Wôlmer Ezequiel

Manifestantes cercaram o prédio da PMI com fitas zebradas
IPATINGA – A sexta-feira (3) foi marcada por protestos na Praça Três Poderes. Em um ato simbólico, manifestantes de diversos segmentos “cercaram” o prédio da Prefeitura, impedindo a entrada de funcionários. O motivo do protesto, segundo os coordenadores do movimento, a maioria ligados a partidos políticos e sindicatos, é a situação em que o município se encontra, com problemas na saúde, cultura, educação e outras áreas.
Os manifestantes “abraçaram” o prédio da administração municipal, impedindo o acesso às suas instalações. O local foi cercado com faixas zebradas e cartazes com os dizeres “Interditado”. Segundo os manifestantes, o cordão será mantido até que exista uma solução para as creches, escolas, e também para os salários atrasados e demissões.
De acordo com Viviane Araújo, coordenadora do Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas (Sintbref-MG) Regional Vale do Aço, o momento reuniu diversas categorias para “encorpar o manifesto, uma vez que os protestos estavam sendo feitos de forma separada e não alcançavam o volume esperado”.
“Preferimos juntar nossas bandeiras contra o poder público de Ipatinga, uma vez que todas essas categorias dependem do convênio com o município. Movimento da terceira idade, igreja, professores da rede municipal, saúde e alguns da concessionária de limpeza que foram demitidos vieram aqui para impedir protestar e impedir que o prefeito e secretários entrem, porque se eles não têm competência para trabalhar, eles não precisam trabalhar”, declarou.
Wôlmer Ezequiel

Em nome de uma suposta “Polícia Popular”, manifestantes se reuniram ao redor da Prefeitura
A coordenadora do Sind-UTE, Feliciana Saldanha, explicou que “a indignação da população” está embasada no que vem acontecendo no município, que tem problemas na limpeza urbana, prestação de serviços públicos, pagamento de pessoal, demissão de professores e médicos, motivo pelo qual ocorreu o protesto. “Nosso recado para o prefeito é que os recursos da prefeitura têm que ser geridos com responsabilidade e o profissional tem que ser pago de forma justa, o que não tem ocorrido”, opinou.
Representante da área da cultura no manifesto, Elias Ferreira falou sobre o “abandono” ao setor. “Os projetos culturais não estão sendo analisados, tão pouco os de manutenção de entidades. Hoje temos entidades prestes a fechar e estamos tentando implantar o sistema municipal de cultura aqui em Ipatinga. Não só a cultura, como toda a cidade está sucateada. A coisa pode vir a piorar, nunca chegamos a esse ponto”, disse.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:
Protesto tumultuado na PMI - 03/08/2012