Wellington Fred

A tentativa de suborno ocorreu no estacionamento deste posto de abastecimento
IPATINGA - Já está publicada a sentença para os cinco envolvidos em uma intrincada ocorrência de tráfico de drogas, registrada pela Polícia Militar em 10 de novembro de 2011. Nesta ocorrência, uma advogada chegou a ser detida e depois autuada em flagrante por suspeita de tentativa de suborno ao oferecer R$ 10 mil em dinheiro a uma equipe da PM, com a finalidade da liberação de seu cliente, apanhado com um quilo de maconha.
A sentença, que já está disponível no sítio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, na internet, condena Wellisson Patrick de Oliveira Souza, 20 anos, o Pedrão do Game, 20 anos de idade, a uma pena de 5 anos e dez meses de prisão por tráfico de drogas e mais dois anos de reclusão pelo crime de corrupção, além do pagamento de multas.
A advogada dele, Caroline Leite Lúcio, 35 anos, pegou a pena de dois anos de reclusão em regime aberto, além do pagamento das despesas processuais e de 10 dias-multa. A pena privativa de liberdade foi substituída por “restrição de direitos por sete horas semanais”. A profissional do direito foi absolvida da acusação de associação com o tráfico de drogas. O caso dela foi incluso no artigo 333 do Código Penal Brasileiro: “Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício”
Outro envolvido na ocorrência, Everton Gomes Ximenes Barbosa, 23 anos, foi condenado a cinco anos e dez meses de reclusão em regime fechado, por tráfico de drogas e associação do crime com adolescentes.
Já Tiago Fabrício Ramos, o “Motoca”, foi condenado a sete anos, três meses e 15 dias de reclusão por tráfico de drogas. No dia da prisão dos suspeitos de tráfico ele tentou fugir do cerco policial, tomando um taxi na Estação Ferroviária, o que agravou a sua pena. Um quinto acusado no processo foi absolvido de todas as acusações.
Entenda o caso
Uma equipe da PM, em patrulhamento pelo bairro Cidade Nobre, abordou um Fiat Palio que tinha acabado de avançar um sinal vermelho na avenida Monteiro Lobato. O carro era guiado por Everton Gomes Ximenes, acompanhado por três adolescentes, sendo que um deles fumava maconha. Em uma busca no veículo foram encontradas uma balança de precisão e uma barra pesando cerca de 500 gramas de maconha.
O agendamento de uma nova entrega, pelo mesmo fornecedor da droga, foi feito para ocorrer minutos depois na avenida Pedro Linhares, próximo à estação ferroviária Intendente Câmara. No local, a PM abordou Wellisson Patrick de Oliveira Souza, o Pedrão, que conduzia o Celta, placas HMT-8933, dois tabletes de maconha, pesando aproximadamente 1 kg e ainda R$ 1.002 em dinheiro. Na sentença, foi determinado que o carro apreendido fosse restituído à proprietária.
No momento da abordagem, Tiago Fabrício Ramos, o “Motoca”, que estava no Celta, fugiu do cerco policial e pegou um táxi na estação ferroviária, pedindo uma corrida para o bairro Veneza. O taxista, desconfiando da situação, parou perto de uma viatura que passava pelo local e pediu ajuda. O “passageiro” acabou preso.
Suborno
Enquanto elaboravam a ocorrência com a detenção de Wellisson, ele pediu para fazer uma ligação telefônica e um encontro entre o detido, a equipe da PM que o conduzia e a advogada foi agendado para um posto de abastecimento no bairro Veneza, às margens da BR-381. A advogada chegou em um Toyota Corolla, inicialmente para acompanhar a ocorrência, mas segundo o tenente PM Flávio relatou à época, ela acabou por oferecer-lhe a quantia de R$ 10 mil para que Wellison fosse liberado. E por isso acabou detida e levada com os suspeitos de tráfico para a delegacia da Polícia Civil, com o dinheiro utilizado na tentativa de suborno. A ocorrência ficou sob responsabilidade do delegado plantonista, Rodrigo Manhães, e a advogada, desde o começo, a cargo da 72ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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