A máxima de que “o que você não conhece, não ama”, pode ser aplicada ao caso. Não estamos acostumados a ter uma postura positiva em relação ao novo. Normalmente, e até por que somos mineiros, nos posicionamos com muitas reservas em relação ao que nos pega de assalto e um empreendimento do porte do “Parques dos Vale”, da construtora Egesa de Belo Horizonte, é um exemplo disso.
Semana passada, fui levado a conhecer “in loco”, gleba por gleba do empreendimento e me surpreendi com a grandiosidade, o volume de remoção de terras, a tecnologia de construção empregada e o alto nível de produtividade que, este último, aponta para o término das obras até dezembro deste ano. Conversei com responsáveis pelo projeto, fui a todas as glebas. O modelo inicial de vendas, diga-se de passagem, talvez tenha sido o erro estratégico da empresa ao trazer um grande “player” imobiliário do país para “startar” as vendas e repassar o modelo para os corretores locais. Isto gerou uma competição desigual que, praticamente, os alijaram do processo tornando-os multiplicadores negativos. Problema este foi superado com a não renovação do contrato com este “player”, disponibilizando, então, o agenciamento das vendas somente para os corretores locais.
Decisão acertada, pois estamos falando de um investimento estimado em R$ 600 milhões de reais em uma área de 5 milhões de m². A questão deve ser analisada pelo prisma de um investimento que, como outro qualquer, tem pontos positivos e negativos. Cada um analisa se vai ao encontro ao seu próprio projeto de vida e condições financeiras para acomodar as prestações ou o pagamento à vista do (s) lote (s).
O “Parque dos Vales”, além de ser um empreendimento imobiliário, projetado para receber até 47.000 habitantes, propõe-se a ser um indutor do desenvolvimento regional. A área conhecida como “Parque Business” já conta com lotes adquiridos pelo Coelho Diniz para a construção de um hipermercado. Uma grande rede de postos de combustíveis a região já adquiriu área para um posto, com serviços adicionais e loja de conveniência. Até uma grande fábrica de vidros temperados fez consulta e negocia aquisição de lotes para uma planta industrial.
E, bem próximo ao Parque, dois novos focos de desenvolvimento estão sendo fomentados. Um em terras caratinguenses, mais precisamente, em terrenos próximos à primeira entrada para Ipaba, no sentido Ipatinga-Caratinga, área de 30 hectares, onde se instalarão 04 novas indústrias, sendo duas do segmento metalmecânico, uma montadora de veículos leves e uma fábrica de dutos de ventilação. Mais adiante, na segunda entrada de Ipaba, neste mesmo sentido, está sendo negociada, com a Cenibra, área de 50 hectares para a construção de um condomínio de empresas chamado de “Distrito Industrial de Ipaba”, onde mais de 20 empresas de segmentos diversos (logística, produtos agrícolas, produtos siderúrgicos, artefatos de cimento, colchões e estofados, etc.) se, fechado acordo, estarão levando suas plantas industriais pra lá.
Como disse no início, está na hora de levarmos a sério este investimento (Parques dos Vales), pois transformará a vida de nossa região. Para tanto, será necessário que cada um analise as condições contratuais, os valores envolvidos e a localização do lote pretendido com suas impactantes futuras. Assim, decida-se pela aquisição ou não (é uma decisão individual e intransferível, para tanto é importante que se conheça, pois só podemos amar aquilo que conhecemos).
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