Wellington Fred

Os detentos do presídio de Fabriciano fazem outras reivindicações
FABRICIANO – Um grupo de aproximadamente 30 presos de duas celas do presídio de Coronel Fabriciano permanecia em greve de fome até o fim da tarde dessa terça-feira (15).
O protesto teria começado porque a administração do presídio decidiu suspender o uso de televisores nas celas por uma semana. A decisão foi uma punição a um ato de indisciplina no último domingo (13), durante as comemorações da vitória do Atlético na decisão do Campeonato Mineiro.
Segundo o diretor da cadeia, Edmar Soares, cerca de 250 presos batiam nas grades e gritavam muito, o que deu a entender como o começo de um motim.
“A bagunça foi contida no sentido de evitar danos ao patrimônio do Estado e pôr em risco os funcionários do presídio. A Ala A aceitou e reconheceu que os presos estavam errados e iriam cumprir as determinações, e a Ala B disse que não iria aceitar, bagunçariam a cadeia e fariam greve de fome”, contou.
Ainda segundo Edmar, na terça-feira (15) a situação estava controlada e os líderes foram retirados das celas e colocados em uma cela improvisada.
“Além da volta imediata da televisão, os detentos solicitaram o aumento dos horários de visita e do banho de sol. Esses pedidos podem ser avaliados pela direção, mas não em momento de indisciplina. Querer fazer greve de fome, quebrar o presídio para reivindicar alguma coisa, comigo não vai funcionar, pois eu não trabalho sob pressão nenhuma de preso”, concluiu Edmar.