02/06/2012 - 00h00
Selo irá atestar a qualidade das comunidades terapêuticas
Audiência pública apontou algumas sugestões para o tratamento


Guilherme Bergamini
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Durante o encontro foi reivindicado mais vagas na rede pública e em clínicas especializadas

TIMÓTEO - A criação de um selo de qualidade para credenciamento das comunidades terapêuticas, entidades e clínicas especializadas em tratamento de dependentes químicos foi uma das propostas apresentadas na quarta-feira (30), na Câmara de Timóteo durante audiência pública promovida pela Comissão Especial para o Enfrentamento do Crack, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Durante a reunião, voluntários, gestores e profissionais de saúde e representantes de comunidades terapêuticas reivindicaram também mais vagas na rede pública e em clínicas especializadas no atendimento aos dependentes químicos, além de uma fiscalização mais rigorosa.

Familiares de usuários de drogas queixaram-se de que algumas clínicas, por falta de fiscalização mais eficaz, se aproveitam da situação de desespero das famílias para cobrar preços elevados pela internação, ofertando um serviço duvidoso. Essas clínicas, segundo as denúncias, estariam se transformando num negócio lucrativo, utilizando “profissionais de fachada”.

Esta foi a oitava reunião extraordinária e a quarta audiência pública no interior do Estado realizada pela Comissão Especial, desde a sua criação, em março deste ano. Além de Timóteo, a Comissão visitou também os municípios de Ipatinga, no mesmo dia, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na semana passada.

Coesão social
A reunião de Timóteo foi coordenada pelo presidente da Comissão Especial, deputado Paulo Lamac (PT), e contou com a participação de sete vereadores, além de autoridades locais e líderes religiosos e comunitários. O parlamentar admitiu que o problema, dada a sua gravidade, requer ações de curto e curtíssimo prazo, mas exige, também ações saneadoras, de médio e longo prazo, capazes de criar “coesão social”.

A defensora pública Nadja Maria Fernandes falou sobre a necessidade de se humanizar a relação com os dependentes químicos. O mesmo defendeu o padre Sérgio Henrique, da paróquia São Sebastião, enquanto a secretária municipal de Assistência Social, Patrícia Silva Dias, enfatizou a importância do diálogo entre pais e filhos, jovens e educadores.

O ex-dependente químico Luiz Carlos Santana, voluntário da comunidade terapêutica Bálsamo de Gileade, falou das dificuldades enfrentadas pelos usuários e suas famílias e reivindicou mais vagas para internação.

 

 





















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