18/09/2012 - 00h01
Reposição de aulas no Cefet começa na próxima semana
Calendário prevê aulas inclusive aos sábados. Ano letivo de 2012 será concluído em março


Wôlmer Ezequiel
cefet
Alunos podem consultar calendário das aulas no site da instituição

TIMÓTEO – A reposição das aulas no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), deve começar na próxima semana, com atividades agendadas para os sábados. A previsão da direção é que os estudantes concluam o ano letivo 2012, no fim do mês de março de 2013. Depois de quatro meses de paralisação dos professores, os alunos puderam finalmente voltar às atividades nesta segunda-feira (17).

Ainda não há um calendário definitivo para a reposição das aulas. Conforme o diretor Rodrigo Gaiba, o quadro de horários ainda precisa passar por várias aprovações. O fim da greve na instituição foi definido em assembleia realizada pelos professores na semana passada.

No site da instituição, alunos e professores dos cursos técnicos e da graduação podem visualizar o calendário disponível para o retorno das aulas. Para Rodrigo Gaiba, embora não haja riscos de os alunos perderem o ano letivo, a greve sempre traz um grande impacto para a vida dos estudantes.

Por enquanto, ainda não há uma data exata, mas a direção do Cefet acredita que o ano letivo deve ser encerrado no fim de março do próximo ano, e só depois será possível iniciar o ano letivo de 2013. “É bem provável que, até 2014, o nosso calendário esteja regularizado novamente”, informou.

Brasil
A greve que atingiu quase todas as instituições federais de educação do país caminha para o fim. Na noite do último domingo (17), o comando nacional de greve, representando o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), decidiu pelo fim da greve nas federais.

A paralisação é considerada a mais longa da história do ensino superior no Brasil, com duração de 123 dias. O comunicado da Andes determina a suspensão unificada entre 17 e 21 de setembro.

Ainda nesta semana, além do Cefet-MG, segundo informações da Agência Brasil, a Universidade Federal Fluminense (UFF), e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), também devem retomar as suas atividades.

Luta
O professor Luciano Nascimento, integrante do comando local em Timóteo, destaca que a greve é apenas um dos estágios da luta pelos direitos da classe. Segundo ele, a greve só foi declarada após dois anos de infrutífera negociação com o governo federal. “Resolvermos sair da greve, mas a luta pelos nossos direitos continua. Agora, vamos esperar pela aprovação do Projeto de Lei enviado ao Congresso Nacional”, complementou.

A Lei Orçamentária Anual (LOA), foi enviada no fim de agosto ao Congresso Nacional. A oferta feita aos docentes é de aumento entre 25% e 45% ao longo dos próximos três anos, e redução, de 17 para 13, nos níveis de carreira. Para Luciano Nascimento, é lamentável que a lei não contemple melhoria nas condições de trabalho e a estruturação dos prédios das federais. “Inacreditavelmente, durante esses 120 dias de greve, o governo se recusou a negociar estas questões e, por isso, os alunos não serão contemplados”, lamenta.

O QUE JÁ FOI PUBLICADO:

Greve mantida no Cefet - 01/09/2012

Professores pedem reativação do calendário - 12/09/2012



Repórter : Silvia Miranda



















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