Marcele Penna

Passageiros de ônibus ficam presos em congestionamento na Fernão Dias, por causa da greve dos caminhoneiros
DA REDAÇÃO - Anunciada desde a semana passada, a greve dos caminhoneiros fechou hoje um trecho da Rodovia Fernão Dias (BR-381), principal ligação entre os estados de Minas Gerais e São Paulo.
A manifestação completa hoje três dias e a paralisação na rodovia ocorreu entre as cidades de Igarapé e Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Às 8h, a concessionária que administra a via informou que o congestionamento em Igarapé estava em 6 km e, em Itatiaiuçu, a fila chegava a 12 km, nos dois sentidos. Nem carros pequenos eram autorizados a passar.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), informa que a rodovia também está fechada em Carmópolis de Minas, na Região Centro-Oeste, a 130 km da capital. O trânsito está mais complicado no sentido São Paulo, com lentidão de 8 km. No sentido Belo Horizonte, há 3 km de tráfego lento, do km 620 ao km 617, em Oliveira, na mesma região.
Segundo a União Brasil Caminhoneiros, a intenção com as manifestações é conseguir melhorias para o trabalho da categoria. Ainda de acordo com os representantes do movimento, durante as paralisações são tomadas medidas para tentar minimizar os prejuízos à população.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que discutirá com transportadoras e caminhoneiros novas regras para a regulação do setor.
O movimento pode se expandir, mas no começo da manhã dirigentes da greve faziam apelo, nas emissoras de rádio que os caminhoneiros não saissem para as estradas. Para os que já se encontravam na estrada e iriam aderir à paralisação, o pedido era para que ficassem no acostamento, para permitir a passagem de ônibus, ambulâncias e carros de passeio.
Protesto
A paralisação nacional é organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, que congrega motoristas, empresas e cooperativas de transporte. De acordo com o presidente da associação, Nélio Botelho, as principais reivindicações dos manifestantes são a revogação, o cancelamento e a revisão de normas da ANTT. “Algumas normas complicaram o mercado e outras são impossíveis de serem cumpridas. Queremos que sejam refeitas dentro da lei”, afirmou Botelho.
Marcele Penna

PRF orientava, pelas emissoras de rádio, a busca de rotas alternativas para viagem BH/SP
O presidente regional do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) em Minas Gerais, José Acácio Carneiro, informou ao G1 que a categoria quer também ser consultada sobre as mudanças nas leis que regulamentam suas atividades. "Somos a favor da lei. Não somos contra a resolução. Só queremos que seja feita da forma correta", disse.
A assessoria da ANTT informou por meio de nota, nesta quarta-feira (25), que vem mantendo negociações com representantes dos caminhoneiros. A agência também informou que busca o aperfeiçoamento dos requisitos para inscrição no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas e das normas relativas ao pagamento eletrônico de frete.
Marcele Penna

Postos de abastecimento e lanchonetes de beira de estrada ficam lotados, com rodovia paralisada