03/06/2012 - 00h00
Unidade Musical do Vale do Aço
A Confraria reúne músicos da região para fortalecimento da área


Eduardo Galetto/Flasheria.com
a confraria
A primeira apresentação da Confraria foi realizada no dia 24 de maio

IPATINGA - Discutir e pensar o cenário da música na região. Esse é o objetivo de A Confraria – Unidade Musical do Vale do Aço, criada recentemente com participação de profissionais de diversas vertentes e apoio do grupo Casa Laboratório e Instituto Cultural Usiminas. O diretor do Casa, João Carlos Cardoso, conta que a ideia de reunir os músicos partiu da necessidade unir forças. “Hoje, temos na região um cenário de teatro e dança. Não vemos a mesma força na música, por falta de engajamento coletivo”, declarou João Carlos.

No momento, 30 músicos integram A Confraria. João Carlos acredita que, juntos, os profissionais podem chegar mais longe. “A proposta é criar uma entidade para desenvolver projetos específicos para os músicos. Inclusive com gravação de discos, realização de festivais e promoção de seminários que vão discutir os rumos da música e os conceitos de cada grupo envolvido”, explicou João Carlos.

Eventos
O ponto de encontro de debates da Confraria é o espaço do Casa Laboratório. Já apresentação dos grupos é realizada no Jardim Japonês do Centro Cultural Usiminas. O primeiro evento foi realizado no dia 24 de maio, com apresentação do espetáculo Canto das Três Raças e da banda Rasta Courage. O próximo encontro será no dia 14 deste mês, com enfoque na música autoral.

As atrações serão as bandas Cigarro Picado e Candeeiro Encantado. “Faremos shows no Jardim Japonês uma vez por mês até o fim do ano”, comentou João Carlos. Para julho, há a possibilidade de abordar a música instrumental. Antes de todos os shows, A Confraria se reúne quinzenalmente para discutir demandas do próximo encontro.

Conceito
O foco da Confraria é reunir profissionais que tenham um projeto musical. “Independentemente do estilo, o que importa é ter projeto e não só repertório. Não estamos aqui para julgar e sim orientar os músicos a fazerem um projeto consistente de forma a estabelecer diálogo com o público. Criar apresentações com cenografia, performances, vídeos, discurso. Enfim, a Confraria é um lugar para mostrar o seu trabalho e respeitar o do outro”, frisou o diretor.

João Carlos Cardoso ressalta que a falta de espaço para apresentar projetos é um dos problemas enfrentados pelos músicos. “O Jardim é um espaço potente, pois hoje eles só têm bares para tocar um repertório. Nesses espaços, eles não têm oportunidade de desenvolver os seus projetos”, observou o integrante da Confraria.

Alternativa
Com o atual cenário cultural carente de recursos públicos e patrocínios, A Confraria também é uma alternativa de sobrevivência. Segundo João Carlos Cardoso, os músicos dividem a bilheteria (o ingresso para shows custa R$ 5). “O Centro Cultural Usiminas cede equipamentos de som. Com o dinheiro da bilheteria, custeamos transporte dos músicos e locação dos equipamentos que o Centro Cultural não tem. A Confraria é uma alternativa para fazer acontecer sem recursos”, ressaltou João Carlos. Os telefones de contato da Confraria, são: 8598-6268 e 8784 3872.
 



Repórter : Polliane Torres

















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