30/12/2013 - 07h11
Assassinato após ameaças
Vingança pode ter sido a causa de mais um crime violento contra a vida, o terceiro do fim de semana em Fabriciano


Google Maps + Reprodução
EDÉSIO HOMICÍDIO FABRI
Edésio Apolinário (detalhe) foi morto ao sair deste bar na rua Pau Brasil, no bairro Floresta
Com atualização - 30/12 - 18h13
 
FABRICIANO – O fim de semana foi violento em Coronel Fabriciano. Entre as 21h de sábado (28) e às 16h de domingo (29), três homens foram assassinados a tiros. Com as três últimas mortes, o município chega a 54 homicídios em 2013.
 
No bairro Floresta, a vítima foi Edésio Apolinário Júnior, de 47 anos. O homicídio ocorreu no domingo (29) na rua Pau Brasil. A principal testemunha do crime é uma pessoa que estava em companhia da vítima no Bar do Dico, local em que ocorreu a execução. Conforme o relato, por volta das 16h, Edésio saiu do bar quando um homem de cor negra e trajando blusa vermelha com detalhe cinza nas mangas se aproximou. De imediato o autor sacou uma arma e desferiu vários disparos contra Edésio.
 
A vítima foi socorrida e levada com vida para o hospital, porém não resistiu aos ferimentos e morreu. Edésio foi atingido por projéteis no lado esquerdo da clavícula e nuca. 
 
Denúncias anônimas informaram a Polícia Militar que o suspeito de cometer o crime estaria escondido em uma casa em construção na rua C, bairro Gávea. Ao chegarem ao local, militares encontraram Alberton Pires Ribeiro da Silva, de 21 anos. A arma do crime não foi localizada.
 
Alberton confessou que existia uma guerra entre o seu irmão, de prenome Alves, também conhecido como Jacaré, e Edésio Apolinário. No sistema de Relatório de Defesa Social há vários registros de ameaças de morte contra Edésio, feitas por amigos e parentes de Alberton.
 
“Eu não tenho nada a ver com isso. Estou aqui de ‘laranja’. Esses policiais me prenderam à toa, fizeram covardia comigo. Estão querendo armar pra mim, me jogar no meio desse flagrante, querendo que eu passe o Ano Novo na cadeia. Ele tinha problema era com meu irmão”, relatou o suspeito.
 
Alberton ainda declarou que Edésio foi o responsável pela morte de Alan Alves da Silva, assassinado em Coronel Fabriciano no sábado (28). “E estão falando que foi ele quem matou o Alan. Esse safado que matou meu amigo Alan. O Edésio, o Marrom, virou bombom agora. Mas eu nunca tive problema com ele. Deus é maior e um dia eu vou sair porque eu não tenho nada a ver com isso. Ele que já tentou matar o meu irmão. Mas a minha família não tem nada com isso”, concluiu.
 
O tenente PM Geraldino informou que a polícia recebeu denúncias informando que Edésio teria envolvimento com o homicídio de Alan. “Recebemos a informação de que o comparsa de Alan teria vingado a morte do colega com o assassinato do Edésio. Ainda será investigado, mas a informação que temos é essa. Tecnicamente, a morte do Edésio está solucionada. Foi vingança por outros crimes que ele já praticou”, informou o militar.
 
Durante o registro da ocorrência, mesmo diante dos policiais militares, Alberton fez várias ameaças de morte à testemunha. Preso em flagrante, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil.
 
Edésio também era suspeito de matar um adolescente de 15 anos, em fevereiro de 2013. O crime foi na rua Jonas Soares Camargo, no bairro Surinã. Ítalo Cristino Justino, de 15 anos, foi morto com tiros disparados por dois homens que estavam em um Fiat Palio de cinza.
 

Reprodução
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Alan Alves tinha 20 anos e foi morto no sábado no bairro Gávea

 
Gávea
Alan Alves da Silva foi morto a tiros na rua Marte, bairro Gávea, na noite de sábado (28). A polícia acredita que Edésio Apolinário Junior, assassinado no domingo, no bairro Floresta, foi um dos envolvidos no crime. Testemunhas relataram à Polícia Militar que, por volta das 21h, dois homens em uma motocicleta de cor escura atiraram contra Alan. Socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros, o jovem morreu ao dar entrada no hospital São Camilo. Alan foi morto com dois disparos de arma de fogo, um no tórax e outro nas costas. A perícia da Polícia Civil apreendeu o telefone celular que a vítima carregava.
 
O tenente PM Geraldino relatou que denúncias anônimas informaram à polícia que um homem conhecido como Marrom foi um dos autores do crime. Durante o sábado, militares realizaram rastreamento, mas não localizaram o suspeito. Porém, na tarde de domingo, ele foi assassinado a tiros no bairro Floresta.
 
Guiomar Martins da Silva, 66 anos, mãe de Alan, informou que havia uma desavença entre os grupos de Alan e do suspeito. “Meu filho andava com uns meninos que o Marrom não gostava. Mas ele era um bom menino, se dava bem com todo mundo, era um bom filho. E, no sábado, eu senti que ia acontecer alguma coisa com ele”. Alan foi sepultado no domingo, em Coronel Fabriciano.
 

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