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Texto de Eliete Neves aborda as propriedades cicatrizantes da batata doce branca
IPATINGA – A ex-aluna do curso de Enfermagem da Unipac Vale do Aço, Eliete Neves de Lima, realizou o sonho de ter um artigo publicado pela Revista de Pesquisa Avançada da Universidade do Cairo no Egito, na edição de junho de 2012. O texto aborda uma pesquisa feita para comprovar o poder de cura de feridas e propriedades antiúlceras da batata doce branca, que age diretamente sobre os tecidos, acelerando o processo de cicatrização.
A pesquisa foi realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UEOP), entre 2008 e 2012. A partir de testes, aplicados em ratos, os pesquisadores comprovaram que os animais tratados com pomada contendo farinha de batata doce tiveram um aumento das células regenerativas.
“Os animais foram observados 4, 7 e 10 dias após o tratamento, os resultados comprovaram que a pomada agiu como um curativo, acelerando de forma eficaz o fechamento das feridas na pele”, explica Eliete. O estudo comprovou, ainda, que a batata doce é eficiente no tratamento de úlcera, uma vez que ela protege o estômago do animal, impedindo a formação de edemas.
Após a publicação do artigo, a enfermeira tem planos de dar continuidade às pesquisas. “Vamos tentar parceria com alguma faculdade de Medicina, para que os estudos sejam feitos com seres humanos e, quem sabe, conseguimos a liberação para comercializar a pomada. No mercado, há vários curativos à base de carvão ativado, mas o preço desses medicamentos é alto. Nosso objetivo é desenvolver um produto com a mesma eficácia, porém com um custo mais baixo, que atenda, inclusive, à população carente”, declara.
Processo
Antes de ser publicado, um artigo passa por rigoroso processo de seleção. Os pesquisadores encaminham o texto para o editor-chefe da revista que, juntamente com dois especialistas internacionais, avalia a qualidade e importância científica do texto. Se aprovado, os autores da pesquisa respondem a uma serie de questionamentos e rebatem as possíveis críticas recebidas. Só então, os avaliadores dão um parecer sobre a análise e, em caso positivo, o artigo é liberado para publicação.