03/02/2010 - 21h07
Uma vida dedicada à medicina
Dr. Geraldo Coelho se aposenta no HMC e amplia atenção ao Ipatinga


AC/Ipatinga FC
GERALDO COELHO
O trabalho do dr. Geraldo Coelho é ressaltado pelo supervisor Carlos Oliveira como exemplo do exercício de uma profissão com dignidade

IPATINGA - Desde a última segunda-feira, o departamento médico do Ipatinga Futebol Clube ganhou uma dedicação ainda maior - e voluntária, conforme sempre ocorreu desde a fundação do clube - do seu médico responsável, o dr. Geraldo Coelho. Aos 67 anos, quarenta dos quais dedicados à medicina, este exemplar profissional e modelo de ser humano decidiu se aposentar no Hospital Márcio Cunha, onde atendeu por 37 anos. Com isso, sua rotina profissional passou aos atendimentos nos consultórios particulares do Centro Ortopédico Ipatinga  (Cariru), Ser Clínica (Horto) e Hospital da Unimed (Veneza) e, especialmente, nas atividades diárias do Ipatinga.

A decisão do dr. Geraldo foi comemorada por todo staff do clube, que passa a contar com uma presença mais assídua do profissional que construiu também uma história na agremiação. O dr. Geraldo Coelho tem sido visto acompanhando todos os treinos físicos e técnicos, oferecendo um suporte invejável à comissão técnica, jogadores e diretoria.
 
EXEMPLO
O supervisor Carlos Oliveira é quem faz questão de exaltar esta nova realidade: “O dr. Geraldo Coelho é uma espécie de símbolo do Ipatinga. Um grande médico, que já atendeu inúmeros casos complicados de atletas, tendo resolvido todos com uma invejável competência. Além de todo o seu currículo, de uma atuação como médico exemplar, ele nos concedeu o privilégio de ser voluntário nessa empreitada do principal clube profissional da história da cidade, tendo marcado seu nome não só pelos atendimentos solícitos, mas pela postura de ser humano digno”, afirmou.

O dirigente ipatinguense diz, ainda: “O dr. Geraldo é diferenciado, pois com toda a sua bagagem e compromissos sempre arranjou um tempo para se juntar a nós. É de arrepiar. Atitudes como a deste homem é que fazem com que nos superemos nos momentos difíceis, que não foram poucos nesses pouco mais de dez anos”, sintetiza Carlos Oliveira. “Nós temos muito o que lhe agradecer. Estamos felizes com a sua presença um tempo maior entre nós. Continuará a ser o nosso porto seguro”, concluiu Carlos Oliveira.
O médico foi um dos agraciados com a maior homenagem que o clube concede a seus colaboradores, o “Tigre de Aço”.
 
CARREIRA
Formado na Faculdade de Medicina da UFMG em 1970, pouco tempo depois o dr. Geraldo Coelho veio para Ipatinga, onde começou a prestar serviços no Hospital Márcio Cunha. Especializou-se em ortopedia e cirurgia de joelho, tendo participado de centenas de seminários, simpósios e encontros de atualização em vários Estados do Brasil e dezenas de países. Fala fluentemente o espanhol e o inglês, e tem o hábito de se comportar como um pesquisador voraz, determinação que o ajuda a se atualizar numa das áreas que mais evoluiu na medicina nos últimos anos. Com isto, pode atender os jogadores do Ipatinga com os conhecimentos do que há de mais moderno no mundo.

Segundo o supervisor Carlos Oliveira, a competência e a dedicação do dr. Geraldo praticamente salvaram a carreira do lateral Marinho Donizete, que chegara ao clube condenado por outros profissionais. Uma cirurgia e um metódico processo de recuperação tornaram o joelho do jogador novamente apto à prática do esporte profissional. Prova disso é que, prestes a completar 30 anos, Marinho Donizete tem atuado como regularidade e é um dos mais velozes do elenco.

Outro fato citado pelo supervisor do Tigre refere-se ao atacante Camanducaia, que chegou ao Ipatinga em final de carreira e sofreu uma séria lesão no ombro. A intervenção do dr. Geraldo e sua equipe fizeram com que o atleta se recuperasse, voltasse ao futebol e não tivesse qualquer sequela para o resto da vida.

Segundo o dr. Geraldo, além do acompanhamento diário das atividades, ele estará mais disponível para as viagens em dias de jogos. “Para mim, sempre foi um prazer acompanhar a delegação. Além do exercício da medicina, me descontraio com a mudança de ares. O ambiente do futebol me faz bem, sempre foi assim no Ipatinga”, enfatizou. Antes de trabalhar no Ipatinga, ele prestou os mesmos serviços voluntários ao Social Futebol Clube, que teve dias de glória entre 1995 e 1997.

300 mil atendimentos e mais de 7 mil cirurgias

Nesses quarenta anos de medicina, o dr. Geraldo Coelho calcula uma média de 300 mil atendimentos de pacientes de todos os perfis na região do Vale do Aço. Desses, mais de 7 mil passaram pela mesa de cirurgia do Hospital Márcio Cunha sob a sua responsabilidade, tendo inúmeros casos marcantes.

“No começo da carreira, atendi muitas vítimas de acidentes de trabalho oriundas da área da Usiminas. Chegavam caminhões de operários de empreiteiras, acidentados com todo tipo de ferimento ou fratura. Foi um trabalho marcante, no início dos anos 70”, enfatizou o médico ipatinguense.

Ele conta inúmeros fatos marcantes, alguns hilários, ao longo da carreira, destacando que jamais deixou de fazer um atendimento, qualquer que fosse o paciente.

“Medicina é como o amor; não existe ‘jamais’, nem ‘nunca’”, afirma dr. Geraldo, enfocando ter sido este sempre o seu lema. “Não trabalhamos com uma ciência exata. Existem diversos parâmetros e pacientes de todos os perfis. É muita subjetividade, cabendo ao nosso discernimento e dedicação para buscarmos a solução. Temos que equacionar situações, por exemplo, daqueles pacientes que, eles mesmos, querem direcionar a maneira de se curarem”, destaca o médico, que tem como um de seus prazeres fora da profissão apreciar moderadamente um bom vinho, especialmente os produzidos no Chile.

Família segue o exemplo

Casado há quatro décadas com Milene Albeny, filha de tradicional família de Coronel Fabriciano (cujo patriarca foi o lendário médico dr. Riscala Albeny), o dr. Geraldo Coelho tem cinco filhos, dos quais fala com peculiar orgulho. Antes, faz questão de ressaltar as virtudes da esposa, como companheirismo, lealdade, comprometimento e apoio no seu cotidiano.

A filha mais velha é Ana Carolina, advogada militante. O segundo é Luiz Felipe Coelho, médico ortopedista como o pai, já há dois anos atendendo no Hospital Márcio Cunha - “passei o bastão para ele”, fala com orgulho.

A terceira filha é Letícia Albeny Coelho, que cursa Faculdade de Hotelaria na Suiça. Os caçulas são os gêmeos Paulo Henrique e Ana Beatriz, estudantes de medicina em Campos dos Goitacazes-RJ. “Tenho uma família bonita, homogênea e que sabe o que quer”, resume o dr. Geraldo Coelho, mal sabendo que ele é o grande exemplo da prole.























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