30/06/2010 - 21h46
“Marquinhos Burn” morreu por ciúmes
Um adolescente que estava com a vítima foi apontado pelas investigações como autor do disparo


Arquivo/Diário do Aço
MARQUINHOS E OS AMIGOS SUSPEITOS
Marquinhos Burn, em foto tirada pouco antes de ser morto com um tiro na cabeça

IPATINGA - Será encaminhado nesta quinta-feira (1º) para a Justiça o inquérito concluso da morte do estudante Marcos Vinícius Gonçalves, 16, o “Marquinhos Burn”, crime que completará um ano no próximo dia 8 de julho. Um adolescente, que hoje tem cerca de 17 anos, foi apontado pelas investigações da Polícia Civil como o autor do disparo de arma de fogo que acertou a cabeça da vítima.

O delegado Helton Cota confirmou a informação ao DIÁRIO DO AÇO. Ele não apontou os detalhes das investigações, mas apenas que um adolescente, na época com 15 anos, foi apontado como o autor do homicídio. “Os outros (suspeitos) foram inocentados, mas não significa que o promotor não possa entender diferente”, explicou o policial civil.

Além do adolescente estavam com Marquinhos Burn um rapaz que na época era menor de 18 anos de idade e uma garota. “Não se constatou nenhum índice de participação dos outros envolvidos. Somente este menor teria participado (do crime)”, encerrou o delegado, explicando que, devido ao fato de o inquérito policial envolver adolescentes infratores, ele está obrigado por lei a restringir informações e detalhes do caso.

O inquérito será remetido nesta quinta-feira para a Justiça da Comarca de Ipatinga para receber o parecer do Ministério Público. O DIÁRIO DO AÇO apurou a motivação do crime ao ouvir uma fonte. O autor do disparo, arma não foi localizada, matou Marquinhos Burn por ciúmes. Ele teria uma relação sexual com a vítima e não gostou de saber que o rapaz assassinado tinha outros envolvimentos homossexuais.

Para saber quem atirou em Marquinhos, a polícia periciou os computadores dos envolvidos. O essencial para a conclusão foi a reconstituição do crime, realizada pela equipe do delegado Helton no mês de maio no Parque Ecológico das Águas, no bairro Veneza I. A Polícia Civil mais os três envolvidos encenaram toda a situação mediante os seus depoimentos dados na delegacia, confrontados com os dados da investigação.

A reconstituição, além de mostrar contradições do que disseram os três suspeitos, apontou que o acusado pelo crime saiu do local e voltou alguns minutos depois. Há suspeita de que neste momento ele se desfez da arma de fogo usada, de calibre 22. Em nenhum momento, eles confessaram o crime ou apontaram quem o teria praticado, em uma espécie de “pacto de silêncio”.

Descartada
Inicialmente se pensou que a vítima morreu com um tiro na cabeça por uma bala perdida, mas após os exames no IML essa hipótese foi descartada. Os familiares contaram que Marquinhos Burn, que tem como apelido o nome de um energético e era muito conhecido no mundo virtual da internet, chegou da Escola Estadual João XXIII, onde estudava na parte da manhã.

Horas depois, uma pessoa ligou para a casa de Marquinhos convidando-o para sair no período da tarde. O grupo fez várias fotos até o Parque Ecológico, onde ocorreu o crime. Uma quarta pessoa chegou a ser investigada, mas se provou que ela estava na escola na hora do fato. O DIÁRIO DO AÇO teve acesso às últimas fotos de Burn, inclusive uma na qual ele está ao lado do adolescente acusado de matá-lo.
 























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