22/08/2012 - 00h05
Homem é condenado por tentativa e homicídio
Réu deixou um morto e um ferido a tiros, mas pegou apenas o regime aberto


Wellington Fred
Elton John e Francisco
Elton John de Oliveira Carmo, 33 anos, foi condenado a três anos, um mês e dez dias de pena no regime aberto. Francisco de Assis Lima, pai de Emerson (detalhe): “Hoje foi resolvido mais um capítulo desta novela triste”

IPATINGA - O julgamento do réu Elton John de Oliveira Carmo, 33 anos, durou aproximadamente sete horas. Ele respondia por uma tentativa de homicídio e ainda por um homicídio ocorrido no dia 10 de junho de 2007. Elton John foi condenado pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal de Ipatinga, no começo da semana, a três anos, um mês e dez dias no regime aberto, pelo homicídio de Emerson Agostine Rocha, de 28 anos, e pela tentativa de homicídio de Cristiano Alves Pereira, 23 anos, crime ocorrido no mesmo dia.

O julgamento, iniciado segunda-feira, às 9h, no Salão do Tribunal do Júri Vito Gaggiato, do Fórum de Ipatinga, foi encerrado por volta das 16h de segunda-feira (20). A sessão do Júri Popular foi presidida pelo juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira, acompanhado pela promotora de Justiça Luz Maria Romanelli de Castro. A defesa do acusado teve a atuação dos advogados Emílio Celso Ferrer Fernandes, Eduardo Figueiredo e Jairo Carvalho.

O crime aconteceu no pátio de um posto de combustíveis na avenida Brasil, no bairro Iguaçu. Cristiano Alves Pereira, de 23 anos, foi alvo de tiros durante uma confusão com Wesleano de Oliveira Papa, 31 anos, julgado e absolvido, e o seu primo, Elton John. A motivação, segundo o Ministério Público, foi um desentendimento por causa do sumiço de R$ 4.

Antes, eles saíram do local em um carro e voltaram em uma motocicleta - um deles, armado com um revólver calibre 38 -, quando atingiram a primeira vítima. Cristiano sobreviveu aos tiros, sorte que não teve Emerson Agostine Rocha, de 28 anos. Ele não tinha nada com o fato e acabou atingido por uma das balas disparadas, morrendo oito dias depois de internação no Hospital Márcio Cunha.

Lembrança
Os jurados desclassificaram o homicídio de Emerson de doloso para culposo (que não tem a intenção de matar). Como a pena sentenciada pelo juiz no caso do homicídio culposo foi maior que a pena da tentativa de homicídio, prevaleceu a maior pena, que foi a de três anos, um mês e dez dias. O Ministério Público pode recorrer da decisão, bem como a defesa de Elton John.

O pai de Emerson, Francisco de Assis Lima, 56, acompanhou o julgamento e contou ao DIÁRIO DO AÇO que acredita na Justiça. “O réu lamenta que foi um fatalidade, pois não queria matar o meu filho, e sim o Cristiano. Foi na hora errada e no lugar errado que meu menino estava. Hoje foi resolvido mais um capítulo desta novela triste. A lembrança do meu filho é a todo o momento. A minha mulher nunca vai se conformar, e até hoje chora por esta perda”, concluiu.
 

MAIS:

Assaltado pela segunda vez - 22/08/2012











VILMA SILVA
22/08/2012 - 19h43
prezo e quem morre,infelismente.impunidade.











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