08/02/2017 09:59:00

Chuva alaga, de novo, a ponte velha

Leitores relatam perigos e indignação com a precariedade da ponte entre Coronel Fabriciano e Timóteo



Fotos: Silvério Rocha


Em 2017 completa cinco anos de precariedade na ponte entre Timóteo e Coronel Fabriciano

A chuva intensa, da manhã desta quarta-feira (8), deixou inundada, mais uma vez o tabuleiro da ponte velha, sobre o rio Piracicaba, entre os municípios de Coronel Fabriciano e Timóteo.

Com problemas na drenagem da água da chuva, a ponte que está parcialmente interditada desde o dia 8 de novembro de 2012, fica em situação precária toda vez que chove.

Na manhã de hoje, o leitor Silvério Rocha registrou em fotos e vídeos a precariedade da ponte. “É um descaso total, um absurdo essa situação”, relata o cidadão, que recomenda aos usuários da ligação entre as duas cidades que evitem passar pelo local nesta manhã. A alternativa é a ponte Mariano Pires, no Centro, com acesso ao trevo do bairro Alegre.

História antiga

A reforma da ponte é uma “novela” sem fim, que se arrasta ano após ano, causando prejuízos à população, e ao comércio. A interdição parcial ocorre por causa de danos nos pilares da ponte no lado fabricianense. A ponte chegou a ficar fechada, mas depois uma nova avaliação da engenharia liberou o trânsito de carros de pequeno porte.

Em outras duas ocasiões a recuperação da ponte chegou a ser anunciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A mais recente foi uma licitação que acabou sem acordo por causa do valor da obra.

Realizada na modalidade do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) Eletrônico, a Sessão Pública foi aberta dia 12/12, na sede do DNIT, em Brasília, na plataforma ComprasNet do governo federal.

Na fase de apresentação de propostas, duas empresas se habilitaram ao certame: Concreto e Pré-Moldados Palmeira Ltda - EPP e Arteleste Construções Ltda. A primeira ofertou o melhor preço, R$ 9.373.750. Na fase de lances, o valor foi reduzido para R$ 9.200.000, chegando a R$ R$ 8.200.000,00 por meio de negociação. O Dnit alegou que o valor estava acima do teto estabelecido para a obra e a licitação foi à estaca zero, conforme divulgou, à época o Portal Diário do Aço.

Também na estaca zero está a paciência dos usuários da ponte, pelas mensagens, fotos e vídeos, enviadas ao Portal Diário do Aço, com relatos de indignação, perigos e a precariedade do equipamento.



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