24/04/2012 - 00h00
Dia decisivo para o transporte público
Profissionais de Ipatinga, Fabriciano e Timóteo podem paralisar atividades


Wôlmer Ezequiel
ÔNIBUS
Usuários de ônibus poderão sofrer com a greve, caso proposta seja reprovada

IPATINGA – Será votada, nesta terça-feira (24), pelos trabalhadores do transporte rodoviário do Vale do Aço, uma nova proposta salarial que definirá os rumos de uma possível paralisação. A decisão foi adiada após uma reunião entre representantes das empresas e do Sinttrocel, entidade representativa da categoria, com a intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

De acordo com o presidente do Sinttrocel, Marlúcio Negro, uma sugestão do MPT, de apresentar a proposta para análise pela categoria foi acatada, e duas assembleias serão realizadas nesta terça-feira: às 9h e às 15h. Caso a proposta não tenha aprovação de 50% mais um dos trabalhadores, aproximadamente 1.300 empregados das empresas de ônibus que atendem Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo poderão iniciar, nesta quarta-feira, a paralisação, por tempo indeterminado.

Em comunicado divulgado na última sexta-feira, representantes do sindicato comunicaram a possibilidade de uma paralisação. A última proposta feita pelas empresas aos representantes dos trabalhadores e anunciada, estipulava reajuste salarial de 9% para motoristas e cobradores, sendo 8% em março e 1% em setembro.

O percentual oferecido é superior à inflação medida por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, que foi de 5,47%. As empresas ofereceram, ainda, aumento de 9% no ticket alimentação e manutenção dos demais benefícios.
 

A proposta, recusada pela categoria, representa 3,53% de ganho real e 64% de ganho sobre o INPC. Em assembleias realizadas na sede do Sinttrocel, na última sexta-feira, 97% dos trabalhadores das empresas Autotrans, Acaiaca/Ipatur e Univale rejeitaram, por aclamação, a contraproposta patronal, e decidiram pela greve.
 

Apesar da promessa de paralisação, as empresas asseguraram que farão de tudo para manter os serviços de transporte. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 14%, Participação nos Lucros e Resultados; ticket alimentação no valor de R$ 285; jornada de trabalho de seis horas; passe livre para toda a categoria; retorno da escala de revezamento 5x1; fim do freio de porta; fim da compensação de horas e fim das câmeras dentro do ônibus.


 











Helinho
24/04/2012 - 06h36
essa greve sem vergonha está com cara de palanque eleitoreiro...ah esses políticos me pagam











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