22/01/2012 - 15h45
A morte anunciada da Mulher-Aranha
Adolescente com dezenas de passagens pela polícia é encontrada morta, executada no bairro Iguaçu


Wellington Fred
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Apenas 16 anos de vida e dezenas de passagens pela polícia: dureza das ruas a deixava com a aparência de ter muito mais

IPATINGA – Para muitos leitores essa notícia já tinha sido anunciada pelas próprias circunstâncias históricas envolvidas e publicadas em vários textos do DIÁRIO DO AÇO ao longo de 2011. 

Um registro da equipe da 138ª Companhia da Polícia Militar, às 6h14 de hoje sob o título de “Homicídio Consumado”, passaria como apenas mais uma notícia de crime contra a vida, não fosse a vítima: Karine Santos Alfa, de 16 anos, também conhecida como “Mulher-Aranha”, moradora de rua, filha de Mauro Alfa e Jandira Rodrigues dos Santos.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência – Samu - foi acionado para socorrer a uma vítima caída próximo ao meio fio em frente ao número 125 da avenida Guido Marlieri, no bairro Iguaçu. A jovem já estava morta.

Com a chegada da PM, minutos depois, descobriu-se que a vítima era a jovem Karine Santos Alfa, que tornou-se conhecida no trecho entre os bairros Iguaçu/Caçula/Jardim Panorama e Caravelas pela sua habilidade em escalar muros, andar sobre telhado das casas e prédios e não se machucar ao pular de grandes alturas, fugindo após seus furtos para manter o vício do crack.

O QUE JÁ FOI PUBLICADO:

Mãe conta origem da “Mulher-Aranha” - 13/08/2011

“Mulher-Aranha” é apreendida novamente - 11/08/2011

“Mulher-Aranha” escapa de linchamento no Caçula - 09/08/2011

 


Wellington Fred
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Nas entrevistas: destemida e determinda a permanecer nas ruas

Testemunhas informaram apenas que ouviram um disparo de arma de fogo na madrugada, possivelmente o tiro de revólver calibre .38, que ceifou a vida de Karina. Segundo relatório preliminar, foi um tiro certeiro no lado esquerdo do peito da adolescente, que transfixou o seu corpo mirrado e atingiu o portão da garagem de um prédio.

A Mulher-Aranha possuía mais de 30 passagens pela polícia. Consta de seu histórico que chegou a ser internada para tratamento, mas fugiu e optou por permanecer nas ruas. A mãe da jovem, Jandira Rodrigues dos Santos, nega ter conhecimento que sua tenha sido internada. 

"Ela nunca foi colocada em uma instituição", insistiu a mãe, que atribuiu culpa às instituições pela situação de Karine Santos.

Nas entrevistas que dava mostrava-se destemida e determinada a permanecer nas ruas. Muitas pessoas ofereceram-se para ajudar, mas a situação dela nunca foi resolvida. A saga da menina terminou na madrugada de hoje.

 

 

 

A VIOLENCIA NÃO PARA:

Desentendimento em bar termina em homicídio - 22/01/2012


Advogado é executado na entrada de sua fazenda - 23/01/2012

 

Coronel Fabriciano já soma seis homicídios no ano - 23/01/2012

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Repórter : Plantão da Reportagem Diário do Aço - Alex Ferreira







MARILENE FERREIRA MARQUES
23/01/2012 - 17h42
Porventura terá esta mãe paz, com a morte da filha, outrora desafiadora? Ela deitará e dormirá tranquila, sabendo que a filha não mais está vagando pelas ruas, bebendo o cálice das drogas, dos furtos, perigos e prostituição?


Helinho
23/01/2012 - 12h32
Só Jesus Cristo para tomar conta. Que matança está esse Vale do Aço. Onde nós vamos parar com isso? Estao matando por atacado, a vida não vale nem o equivalente a uma dose de pinga? Credo!


IVANY VIEIRA GOMES
23/01/2012 - 07h34
QUEM SABE SE PUDESSE TRABALHAR NO FAIXA AZUL, QUE TIRAVA MUITOS ADOLESCENTES DA RUA, MAS ELES CONSIDERAM UM SERVIÇO PERIGOSO, E VAMOS VENDO NOSSOS JOVENS MORRENDO.


Ipatinguense
22/01/2012 - 21h17
Aproveitando a oportunidade desta reportagem do caderno Polícia, quero perguntar (penso que muitos outros leitores também querem saber), que fim foi dado ao caso da advogada que foi presa em Ipatinga acusada de tentativa de suborno a policiais ao tentar livrar a barra de seu "cliente"? Acabou em pizza, como sempre dizia o jornalista Boris Casoy? Já era de se esperar, niguém fala mais nada sobre o assunto. Quando o fato ocorreu, a imprensa dava total cobertura ao caso, o tempo foi passando, outros assuntos viraram o foco da notícia e o caso foi esquecido. Como leitor deste conceituado jornal, solicito informações através de novas reportagens, tanto na versão online quanto na versão impressa. Colegas leitores, enviem também seus comentários cobrando informações sobre este caso, ou melhor, não só deste como de outros que também caíram no esquecimento. Não dizem que o brasileiro tem memória curta? Vamos reverter este quadro, vamos cobrar das autoridades responsáveis mais respeito com a população e que esclareçam os fatos até o fim. O povo quer saber... Obrigado.











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