Wôlmer Ezequiel

Edimar Alves, 38, comerciante, Cidade Nobre.
“Se for aprovado, será uma boa notícia. Já pagamos impostos demais. Isto sem falar que o Imposto de Renda é muito alto. A medida facilitaria que muitas famílias no fim do ano pudessem gastar mais, despreocupadas”.
DA REDAÇÃO - O décimo terceiro salário poderá ficar isento do pagamento do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Esta é a proposição do Projeto de Lei do Senado n° 266/12, de autoria do senador Lobão Filho (PMDB-MA), que aguarda designação do relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A medida poderá reverter a arrecadação do governo em impostos sobre o consumo, uma vez que impulsiona diretamente as vendas de mercado no fim do ano.
De acordo com informações da Agência Senado, ao apresentar o projeto, Lobão Filho avaliou que a regulamentação que trata do Imposto de Renda (Lei 7.713/88) possui “distorções”. Segundo explicou, a incidência do imposto é feita na fonte com aplicação das mesmas alíquotas da tabela progressiva. Assim, a legislação não permite que essa parcela da renda do trabalhador receba os mesmos abatimentos e deduções, o que torna a alíquota efetiva mais alta que a do conjunto dos rendimentos.
A justificação da proposta ressalta a importância do décimo terceiro salário para o trabalhador. A bonificação salarial dinamiza a economia, atua com significativa função social, bem como contribui para a redistribuição de renda, argumenta o autor da proposta. Lobão Filho ainda observou que a isenção não afetará o orçamento do governo, uma vez que a parcela dispensada retornará aos cofres públicos sob a forma de tributos incidentes sobre o consumo, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as contribuições para os programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Retorno
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ipatinga (CDL), Márcio Pena, o impacto da medida é grandioso. “Retirar a incidência de impostos sobre o 13° salário reverte diretamente em consumo. E o consumo é revertido em emprego e renda. Além de resultar em diminuição de inadimplência, o consumidor terá mais para gastar. Isso resulta também em impactos para o turismo. As agências de viagens poderão aumentar as vendas. São fatores inumeráveis. A economia do país se movimenta quando se ‘tira’ do Estado e coloca na mão do cidadão. E, o retorno para o governo é ainda mais positivo”, observou o dirigente.
Depois de votada na Comissão de Assuntos Sociais, a matéria será examinada pela Comissão de Assuntos Econômicos, na qual receberá decisão terminativa.
Enquete
Proposta tem aprovação unânime
O DIÁRIO DO AÇO foi às ruas para saber dos contribuintes com Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF), o que pensam sobre o Projeto de Lei 266/12. A aprovação da medida proposta é unânime.
Wôlmer Ezequiel

Daniel de Oliveira, 54, taxista, Ideal.
“Todos os descontos que forem retirados do 13° salário são medidas muito boas para o trabalhador. Bom seria se não fosse apenas no 13° salário e, sim, uma redução do que nos é cobrado no dia a dia. Mas, quanto ao projeto lei, nos possibilitará gastar mais no fim do ano”.
Wôlmer Ezequiel

Miguel Arcanjo, 39, produtor de eventos, Veneza I.
“É uma boa proposição. Com um imposto a menos pesando no bolso do consumidor. O valor descontado é alto. Sou a favor mesmo da implantação de um imposto único a ser pago pelo trabalhador ao governo. São taxas e cobranças demais que nos são feitas”.
Wôlmer Ezequiel

Vitor Dângelo, 27, técnico de copiadoras, Bairro das Fontes.
“Seria uma medida que impactaria diretamente o comércio de fim de ano, momento maior de arrecadação. Nos estabelecimentos que passo há reclamações de comerciantes que o povo está indo à loja, mas o dinheiro não. A população tem feito menos dívidas, retido mais o dinheiro, e, enfim, é uma forma de impulsionar o mercado”.