Urawa Red Diamonds. O empenho de seus jogadores, que estavam com o fuso horário trocado e mesmo assim venceram com autoridade o último campeão brasileiro, merece ser exaltado.

O grande momento veio após a perda da invencibilidade do líder e bajulado Corinthians, derrotado pelo Vitória (BA) por 1 x 0, dentro da Arena Itaquera. Na coletiva, o técnico Wagner Mancini, paulista de Ribeirão Preto, se estranhou com o jovem repórter Felipe Garraffa e deu um recado para grande parte da imprensa bairrista de São Paulo.

Ao tentar diminuir o feito e a atuação do Vitória, o repórter teve de Mancini a seguinte resposta: - Vocês da imprensa de São Paulo precisam rever seus conceitos (...) olhar para o resto do Brasil, porque o país é muito grande. (Fecha o pano!)


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