09/05/2013 - 00h01
Comissão observa disposição de resíduos tóxicos da Usiminas
Esse foi o objetivo da visita promovida, ontem, pelos deputados da Comissão de Meio Ambiente da ALMG às instalações da siderúrgica


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usiminas
Comissão de Meio Ambiente da ALMG verificou ontem a disposição de resíduos perigosos gerados na Aciaria da Usiminas

IPATINGA - Verificar o cumprimento dos dispositivos da Lei 18.031, que trata do destino final de resíduos industriais, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 2009, sobretudo os novos artigos acrescentados após longa discussão ao longo de 2011, que passaram a vigorar em janeiro do ano passado (Lei 20.011, de 2012). Esse foi o objetivo da visita promovida, nessa quarta-feira (8), pelos deputados da Comissão de Meio Ambiente às instalações da Usiminas, em Ipatinga.

O presidente da comissão, deputado Célio Moreira (PSDB), e o deputado Ivair Nogueira (PMDB), foram recebidos pela diretoria da usina de Ipatinga e ouviram o compromisso do cumprimento da legislação ambiental e a promessa de que, tão logo estejam disponíveis, novas tecnologias serão adotadas para minimizar o impacto ao meio ambiente.

A Lei 18.031, de 2009, instituiu a Política Estadual de Resíduos Sólidos. Os artigos que entraram em vigor em janeiro do ano passado trataram da destinação dos resíduos perigosos, que vinham se acumulando nas indústrias. Foi fixado o prazo de 180 dias para que as indústrias dessem uma destinação final aos novos resíduos gerados após a promulgação da lei e de 360 dias para o passivo já existente.
No caso da Usiminas, a maior preocupação dos deputados é com a chamada lama fina de aciaria, resíduo gerado na produção de chapas de aço que, por ser rica em zinco, é de difícil reaproveitamento pela indústria siderúrgica, pois compromete a eficiência dos altos-fornos. Na Usiminas, resíduos como esse representam 5% do total gerado, que é encaminhado para um aterro industrial de 546 mil metros quadrados, criado ainda em 1985.

Explicações
Os deputados ouviram dos executivos da Usiminas os cuidados tomados para dar tratamento correto a todos os tipos de resíduos. Segundo o diretor executivo Roberto Maia, a empresa, que completou 50 anos de atividades em outubro do ano passado, produz anualmente, em Ipatinga cerca de 4 milhões de toneladas de aço, tendo como cliente principal a indústria automobilística.

Nesse trabalho, acrescenta o executivo, é do interesse da Usiminas que os resíduos gerados sejam reaproveitados ao máximo, mas às vezes as soluções disponíveis não são economicamente viáveis. “Desenvolvendo a técnica para isso, o que é um passivo passa a ser um ativo. Mas a solução precisa ser em escala industrial, e não laboratorial”, apontou. Atualmente, a Usiminas, por conta própria ou com a ajuda de empresas parceiras, consegue reciclar 48% dos seus resíduos e comercializa, como matéria-prima para outros tipos de processos produtivos, outros 47% de seus resíduos.

 

Resíduos tóxicos em aterros é a última alternativa

O gerente-geral de meio ambiente da empresa, Pedro Luiz Ribeiro, enfatizou à comissão que reutilizar os resíduos é preservar o meio ambiente, mas há o viés da competitividade.

“Não temos dúvidas de que dar destinação correta aos resíduos é necessário, mas outros fatores estão em segundo plano. A disposição deles em aterros é nossa última alternativa. Todas as nossas práticas de sustentabilidade têm amparo legal, mas é preciso discutir melhor os prazos fixados na lei”, defendeu.

Na mesma linha, Maria Helena Batista Murta, superintendente regional de Meio Ambiente, elogiou os procedimentos adotados pela Usiminas, destacando ser impossível eliminar os impactos ambientais inerentes à própria atividade siderúrgica. “A sociedade fica dividida entre a escolha de viver na idade da pedra ou se desenvolver. Se é para se desenvolver, pelo menos que seja de maneira sustentável, e isso a Usiminas faz bem feito. É preciso entender que o processo produtivo da siderurgia é impactante por si só”, concluiu.
 













Helinho
09/05/2013 - 20h23
aqui, os deputados trouxeram entenheiros e foram à área de disposição de resíduos, ou foi somente conversa de gabinete?











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