Bruna Lage

Robson Gomes defende diálogo entre administração e entidades
IPATINGA – O prefeito Robson Gomes (PPS) afirma que vai buscar o diálogo com representantes de diversos segmentos sociais no município e a compreensão da crise Ipatinga enfrenta. Em entrevista realizada na tarde desta segunda-feira (6), o prefeito se posicionou quanto ao manifesto promovido na porta da prefeitura na sexta-feira, 3.
Robson frisou que toda organização de reivindicação é legítimo, mas defendeu que o diálogo ainda é a melhor opção a ser seguida. Ele antecipou que se reúne nesta quarta-feira com representantes de entidades para expor a situação financeira do município.
Ao lado do secretário de Educação, Amaury Gonçalves e do chefe de gabinete da assistência social, Leonardo Oliveira, o prefeito explicou que o momento financeiro vivido pelo município é desfavorável, e que houve queda em diversas fontes de arrecadação, como do Fundo de Participação de Municípios (FPM) e ICMS.
“Começou com a criação do ICMS solidário, que tirou de Ipatinga em torno de R$ 2 milhões por mês. Agora, com a queda de FPM, perdemos mais R$ 1,2 milhão. Em função do ISSQN e do ICMS perdemos em torno de R$ 600 mil por mês, em função da retração da atividade industrial. Essas três quedas representam R$ 4,2 milhões por mês, valor significativo e que reflete na qualidade dos serviços prestados à população”, ponderou.
Robson afirmou que é necessário que se estabeleça relação aberta com as entidades que são conveniadas com o município, bem como com as empresas prestadoras de serviço, para o equilíbrio entre a receita e a despesa. Neste sentido, o prefeito afirma que algumas medidas ainda terão de ser tomadas, para evitar atrasos com as entidades ligadas à educação, Secretaria de Saúde, de Assistência Social, e demais, para fazer com que a despesa se encaixe no orçamento.
Já em relação ao confronto entre manifestantes e polícia na portada prefeitura, o prefeito também afirmou que houve incitação de comportamentos condenáveis pela administração e que não se deve ter comportamentos agressivos, usando agressão.
Sobre a coleta de lixo, Robson disse que nem tudo o que se vê é verdadeiro. “Tenho observado lixo em locais que sequer tem morador. Percebemos que o lixo foi jogado, de propósito, para causar má impressão. Temos dedicado atenção ao contrato da Vital Engenharia Ambiental, sabemos que o contrato não reflete a realidade e estamos defendendo o interesse do munícipe”, pontuou.
Atraso
Robson Gomes lembrou que o atraso no repasse com as creches, atualmente, é de 26 dias, e a administração tem compromisso de pagar até o próximo dia 10. “Durante o protesto algumas entidades alegaram não receber pagamento há três meses, isso pode estar ligado ao fato de que o repasse feito pela PMI não foi endereçado aos funcionários e sim para pagar outras despesas”, ponderou o prefeito.
O secretário de Educação, Amaury Gonçalves, reiterou que cada entidade será chamada para uma conversa, e que não há risco de diminuir o número de crianças atendidas.
Segundo o secretário, duas creches já estão licitadas para começar a funcionar ainda neste governo. “Hoje temos quase 6 mil crianças sendo atendidas e está adiantado um processo de municipalização. Onde identificarmos que é mais barato o município tocar o serviço de creche, vamos fazer um descredenciamento da entidade e assumir o serviço”, concluiu Amaury Gonçalves.
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