25/11/2017 10:37:00

Decisão em Itaquera



Divulgação

Todas as atenções estarão voltadas hoje para a Arena Itaquera, onde Corinthians e Atlético se enfrentam pela 37ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.

Se, para os donos da casa, este é um jogo que serve apenas para comemorar a conquista antecipada do heptacampeonato nacional, para o Galo tem caráter de decisão, pois só a vitória interessa para se manter vivo na disputa por uma vaga na Copa Libertadores em 2018.

Terminar o Brasileiro no mínimo entre os sete melhores tornou-se muito mais do que prioridade, é uma necessidade no Atlético, para não depender de outras situações como, por exemplo, a possibilidade de conquistas do Grêmio e Flamengo nos torneios continentais que disputam, pois isto vai significar também uma receita extra, calculada em aproximadamente R$ 12 milhões no próximo ano.

Este valor aumenta significativamente com os recursos arrecadados pela bilheteria nos jogos da Libertadores, valores que podem aumentar ainda mais, pois a Conmebol ainda não divulgou como será distribuída a premiação da competição em 2018.

Situação curiosa
O Cruzeiro aparece neste instante de forma bastante curiosa na vida do maior rival, Atlético, pois hoje se despede da sua torcida no Mineirão, enfrentando o Vasco da Gama, e encerra a sua participação no Brasileiro domingo próximo, contra o Botafogo, no Maracanã, adversários diretos do Galo na disputa pela última vaga que leva à Libertadores em 2018.

Com a conquista da Copa do Brasil, o Cruzeiro salvou a temporada e se garantiu na fase de grupos do maior torneio continental, mas tem ainda o objetivo de terminar a competição nacional entre os quatro primeiros, o que lhe renderia alguns milhões a mais de premiação, por sinal, em boa hora, considerando a crise financeira que o clube atravessa.

Em meio à turbulência da sua política interna, que vem desde a eleição da nova diretoria e virou caso de polícia na última semana, com acusações até de ameaça de morte, o time Sub-20 deu uma enorme alegria à torcida na quinta-feira (23), conquistando a Supercopa da categoria ao derrotar, nos pênaltis, o rival Atlético, dentro do Independência, garantindo participação na Copa Libertadores da categoria em 2018.

Mas a torcida e conselheiros tradicionais do clube estão preocupados e temem que a grave crise política interna possa respingar na equipe, atrapalhando o desempenho em campo e comprometendo os objetivos da próxima temporada, sobretudo a conquista do tri na sua volta à Libertadores, depois de três anos ausente.

FIM DE PAPO
• Além da premiação, o fato de disputar a Copa Libertadores traria ao Atlético uma boa quantia com bilheteria, apesar das limitações de capacidade do Independência. Mesmo assim, das dez maiores rendas do clube no acanhado estádio, com capacidade para pouco mais de 22 mil torcedores, sete foram em jogos da Libertadores.

Só este ano, nos três jogos que disputou no Horto - contra Sport Boys da Bolívia, Libertad do Paraguai e Godoy Cruz da Argentina - o alvinegro faturou algo em torno de R$ 4 milhões com a bilheteria. Se tivesse jogado no Mineirão, certamente teria arrecadado muito mais.

• A bola da vez para cair este ano seria o São Paulo, mas a sua diretoria agiu rápido e tomou providencias como a demissão do inexperiente técnico Rogério Ceni, substituído por Dorival Junior, além de repatriar o meia Hernanes, o que deu outra cara ao time. Com isso, depois de seis anos, nenhum clube grande (entre os 12 maiores) foi ou será rebaixado este ano no Brasileirão.

A última vez que isso ocorreu foi em 2011, quando caíram o mediano Atlético Paranaense, além dos pequenos Ceará, América Mineiro e Avaí. Na verdade, o Fluminense caiu em 2013, mas usou sua força política e via STJD virou a mesa rebaixando a Portuguesa.

• A possibilidade de o Brasil ter nove representantes na Libertadores de 2018 acaba banalizando a maior competição continental, que ganha em quantidade e perde em qualidade. As confederações dos países “hermanos” já estão chiando, e com razão, pedem à Conmebol uma mudança nas regras atuais para as próximas temporadas. Bom seria dar vagas somente aos campeões e vices de cada país, e no nosso caso, mais uma vaga para o campeão da Copa do Brasil. Simples assim.

• O Grêmio está coberto de razão ao protestar contra a arbitragem do chileno Júlio Bascuñán, que de fato, no geral, foi muito ruim, mas foi pior ainda para o clube gaúcho, pois entre outras lambanças deixou de marcar um pênalti claro em cima do atacante Jael no finzinho da partida, o que poderia dar um novo rumo à decisão da Libertadores.

A vitória por 1 x 0 deu uma boa vantagem ao Grêmio, mas para ser campeã a equipe gaúcha terá de usar toda a sua alma copeira na decisão da próxima quarta-feira, pois este Lanús costuma transformar o seu acanhado e velho Estádio “La Fortaleza”, com capacidade para 47 mil torcedores, num caldeirão com cenário de guerra. (Fecha o pano!)


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