12/11/2016 11:44:00

Meteram a mão

Fernando Rocha



Os comentários em toda roda de torcedores ainda é a goleada da Seleção Brasileira, em cima dos argentinos(3 x 0) na última quarta-feira, no Mineirão.

Mas, além do excelente futebol apresentado pelos comandados de Tite, que nos fez sentir novamente orgulhosos de torcer pela “amarelinha”, quem foi ao Mineirão saiu reclamando muito dos serviços oferecidos e dos preços altíssimos dos ingressos.

Não foi à toa que a renda superou a casa dos R$ 12 milhões, tornando-se a maior de todos os tempos obtida em um jogo da seleção, e a segunda maior do país, só perdendo para a final da Libertadores em 2013, onde o Atlético derrotou o Olímpia do Paraguai, no mesmo Mineirão, sagrando-se campeão, com a mesma rapinagem praticada pela diretoria do Galo contra a massa alvinegra.

Basta dizer que a entrada mais barata cobrada para assistir o confronto entre as duas maiores seleções do continente, era de R$ 200 mais a taxa de serviço cobrada na hora da compra pela internet.

Diria o advogado do diabo: o valor cobrado tem sentido pela grandeza do espetáculo. Em parte tem razão, afinal de contas não é todo dia que se vê no nosso quintal “ao vivo”, Messi de um lado, Neymar do outro, além de uma porção de craques e pernas de pau.

No entanto, este argumento perde sentido quando se constata que o torcedor, também chamado “consumidor”, até mesmo de poder aquisitivo mais elevado, encontra-se sacrificado de tudo quanto é jeito, pois como todos de um jeito ou de outro também foi atingido pela crise econômica.

E não é só o preço do ingresso, pois para ir ao estádio precisa arcar com outras despesas, tais como o transporte e alimentação, o que também não é barato.

• Sobre a convocação do lateral Fábio Santos para a partida contra o Peru nesta quarta-feira, em Lima, foi justa e coerente. No primeiro caso porque de fato o veterano lateral do Galo tem jogado muito, e com um surpreendente vigor físico, fazendo o torcedor alvinegro esquecer literalmente do jovem Douglas Santos, outro selecionável vendido ao futebol alemão. Coerente porque Tite foi seu técnico no Corinthians, o que facilita a adaptação do jogador ao esquema adotado na seleção.

• Em relação a uma treinadora (não sei se é assim mesmo no feminino), a seleção brasileira escolheu Emily Lima, que deu uma excelente entrevista à repórter do jornal “O Globo”, Carolina Oliveira Castro, onde entre outras coisas falou da necessidade de uma formação de base, como existe no futebol masculino. Emily destaca a importância da formação do “atleta inteligente”. De fato, no masculino ou no feminino, este item vem perdendo espaço há bastante tempo, pois o comportamento dos jogadores e das jogadoras em geral, tem sido o pior, mais deseducado, mais violento e mais indisciplinado a cada dia. E dos torcedores nem se fala...

• Ridícula a entrevista de Rafael Sóbis ao repórter Álvaro Damião da Rádio Itatiaia/BH, sobre o que iria fazer no momento do jogo entre Brasil x Argentina. O jogador do Cruzeiro além de afirmar que não iria assistir a partida, deixou no ar também que detesta acompanhar jogos ou notícias de futebol, quando está de folga. Tudo bem que folga é para ser curtida e cada um faz o que bem quer.

• Mas daí a não se interessar em saber as novidades, atualidades do jogo que é o seu ofício, vai uma distância muito grande. Neste caso específico de Brasil x Argentina, além de Messi e Neymar, em campo estiveram jogadores que atuam nos principais clubes do mundo. Hoje, seja no futebol ou em qualquer área profissional, quem não se atualiza, ou se acha bam-bam-bam a ponto de não ter que procurar estudar, se aperfeiçoar, melhorar os conhecimentos, acaba ficando para trás. Como costumava dizer o ex-repórter Adenir Mariano na Rádio Vanguarda: “Camarão que dorme a onda leva”. (Fecha o pano!)



Encontrou um erro? Comunique: falecomoeditor@diariodoaco.com.br


Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.
Envie o seu Comentário