27/11/2017 17:35:00

Sem ressaca



Divulgação

Quem pensou que o Galo encontraria um Corinthians ainda de ressaca pelo título conquistado antecipadamente, como na derrota para o Flamengo, se enganou redondamente. O time heptacampeão nacional entrou motivado em uma Arena lotada, disposto a não deixar que o Galo botasse água no seu chope de comemoração, que deixou somente para depois do jogo encerrado.

A verdade é que, no conjunto da obra, o Corinthians foi melhor, mais perigoso, e o Atlético só conseguiu empatar graças a mais uma atuação excepcional do venezuelano Otero, que desequilibrou a partida a favor do alvinegro mineiro. Otero fez um golaço de falta, quase marcou outro olímpico, bateu o escanteio na cabeça de Fred para este empurrar para as redes, enfim, ao lado do corintiano Jádson, foi o melhor em campo.

Não fosse a pontuação atual, até que este empate seria bem aceito, mas a campanha pífia, fruto da quantidade de erros cometidos ao longo da temporada, resultaram em pontos perdidos absurdamente dentro de casa, que trazem agora uma fatura cruel e atroz para sua torcida, que pode ser ficar de fora até mesmo da Pré-Libertadores, em 2018.

Pisou no freio
A torcida do Vasco da Gama e a imprensa carioca exaltam a atuação do goleiro vascaíno, Martín Silva, que é da seleção uruguaia e vai disputar a Copa do Mundo na Rússia, como principal responsável pela vitória de 1 x 0 sobre o Cruzeiro. Aqui nos nossos grotões, o torcedor celeste e a imprensa azul da capital lamentam a quantidade de gols perdidos pelos atacantes celestes, como forma de justificar a derrota em pleno Mineirão.

As duas versões são válidas, mas é fato que, se houvesse um pouco mais de interesse dos jogadores, o time de Mano Menezes poderia ter liquidado a partida ainda no primeiro tempo, com Robinho e Arrascaeta duas vezes. Na segunda etapa, outra vez o uruguaio De Arrascaeta, além de Alisson e Judivan, que perderam gols incríveis.
A impressão que se tem neste momento do time cruzeirense, com exceção de Thiago Neves, é que se acomodou com o discurso de “missão cumprida”, pela vaga garantida ano que vem na fase de grupos da Libertadores.

Pior para o rival Atlético, que nas entrelinhas torcia para o Cruzeiro derrotar o Vasco, o que vai se repetir na última rodada, quando o time celeste se despede da competição diante do Botafogo, no Rio de Janeiro, com o pé no freio e seus jogadores pensando somente nas férias.

FIM DE PAPO
Sem contar o jogo de ontem entre Palmeiras e Botafogo, o público médio nos nove jogos da penúltima rodada do Brasileirão foi dos maiores do ano, acima de 21 mil torcedores por jogo. E a rodada teve emoções para todos os gostos, como, por exemplo, o incrível erro do assoprador de apito gaúcho, Anderson Daronco, ao dar um pênalti a favor do Coritiba, onde quem pôs a mão na bola foi o atacante do Coxa, e não o zagueiro do São Paulo.

Teve também mais um clube rebaixado, a Ponte Preta, graças à irresponsabilidade de um zagueiro chamado Rodrigo, expulso após praticar atos obscenos contra o adversário Tréllez, aos 20 minutos de jogo, quando a Ponte vencia por 2 a 0. O Vitória então reagiu e virou para 3 x 2, revoltando a torcida, que não deveria, mas invadiu o campo, instaurando o caos e a violência, obrigando o encerramento da partida.

O resumo da situação atual do Brasileirão, que será encerrado domingo, é este: Avaí, Sport, Coritiba e Vitória brigam para não ocupar as duas vagas restantes na Série B de 2018. Já na luta pela Libertadores ainda tem sete times brigando por duas vagas, com chances maiores ou menores: Atlético, Flamengo, São Paulo, Vasco, Botafogo, Chapecoense e Bahia.

É importante para o futebol mineiro e muito bom para o América o título de bicampeão da Série B, conquistado no último sábado, ao vencer o CRB de Alagoas por 1 x 0, com direito a quebra do recorde de público do novo Independência, que registrou 22.481 pagantes.

Tomara que a nova diretoria do Coelho seja menos arrogante e pare de falar em Libertadores, focando sim, na permanência na Série A, em 2018. Para isso, será fundamental manter a atual comissão técnica e fazer contratações de jogadores, mas que sejam jovens e promissores, com vontade de vencer na carreira, esquecendo os medalhões que só levam o dinheiro do clube e mais nada.

Espero também que, em 2018, o América não volte a ser, ao lado do Atlético-GO, um dos piores na média de público nos jogos do Brasileirão, pois o recorde de sábado é fictício, obtido graças ao preço irrisório cobrado pelo ingresso, distribuição de cortesias etc.

O América não tem tradição de ter em seus jogos a metade dos torcedores que foram ao jogo de sábado no Independência. Será preciso muita criatividade, promoções e trabalho intensivo de marketing da diretoria, para manter o pique atual, e isso vai passar pelos resultados dentro de campo. (Fecha o pano!)


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