01/01/2012 - 00h00
Índice de homicídios cai em Ipatinga
A delegada se sente incomodada com o “espetáculo criado” por curiosos em locais de crime


Wôlmer Ezequiel
delegada Irene
A delegada Irene assumiu a Delegacia de Crimes contra a Vida em outubro

IPATINGA – A Delegacia Adjunta de Crimes contra a Vida de Ipatinga conseguiu concluir, e remeter à Justiça, 44 inquéritos em apenas dois meses. A Delegacia possui aproximadamente 750 inquéritos que ainda precisam ser concluídos. São investigados casos que envolvem homicídios, suicídios, tentativas de homicídios, e casos de erro médico com suspeita de homicídio culposo (aquele sem intenção de matar).

Quanto ao número de homicídios em Ipatinga até 29 de dezembro deste ano, o registro é de 47. E até o fim de dezembro de 2010, foram registrados 59 homicídios, o que corresponde a uma queda de 20,34%. De acordo com a titular da Delegacia, Irene Angélica Franco e Silva Guimarães, a meta estipulada pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública era de que até 31 de dezembro a Delegacia conseguisse concluir 160 crimes que ocorreram até 31 de dezembro de 2007.

“Tem dois meses que assumi a Delegacia de Homicídios e temos nos esforçado para dar uma solução para esses casos antigos e que acabam dificultando a solução de novos casos. Considero um número bastante expressivo, pois são inquéritos de difícil conclusão até pelo decorrer do tempo. Alguns casos têm indiciamento, outros não, mas que vão liberar espaço para uma melhor atenção”, explicou.
 

Ainda segundo Irene, os crimes são relativos a envolvimento com uso ou tráfico de drogas. “Vale ressaltar que sempre são os mesmos envolvidos. A intenção é pedir a prisão, a detenção de pessoas envolvidas em casos em andamento, seja por pouco tempo ou por muito tempo, não importa. O importante é que essas pessoas fiquem detidas temporariamente, porque dois dias que ficam na cadeia, são dois dias a menos que elas podem tentar contra a vida de alguém”, contou.

Curiosidade
Conforme a delegada, as pessoas não podem achar que um homicídio é normal, seja na rua, em casa, ou no bairro vizinho. “Incomoda-me um pouco chegar ao local do crime e ver as pessoas ali como se aquilo fosse um espetáculo, como se estivessem acostumadas a ver corpos estendidos no chão. E isso tem que acabar, a comunidade não pode achar que um homicídio é normal e principalmente como ocorreu na última semana, que três homicídios em 24 horas é uma situação normal”, pontuou.

A delegada informou ainda que é importante que as pessoas denunciem, seja por meio do disque denúncia 181 ou por meio do policial militar que está presente em cada bairro. “É muito importante isso, porque as pessoas de bem não gostam de ver a nossa cidade assim. A delegacia está de portas abertas e será garantido o anonimato e juntos conseguiremos elucidar os fatos”, disse.

Equipes
A equipe da Delegacia de Homicídios tem comparecido aos locais dos crimes e possui cinco investigadores. “A intenção também é que as equipes fiquem mais próximas aos peritos e que possamos juntos realizar um trabalho técnico científico melhor nos locais dos homicídios. Pretendemos melhorar também para 2012 esse conjunto de forças com a Polícia Militar que tem importância extrema na apuração dos homicídios, principalmente por estar mais próxima da população”, concluiu.

 

 



Repórter : Danúbia Mota







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