José Barbosa/PMI

IPATINGA - A administração municipal informou oficialmente à Polícia Civil, Polícia Militar e Defesa Civil que desativou nesta quarta-feira (1º), temporariamente, o sistema de monitoramento Olho Vivo do Projeto Ipatinga Segura.
Desde o início deste ano, em função da constante perda de receita, a administração municipal tomou uma série de medidas para manter os compromissos assumidos, como a negociação de redução dos contratos e de parcelamento de débitos em aberto com alguns fornecedores.
Há dois meses, a equipe do atual governo faz reuniões com representantes da Fundação Guimarães Rosa (BH), responsável pela manutenção do sistema Olho Vivo, para apresentar propostas para manutenção do serviço. Diante da ausência de solução do impasse, o Grupo de Trabalho Executivo (GTE) decidiu suspender o projeto.
“Segurança pública é dever do Estado, mas sempre fizemos nossa parte para garantir mais segurança aos munícipes de Ipatinga. Entretanto, com a perda de receita agravada pela redução do FPM em 35,85%, não temos mais como arcar sozinhos com a manutenção do Olho Vivo. Fizemos proposta de redução do contrato e de refinanciamento dos débitos com a Fundação Guimarães Rosa. Como não houve consenso, não nos resta outra alternativa senão suspender o serviço até que haja uma solução para os impasses”, esclarece o prefeito Robson Gomes.
De acordo com dados da Polícia Militar de Minas Gerais, outros municípios como Belo Horizonte, Betim, Contagem, Sete Lagoas, Uberlândia e Montes Claros mantêm o Olho Vivo com o apoio de empresas como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Secretaria de Estado de Defesa Social.
Wôlmer Ezequiel

Queda de receita impôs cortes de programas, entre eles na área de segurança
Para não haver comprometimento da segurança pública, os 30 servidores do sistema de monitoramento serão remanejados para outras áreas, como escolas e postos de saúde da rede pública municipal. “Lamentamos muito esta decisão inevitável. Reitero ainda o apoio desta administração à Polícia Militar”, acrescenta o prefeito.
No ano de 2011, a administração repassou R$ 660 mil para investimento no Projeto Patrulha Escolar. Ao todo, foram adquiridas 18 viaturas e seis motocicletas para garantir mais segurança para mais de 22 mil alunos da rede pública, além de escolas estaduais e particulares. Em maio deste ano, a administração municipal entregou ainda 30 netbooks com internet 3G e duas motocicletas para a implementação do programa Polícia de Proteção Integral ao Adolescente (Popi) e reforço ao policiamento comunitário.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:
Monitoramento do “Olho Vivo” é feito por servidores públicos - 17/01/2012
Olho vivo custa R$ 216 mil/mês em Ipatinga - 10/09/2010
Olho Vivo evitou dezenas de furtos em três meses - 12/03/2011