13/07/2012 - 00h05
“Vamos prender quem matou Osman”
Na Delegacia de Polícia Civil de Timóteo existem três inquéritos policiais em que Osman era investigado


Danúbia Mota
Delegado Gilmaro e Osman
Delegado Gilmaro afirma que não medirá esforços para prender os suspeitos da morte de Osman (detalhe)

TIMÓTEO – O delegado da Polícia Civil de Timóteo, Gilmaro Alves, afirmou que a execução de um investigado da polícia em Timóteo não ficará impune. Em entrevista ontem, o delegado esclareceu a real condição de Osman da Cruz Alves, 23 anos, conhecido como “Mazinho”. Assassinado por disparos de armas de dois calibres diferentes, a vítima tinha sido intimada e ouvida na Delegacia de Polícia Civil na terça-feira (10), horas antes de ser executada.

“Na Delegacia de Polícia Civil de Timóteo existem três inquéritos policiais em que Osman era investigado de participar de duas tentativas de homicídio que ocorreram em Timóteo. Osman foi ouvido na terça-feira, na condição de investigado. E não era em nenhum desses inquéritos de crimes contra a vida, e sim em outro em que ele é investigado por porte de munição”, esclareceu.

Ainda segundo Gilmaro Alves, a Polícia Militar efetuou busca e apreensão no sítio de um empresário de Timóteo, recentemente, onde foram encontradas munições. “Osman prestava serviço neste sítio e foram encontrados projéteis de arma de fogo em meio aos seus pertences. Por isso ele foi intimado”, ressaltou.

Osman foi morto a tiros na noite de terça-feira (10), em Timóteo, depois de ter sido ameaçado por criminosos. O homicídio foi registrado por volta das 19h50, na rua Honduras, bairro Ana Rita. Acionados por vizinhos que ouviram tiros, policiais militares encontraram Osman caído ao solo, já sem vida e com diversas perfurações de arma de fogo.

Entenda
A Polícia Militar já levantou os nomes de dois suspeitos que estavam no local do crime. Entre eles, um é apontado como o chefe do tráfico de drogas nas proximidades. Na casa de um dos suspeitos foram apreendidos uma bucha de maconha, um notebook sem nota fiscal e celulares para as investigações das ligações. Um dos dois suspeitos foi detido. O delegado Gilmaro acrescentou que a Polícia Civil não medirá esforços no sentido de efetivar a prisão dos suspeitos. “Vamos retirá-los de circulação”, concluiu.

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