01/10/2012 - 07h25
Parada do Orgulho LGBT reúne milhares em Ipatinga
Festa da diversidade sexual aglomerou ativistas por direitos igualitários, curiosos, e festeiros


Wôlmer Ezequiel
parada
orgulho 
gay 2012
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IPATINGA - Lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes da região do Vale do Aço, realizaram na tarde deste domingo (30), a 6ª edição da Parada do Orgulho LGBT em Ipatinga.

Com o lema “Defendendo a cidadania, por uma Ipatinga livre de homofobia e discriminação”, cerca de 7 mil pessoas, segundo a organização do evento, participou da concentração com saída no trevo do bairro Jardim Panorama até o Parque Ipanema. A parada marcou o encerramento da 4ª Semana da Diversidade Sexual no município. 

Desde o dia 25, na última semana, uma programação ampla foi promovida pelo Movimento Gay e Simpatizantes do Vale do Aço (MGS) em Ipatinga, incluindo palestras, exibição de filmes, entrega do Troféu Arco-Íris e a seleção do Miss Gay Vale do Aço, no último sábado (29). 

Animada com shows e performances, a Parada do Orgulho LGBT agregou ativistas por igualdades de direitos além dos que dos participaram da passeata pela festa popular da diversidade sexual. Organizador do evento e secretário do MGS, Lau Ferreira comemora as conquistas alcançadas pela luta LGBT. “Nós viemos conquistando direitos ao longo da realização das paradas.

O reconhecimento da união estável e a adoção por casais homossexuais são exemplos dessas conquistas no Brasil. Hoje, queremos mostrar à sociedade do Vale do Aço que temos importância. Que pagamos nossos impostos, e temos direitos como quaisquer outras pessoas”, elencou.

Para o militante, o preconceito contra homossexuais vem sendo reduzido em Ipatinga no decorrer dos últimos anos. “O preconceito sempre existiu e irá existir. Graças a Deus, em Ipatinga, ele não é tão grande, mas existe. A população está abrindo a mente, e se conscientizando que é necessário respeitar e não discriminar os LGBT”, observou Lau.


Wôlmer Ezequiel
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“Oba oba”
Elias Ferreira veio de Itabira para participar do evento. Nascido em Ipatinga, ele lamenta que na atual cidade em que reside, o movimento não tenha força como o realizado no Vale do Aço. “Em Itabira a realidade é outra. Lá ainda é necessário muita divulgação e vencer muitos preconceitos”, lembrou.

O ativista pontua que o maior desafio a ser enfrentado pela luta LGBT ainda é o respeito mútuo. Questionado sobre a marcha ter mais caráter festivo do que a mobilização por justiça social, como se pretende, ele pondera que “há os que só querem o oba oba e não suar a camisa para chamar a atenção da sociedade à causa”.

“Tivemos que batalhar para conseguir o que estamos realizando hoje. A diversão é algo à parte da militância, mas é em prol de todos os participantes do evento que lutamos. Há quem seja favorecido pelos direitos que lutamos e desconheçam as reivindicações, as conquistas e, que por vezes, não estão nem aí”, acresceu.



Wesley Rodrigues
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A mãe de Aline Araújo esteve presente à Parada Orgulho LGBT para dar apoio à filha, transexual

Aceitação familiar

Eleita Miss Gay Vale do Aço 2012, Aline Araújo Guimaraes comemora o posto de primeira transexual da região a vencer a seleção no último fim de semana, conforme destacou. “Fiquei lisonjeada com o título. Em Ipatinga há muitas transexuais. Não é toda cidade do interior que há essa população transexual. E fico satisfeita por representa-los. É um rompimento de preconceitos”, comentou Aline.

A transexual ressalta que o preconceito com os que optam pela mudança de sexo ainda é expressivo, principalmente pelo mercado de trabalho. Ela delega à família, o principal apoio na identidade e aceitação do homossexual.

“O preconceito social ainda existe com relação ao transexual, principalmente no mercado de trabalho. Mas aos poucos tabus vem sendo quebrados. Minha família sempre teve a mente aberta. Quando assumi minha homossexualidade, eles me apoiaram. O apoio da família é muito importante. Sem o apoio, a pessoa acaba se envolvendo com as drogas, e a rejeição até por ele mesmo é muito grande”, observou.


Wôlmer Ezequiel
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  A família de Aline Araújo esteve presente à Parada do Orgulho LGBT em Ipatinga. A mãe, Argentina Margarida Araújo, inclusive, é evangélica e preletora – que apregoa o evangelho cristão. Ela sintetizou o valor do apoio familiar ao ente homossexual.

“Ele não demonstrava quando criança. Quando fez 18 anos, me contou da sua opção sexual. No começo fiquei muito abalada, assim como muitas mães, mas depois eu entendi que o apoio é fundamental. Eu sou evangélica, mas para mim, Deus é uma aliança entre nós e ele, e não uma disciplina religiosa. No seu segundo mandamento ele diz “ame a teu próximo como a ti mesmo”. Como posso pregar o amor de Jesus Cristo e rejeitar um filho por causa da sua opção sexual?”, indagou a mãe de Aline.



Repórter : Wesley Rodrigues (Estagiário)





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