11/05/2012 - 00h00
Na contramão, presidente descarta reforços de ponta
Apesar das eliminações do Cruzeiro por equipes da Série B, dirigente insiste que o atual plantel “é bom”


VIPCOMM
ROGER
Roger assumiu erro e pediu desculpas a jogadores e torcida

DA REDAÇÃO – A torcida do Cruzeiro tem motivos de sobra para se preocupar com o destino do clube no Campeonato Brasileiro. A eliminação no Campeonato Mineiro pelo América, e na Copa do Brasil pelo Atlético-PR, dois clubes da Série B, pelo visto não mexerá muito na atual estrutura. Na entrevista que concedeu após a derrota para o Furacão, o presidente Gilvan de Pinho Tavares declarou que o elenco é bom e precisa de apenas algumas peças. O dirigente deixou claro que o treinador que chegar terá que trabalhar com os atletas que tem em mãos. Segundo ele, chegarão reforços para o Brasileiro, mas não serão contratações de ponta.

“O plantel do Cruzeiro, pelo que tenho escutado, inclusive de outros treinadores com os quais tenho conversado, é um plantel bom. Precisa de uma ou outra peça para complementar o time titular. Nenhum time brasileiro tem peças de reposição ou peças excepcionais em todas as posições. Acho que nós temos que reforçar para o Campeonato Brasileiro e vamos trabalhar agora com a filosofia de outro treinador”, afirmou.
Apesar de afirmar que o time é bom, Gilvan Tavares deixou escapar que alguns atletas vão deixar o clube, mas não quis falar em nomes. O dirigente garantiu que sabe em quais posições o Cruzeiro é mais carente, porém prefere esperar a contratação do próximo treinador para depois pensar em reforços.

Adílson
Entre os nomes cotados para assumir o comando técnico, a preferência é por Adílson Batista, do Atlético-GO. A diretoria da equipe goiana, em tom de tranquilidade, assegurou que o foco do treinador está somente na decisão do Estadual, contra o Goiás, no próximo domingo. No entanto, não seria surpresa se Adílson, após a decisão, anunciasse o seu retorno ao clube celeste, que estreará no Brasileirão justamente contra o Atlético-GO.

O treinador comandou um trabalho na parte da manhã dessa quinta-feira e passou a tarde toda editando vídeos com jogadas do Goiás para mostrar aos atletas. Na manhã desta sexta-feira, após o treino, Adílson concederá entrevista coletiva para falar sobre o interesse do Cruzeiro.
Outro nome em evidência é do argentino Jorge Sampaoli, que dirige a Universidad de Chile. O vice-presidente do time celeste, José Maria Queiroz Fialho, embarcaria para o Chile para negociar a vinda do treinador e ainda tentar contratar alguns atletas para reforçar o time mineiro. Na tarde de ontem a viagem foi cancelada, o que reforça a probabilidade de um acerto com Adílson Batista.

Reforço
Sonho da diretoria desde os tempos de Dimas Fonseca, o meia argentino Lorenzetti, da Universidad de Chile, está perto da Toca da Raposa. O Cruzeiro disse que conseguiu uma empresa parceira que pretende viabilizar a contratação do jogador.

Roger aceita punição

A expulsão de Roger ainda no primeiro tempo da derrota para o Atlético-PR por 2 a 1, pela Copa do Brasil, acarretou punição da diretoria do Cruzeiro. Com um a menos, o time celeste foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil. Para o meia, a decisão dos dirigentes celestes foi correta. “Eles têm toda razão. Há regras, e se o clube é sério eles têm de fazer com que regras sejam cumpridas”, resumiu.

Roger destacou que teve uma quarta-feira infeliz, iniciada com um problemas da atriz Débora Secco. “Foi um dia muito ruim para mim, desde o início, em que recebi a notícia da minha esposa desmaiada no aeroporto. Não consegui falar com ela, depois tive discussão de que ela deveria ir ao médico e não trabalhar. Estava angustiado, era jogo importante, em que não podia errar e o erro maior foi o meu”, observou.

“Futebol tem dessas coisas, você vive dias de herói e outros de vilão. Vivo esse momento de vilão, tenho de entender situação, aceitar críticas, reconhecer o erro, encarar a dificuldade de frente e seguir trabalhando. Nada permanece, tudo é mutável, tenho certeza que as coisas vão mudar e voltar a ser como sempre, jogos bons, boas apresentações. Momentos assim acontecem e temos de esperar”, acrescentou.

O meia, entretanto, ponderou que o problema de sua esposa não influenciou em seu rendimento em campo. “Não é desculpa, citei isso, mas não é desculpa. Isso me deixou angustiado por estar longe, não poder fazer nada. Eu tinha de resolver meu problema aqui, não consegui e deixei meus companheiros em situação mais difícil que já estavam. São dias que temos de tirar como aprendizado. Minha maior cobrança é interna. Não preciso escutar de ninguém, porque sei que errei”, pontuou.

De acordo com o gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa, Roger foi comunicado da punição pouco antes do treinamento dessa quinta-feira. O dirigente, entretanto, não informou qual a sanção sofrida pelo jogador. (Com portal Superesportes).
 

 







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