10/05/2017 17:23:00

Beneficência Social Bom Samaritano assume hospital em Coronel Fabriciano

Hospital Doutor José Maria Morais já funciona sob a nova gestão, contratada em caráter emergencial



Wôlmer Ezequiel


O hospital não ostenta mais o nome São Camilo. Passa a se chamar Doutor José Maria Morais


O novo modelo de gestão do hospital em Coronel Fabriciano foi detalhado nesta quarta-feira (10), pela administração municipal. A Beneficência Social Bom Samaritano, de Governador Valadares, já assumiu a entidade hospitalar, por meio de um contrato emergencial, com validade de seis meses. Após o período de transição, a gestão do hospital será do município, conforme publicado pelo DIÁRIO DO AÇO.

Conforme o prefeito Marcos Vinícius (PSDB), dentro do prazo do contrato de emergência o município pretende se organizar, em menos de dois meses, para que a gestão plena ocorra da forma correta. “Assim que a gestão plena do município estiver pronta, vamos fazer a chamada pública para que uma nova instituição assuma”, explica.

O prefeito também aproveitou para comunicar que o hospital não ostenta mais o nome São Camilo. Passa a se chamar Doutor José Maria Morais, em homenagem a um dos médicos pioneiros do antigo Hospital Siderúrgica, que morreu em setembro do ano passado.

Funcionários

Em relação aos empregados do hospital, o prefeito afirma que irá se esforçar para assegurar o emprego daqueles que demonstram competência para continuar no serviço. “Esse assunto depende da instituição que está chegando, mas eu acredito que eles não vão trazer todo o pessoal de Governador Valadares. Então, os funcionários que têm competência para estarem dentro da instituição, certamente vou conversar com o administrador para que essas pessoas continuem”, ressalta.

Parceira
Wôlmer Ezequiel


Elizabeth Franqueira, Marcos Vinícius e Ricardo Cacau durante a entrevista


O prefeito também afirma que essa transição “só é possível devido ao apoio do Estado de Minas Gerais, com o empenho e esforços do secretário de Saúde Sávio Souza Cruz e da subsecretária de Políticas e Acões de Sáude, Maria Aparecida Turci.

O governo do estado é nosso parceiro. Não teria como o município, sozinho, fazer a gestão do hospital, sem a garantia que o estado vai continuar investindo, tendo em vista que o hospital atende também outros municípios. Além disso, precisamos ampliar as atividades do hospital, abrindo maternidade, pediatria e outros serviços”, destaca.

Os recursos para a manutenção do Hospital Dr. José Maria Morais, antigo Hospital São Camilo, estão garantidos pelo Estado. Assim, nesse primeiro momento a administração municipal não efetuará repasses financeiros. Atualmente, os recursos repassados são da ordem de R$ 1 milhão mensal do Fundo Estadual de Saúde, além dos recursos do Governo Federal, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o secretário de Governança de Saúde de Coronel Fabriciano, Ricardo Cacau, essa decisão, com o apoio do estado, será fundamental para o desenvolvimento do município.

“Vamos dar um grande salto na área de gestão. Temos uma necessidade assistencial em Coronel Fabriciano e na região, porque temos um hospital com bloco cirúrgico que não realiza cirurgias eletivas, nem maternidade. Para o hospital ser completo, precisa ampliar a assistência à saúde e hoje nós temos o hospital que vai dar condições para que isso ocorra”, pontua.

Município manifestou interesse por mudança na gestão hospitalar
Wôlmer Ezequiel


Durante o detalhamento da mudança no hospital em Coronel Fabriciano, o vice-prefeito, José Gregório, referência técnica da Secretaria de Estado da Saúde, Elizabeth Franqueira,Marcos Vinicius e o presidente da Câmara Municipal, Xingozinho


A referência técnica da Secretaria de Estado da Saúde, Elizabeth Franqueira, explicou que o contrato não foi renovado com a antiga mantenedora, Sociedade Beneficente São Camilo, porque não tinha como mais prorrogar o contrato antigo e o município manifestou interesse na mudança.

“Como a Secretaria do Estado da Saúde viu o interesse do município de Coronel de Fabriciano em assumir a gestão, e não havia mais nenhum meio legal de fazer alguma prorrogação no contrato com a instituição São Camilo, o município decidiu então assumir a responsabilidade, fazendo um contrato emergencial com a instituição Bom Samaritano, porque aí o Estado não tem nenhum poder nessa escolha”, salienta.

A importância da parceira entre o município e o estado também foi reforçada pela referência técnica do estado. “Nós estamos intermediando essa transição para que ela ocorra de forma harmoniosa e que o município não seja penalizado em momento algum na sua questão da assistência a saúde. Estaremos auxiliando de toda forma possível, inclusive com os repasses financeiros ao município”, pontua.

Elizabeth Franqueira acrescentou que o estado não possui dívidas com a instituição São Camilo, mantendo em dia o pagamento das parcelas que foram definidas. Das nove parcelas, falta apenas a última, que deve ser paga nos próximos dias.

O novo modelo de gestão do hospital em Coronel Fabriciano



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