17/07/2012 - 00h25
Conselho aguarda explicações sobre HMI
Sem pagamento de horas extras, unidade teve redução de 40% no efetivo


Wôlmer Ezequiel
atendimento HMI
Pacientes esperam por atendimento no Hospital Municipal de Ipatinga

Com alterações ás 10h25 de 17/07

IPATINGA – Uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Saúde, às 18h da próxima quinta-feira, vai tratar da situação do Hospital Municipal de Ipatinga (HMI). Desde a semana passada, os funcionários decidiram parar de fazer horas extras com o anúncio do corte do pagamento do trabalho adicional em junho. O hospital funciona em regime de letras em dois turnos, das 7h às 19h, e das 19h às 7h.

Para manter a unidade em pleno funcionamento, entretanto, o regime de trabalho exigia que muitos servidores atuassem além dos seus turnos. Sem horas extras, o serviço ficou comprometido com a redução de aproximadamente 40% do efetivo, segundo informações levantadas junto aos próprios servidores.
 

No fim da tarde de ontem, a Prefeitura de Ipatinga informou que adota medidas cabíveis para “dentro do possível, manter a média de atendimentos do hospital”, e que vai definir uma data para quitar as horas extras de junho, para os profissionais da saúde.
 

A suspensão das férias programadas foi uma das medidas adotadas e que gerou muitas reclamações entre os servidores. Ontem, pacientes que buscavam o atendimento no HMI e não conseguiam, protestavam diante da situação.
 

Membro do Conselho Municipal de Saúde, a assistente social Marcione Menezes Andrade disse esperar que, na quinta-feira, a Secretaria de Saúde apresente um parecer sobre a situação. “O Conselho ainda não tem uma resposta para essa questão. Ainda não foi informado, oficialmente, sobre uma solução”, explica Marcione.

Ofício

Na semana passada, um ofício enviado pela administração municipal à Superintendência Regional de Saúde, em Coronel Fabriciano, informou sobre a possibilidade de fechamento do HMI, caso não haja uma participação do Estado ou da União na crise que se abatece sobre o atendimento. Os números citados no documento apontam que Ipatinga arca com 97,5% das despesas do HMI, o que representaria dispêndio de cerca de R$ 3,2 milhões em recursos próprios. A queda na arrecadação, nos meses anteriores, teria inviabilizado a manutenção desse compromisso. 

O ofício também alerta ao governo estadual que mais de 37% dos serviços do HMI são prestados para pacientes que chegam a todo instante de cidades vizinhas. Parte dessa sobrecarga é atribuida, pela Secretaria de Saúde de Ipatinga, ao fechamento do atendimento que o Hospital Siderúrgica prestava pelo Sistema Único de Saúde, em Coronel Fabriciano.

Quadro
Normalmente, cada técnico do HMI atende entre 5 e 6 pacientes que entram para atendimento. Com a redução no efetivo, que deixou de trabalhar em horas extras, esse número subiu para 12 pacientes por funcionário em trabalho normal de turno.

“Nos blocos A e B só permanecem internados os pacientes graves, que já estavam lá. São pessoas que demandam atenção integral dos técnicos e o recomendado, para a segurança dos próprios pacientes com a classificação vermelha. Nesse caso, o recomendável é que haja uma relação de 2 a 3 acamados por funcionário. Sem técnicos para esse acompanhamento, alguns leitos já estão vazios”, informa Marcione.
 

O corte de horas extras atinge também o serviço de transporte de pacientes nas ambulâncias. Na tarde dessa segunda-feira, apenas uma ambulância rodava. Uma das principais atividades é o deslocamento dos doentes ou acidentados mais graves para o Hospital Márcio Cunha.

Providências
Em nota, a Prefeitura de Ipatinga informou, no fim da tarde de ontem, que desde o ano passado trabalha para reduzir as horas extras dos profissionais de saúde, que deveriam ser eventuais e não recorrentes. “Para isso, realizou concurso público, exonerou mais de 50% dos cargos comissionados, extinguiu gratificações e adotou inúmeras outras medidas para controle da folha de pagamento”, mencionou o comunicado.

Ainda segundo a nota, é sabido que o Hospital Municipal Eliane Martins (HMEM), é referência para pacientes da macrorregião Leste de Minas Gerais. Diariamente, passam pelo hospital pacientes de 60 municípios, incluindo os do Vale do Aço. São aproximadamente 500 pessoas atendidas por dia, em média 15 mil pacientes por mês.

“A Prefeitura de Ipatinga acrescenta que adota medidas cabíveis para, dentro do possível, manter a média de atendimentos do hospital e vai definir uma data para quitar o valor referente às horas extras de junho dos profissionais da saúde”, conclui a nota oficial da PMI.

