Wellington Fred

Crianças e adultos observavam o local do acidente. O corpo de João Marcos (detalhe) foi coberto com uma lona
IPATINGA – Um motociclista morreu no começo da manhã de terça-feira (26), na avenida José Anatólio Barbosa, bairro Limoeiro, em Ipatinga. A vítima desta vez foi João Marcos Souza da Silva Junior, de 19 anos. Segundo testemunhas, o rapaz conduzia a motocicleta placa HCE-3293, de Ipatinga, pela principal avenida do bairro Limoeiro, sentido ao bairro Cidade Nobre.
Quando foi ultrapassar um caminhão, acabou por bater na motocicleta HIL-5130, de Ipatinga, conduzida por Adão Ribeiro Prado, 57 anos, que transitava pela via. Em seguida, bateu no VW Gol de placas GXQ-7663, de Ipatinga, de propriedade de Ediana Donato da Silva, 38 anos, que estava estacionado. O motociclista morreu no local do acidente.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local, socorreu o outro motociclista e constatou o óbito de João Marcos.
O condutor da outra motocicleta, Adão Ribeiro, teve ferimentos leves e contou ao DIÁRIO DO AÇO que descia pela via sentido Limoeiro/Cidade Nobre e só viu quando o motociclista bateu na traseira do veículo. “Eu caí e vi o rapaz mais à frente, caído ao chão, próximo ao Gol. Ele foi ultrapassar um caminhão e estava correndo bem. Levantei a minha moto e em seguida me aproximei e vi que o rapaz estava respirando, mas não conversava”, contou.
João Marcos, pai da vítima, relatou que soube do acidente em seu local de trabalho. “Informaram-me que ocorreu um acidente com meu filho e que era grave, mas eu não esperava que fosse desta forma”, desabafou.
Reclamações
Moradores do bairro Limoeiro aproveitaram a presença da reportagem do DIÁRIO DO AÇO para reclamar do tumulto no trânsito naquele trecho da avenida, que é de mão dupla.
Apesar de haver um acesso alternativo, às margens do ribeirão Ipanema, a avenida José Anatólio também é utilizada para o acesso ao centro comercial do Limoeiro, praça e como caminho de ida e volta para o Clube Parque das Cachoeiras, Ipaneminha, Tribuna e distrito de Barra Alegre.
Uma moradora confirma que o trânsito no local tem horários de pico, pela manhã e a partir das 17h. “A pista é estreita e perigosa e precisa ter mão única”, afirmou.
Uma tia da vítima, Tereza Maria, também desabafou: “Ninguém faz nada para este lugar aqui. Quando tem acidente, aí sim, arrumam medidas, mas não adianta porque a pessoa já está morta. A rua não dá condições de as pessoas passarem com segurança”, relatou.
O sargento Walter, da Polícia Militar, disse que já foi feito um levantamento pela prefeitura para a troca de sentido de direção, e futuramente deve ser alterado o tráfego no local, para mão única.
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