Silvia Miranda

TIMÓTEO – A administração municipal não respondeu a proposta de acordo apresentada pela Defensoria Pública do Estado, no caso dos terrenos públicos invadidos no município. A defensoria pretende agora seguir com a ação civil pública pedindo a suspensão da ação de reintegração de posse e o assentamento das famílias que se encontram nas áreas.
O problema das invasões em Timóteo se arrasta há mais de dois meses, quando cinco áreas de propriedade do município foram invadidas nos bairros Limoeiro, Macuco e Recanto Verde, além de uma área privada. Após a realização de uma audiência pública no último dia 18, o defensor Vinícius Mesquita levou a proposta de acordo, aprovada pelos moradores, para apreciação do governo municipal.
A proposta pedia a suspensão da ACP e da ação de reintegração de posse, durante seis meses. Nesse período, o município realizaria um estudo técnico para atestar a viabilidade de regularização e reassentamento das famílias. O município deveria responder a proposta no prazo de cinco dias, mas segundo a defensoria não houve acordo até então.
De acordo com Vinícius Mesquita há um pedido de liminar para determinar a suspensão na ação de reintengração de posse e pra determinar a criação de uma comissão para avaliar a situação das famílias e realizar um estudo técnico de assentamento. “Mas a qualquer momento se o município quiser fazer um acordo, a defensoria estará à disposição para negociação”, complementou.
Em entrevista ao DIÁRIO DO AÇO, o prefeito Sérgio Mendes (PSB) alegou que não cabe mais ao município decidir pelas invasões, pois, o processo aguarda decisão no judiciário.
Ainda segundo o prefeito a administração não foi procurada anteriormente para discutir a invasão. E que há muitas pessoas instaladas nos terrenos apenas para tirar proveito econômico.