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Reunião estabeleceu oito meses para a construção do bloco cirúrgico do Pronto Socorro de Ipatinga
IPATINGA – O ciclo de debates sobre a saúde da Região Metropolitana do Vale do Aço teve um novo capítulo no fim da semana. Após a formação, na semana anterior, de comissões de atuação numa tentativa de organizar os serviços médicos na Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço, na sexta-feira (21), os representantes do Estado, municípios, órgãos de saúde e o corpo clínico dos hospitais da região se reuniram no Hospital Márcio cunha para discutir os pontos críticos mais emergenciais do setor a serem resolvidos. Foram definidos prazos de três a doze meses para a resolução dos problemas apontados.
Presente à terceira reunião de Mediação Sanitária, o médico da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Vital Brazil, em Timóteo, e do Hospital São Camilo Fabriciano, Alysson Silveira Campos, destaca que os principais “gargalos” de ineficiência do sistema de saúde pública regional foram apresentados nas discussões.
Entre os itens pontuados ele destacou o transporte interhospitalar regional, envolvendo o funcionamento efetivo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Outro ponto levantado é o funcionamento do bloco cirúrgico e máquinas de hemodiálise e tomografia do Pronto Socorro Municipal de Ipatinga, além da necessidade iminente do funcionamento do bloco cirúrgico também do Hospital São Camilo Fabriciano.
A instalação de uma unidade do Hemominas no Vale do Aço, demanda discutida há pelo menos três anos na região, também fez parte da pauta. “Os itens levantados irão compor um relatório que será apresentado à Promotoria Pública do Estado. O órgão irá executar o seu papel de cobrança sobre os gestores da saúde pública, para que a resolução desses problemas seja concretizada dentro de um intervalo de tempo razoável”, acrescentou Alysson.
Palpável
A urgência na aplicação de um choque de gestão no Hospital Municipal de Ipatinga também integrou a minuta. De acordo com Alysson Silveira, o Estado em parceria com a Fundação São Francisco Xavier (FSFX) estuda o diagnóstico exato da situação do Hospital Municipal de Ipatinga, a fim de propor à administração pública um novo modelo de gestão para a instituição médica. “O modelo será definido após esse diagnóstico. Isto deverá acontecer nos próximos 30 dias. Depois desse tempo, passamos a ter algo mais palpável em mãos”, ponderou o médico.
Prazos
Para cada item levantado na reunião dos gestores regionais de Saúde foi definido prazos para o encaminhamento da pendência. “De forma geral, os prazos variam de três a doze meses para a execução de soluções. A construção do bloco cirúrgico do Pronto Socorro Municipal de Ipatinga, por exemplo, ficou pactuado no prazo de até oito meses”, esclareceu o médico, que também é responsável pela gestão de qualidade do Vital Brazil.
Uma nova reunião para tratar de assuntos emergenciais foi agendada para o dia 1° de outubro. Na sexta-feira (28), será a vez de outra comissão redesenhar a rede de atendimento médico regional.
Avaliação
Na avaliação de Alysson Silveira Campos, foi criado um nível de discussão nunca antes existente no Vale do Aço para solução dos impasses. “Podemos discutir a medicina e o atendimento ao paciente de uma forma ética e justa, com a participação da Promotoria de Justiça da Saúde do MP de Minas Gerais. E é fundamental a participação do órgão, porque sem sua mediação fica fácil aos responsáveis se esconderem atrás de justificativas que não são aceitáveis, como falta de recursos e da lei de responsabilidade fiscal, que é usada para cortar custos, por vezes de forma irresponsável”, concluiu o médico.
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