 

O QUE JÁ FOI PUBLICADO SOBRE O ASSUNTO

Médicos do Vital Brazil lançam manifesto contra superlotação - 03/07/2012











marcélio
20/07/2012 - 15h10
boa tarde,o Conselho Municipal de Saúde de Ipatinga não tem a finalidade de discutir situações políticas e partidos políticos em IpatingaNos reunirmos nesta quinta feira e tratamos de diversos assuntos relevantes à saúde dos munícipes. na pauta da reunião constava que o diretor do hospital municipal faria esclarecimentos sobre à situação do funcionamento do hospital. Após os esclarecimentos dele houve amplo e caloroso debate ficando decidido e aprovado pela grande maioria dos conselheiros o seguinte texto: Analisar, e rever se necessário cancelar todos os convênios da SMS em especial com a IDESCO assessoria para organização dos serviços de saúde em Ipatinga; Convocar os aprovados em concurso público da SMS dando ênfase para as unidades básicas e PSF; Realizar um seminário para ampla discussão da situação atual do Hospital Municipal; criação e composição de uma comissão para analisar e discutir essas decisões aprovadas. Porque analisar e rever convênios? alguns desses convênio são assessorias, pesquisas e outros fins que não ajudam de fato o município gerir a saúde, acredito que temos técnicos da SMS altamente competentes para esse fim, o cancelamento de alguns convênios acarretará em economia significativa à SMS. Porque convocar os aprovados em concurso? Para suprir a demanda e falta de diversos profissionais em setores da saúde. Porque ênfase nas unidades básicas e PSF? Se as mesmas estiverem cumprindo o seu dever de atendimento básico, a demanda e procura por atendimento no hospital municipal irá diminuir drasticamente.


OBSERVADOR IPATINGA
17/07/2012 - 16h39
A Bomba estava armada uma hora ela iria explodir(FALTA DE RECURSOS-HOSPITAIS REGIONAIS FECHADOS E SATURADOS-PROCESSO ELEITORAL EM ANDAMENTO MISTURA EXPLOSIVA PERFEITA), o dia que começarem a tratar a questão da Saúde de uma Forma ´´METROPOLITANA DO VALE AÇO´´ , a coisa começa a melhorar um pouco , porque Hospital Siderúrgica(São Camilo) , fechado para reforma, Hospital vital Brazil estrangulado , Hospital Municipal de Ipatinga, que não e de Ipatinga somente no NOME , pois atende mais de 50% de paciente de cidades vizinhas , sem recursos, com arrecadação em queda, ai da nisto, corte de horas extras, e outras coisas mais, o ´´PROBLEMA´´, e que todo mundo tem a mania de achar que isto se resolve dentro de um período eleitoral, ai os expertinhos de plantão , pegam a insatisfação dos funcionários e dos usuários e cai de pau na administração , nos candidatos , e fala que o candidato ´X´e bom , e aquela baboseira de sempre. So lembrando , por que dizem que o ´´BRASILEIRO´´ tem memória curta, que uma administração de 16 anos de nossa cidade , passou a vida inteira inaugurando um ´´HOSPITAL´´, e no final entregou um ´´PRONTO SOCORRO´´ , ´´VERDADE SEJA DITA´´ o Hospital Municipal de Ipatinga foi criado na administração ´´SEBASTIAO QUINTAO´´ , que o Ampliou e transformou num ´´HOSPITAL´´, as filas acabaram , consulta eram marcadas por telefone , e o remédio chegava na porta de casa , verdade seja dita , ´´QUINTAO aumentou salário dos médicos e alguns expertinhos correrram e aposentaram , mas este e o jeitinho brasileiro, agora o dia que o povo deixar de ser massa de manobra , principalmente neste caso agora do HOSPITAL MUNICIPAL , no hospital municipal concerteza deve ter profissionais sérios e comprometidos com as suas funções , abram o olho , a campanha política e so 60 dias , procurem fazer o trabalho de vocês na medida do possível, de uma forma profissional , por que qualquer candidato que ganhar esta eleição terá que tratar a questão da saúde com o Maximo de respeito e atenção que ela merece. So esclarecendo uma coisa sobre arrecadação do Município , tenho ´´OBSERVADO´´ que a ´´USIMINAS´´, deixou de ser a principal fonte de receita do município a muito tempo , e se os políticos não entenderem isto IPATINGA, corre o risco de cair num ´´MARASMO´´ de décadas, IPATINGA ainda e uma Cidade ´´POLO´´ , e sua política tem que ser pensada sobre esta ´´OTICA´´, senão ai fica difícil.TENHO DITO.


LOCMAQUINAS EQUIPAMENTOS PARA CONSTRUCAO LTDA
17/07/2012 - 12h02
Vergonha mesmo... Essa foi a administração que o Silveira defendeu para Ipatinga na eleição passada e agora ele manipula outros fantoches para continuar desviando recursos...


Helinho
17/07/2012 - 10h17
vergonha, vergonha











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