18/11/2017 10:42:00

Boa notícia



Divulgação

Um dos mais competentes e respeitados desportistas deste país, Bebeto de Freitas foi um dos melhores dirigentes que conheci nesses muitos anos de janela cobrindo o esporte, seja no vôlei, onde ele foi jogador, depois o técnico da chamada geração medalha de prata nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, ou no futebol, como presidente do Botafogo, seu clube do coração, e no Atlético, onde esteve de 1999 a 2003, formando uma dupla afinada com o ex-presidente Alexandre Kalil.

Agora surge a notícia de sua provável volta ao Galo em 2018, a convite do virtual presidente, Sérgio Sette Câmara. Bebeto era sobrinho do jornalista e ex-treinador da Seleção do Tri no México, João Saldanha, e primo por parte de mãe do grande jogador Heleno de Freitas.

Tenho ótimas lembranças dele como diretor do Atlético, pois foi com ele e o saudoso Eduardo Maluf que negociamos diversas vindas do Galo à região, numa época que os grandes espetáculos se tornaram rotina, o que fez do nosso “Gigante do Parque Ipanema” a “segunda casa” dos grandes clubes da capital.

Se de fato este retorno se confirmar, será excelente não só para o Atlético, mas para o futebol mineiro e nacional, que andam carentes de dirigentes com a estatura moral e a inteligência de um Bebeto de Freitas.
Penso que ele, agora mais amadurecido, voltará ainda melhor, com novas e boas ideias para ajudar o Atlético, que, por sinal, vai encontrar em um patamar muito superior de quando o deixou no início deste século.

Nova lei
No programa “Bem Amigos” do Sportv na última segunda-feira, o ex-técnico e hoje comentarista Murici Ramalho, ao se referir à demissão de Guto Ferreira pelo Internacional (RS), disse - com a autoridade de quem já viveu inúmeras experiências neste sentido - que “a imprensa sabe apenas 10% do que acontece nos bastidores dos clubes”.

Talvez isso explique o imblóglio da venda do lateral Diogo Barbosa pelo Cruzeiro ao Palmeiras, que movimentou os bastidores do clube durante a semana passada. A imprensa de BH noticiou que o presidente eleito, Wagner Pires de Sá, juntamente com o futuro vice-presidente de futebol, Itair Machado, teriam se reunido com o atual mandatário do clube, Gilvan de Pinho Tavares, solicitando que não negociasse o jogador, pois teriam uma fórmula financeira para mantê-lo no Cruzeiro, mas não foram atendidos.

Em entrevista, o atual presidente deu outra versão, alegando que a venda de Diogo Barbosa se tornou inevitável, pois o clube não teria o dinheiro para comprar o restante dos direitos econômicos do atleta no prazo de 48 horas dado pelo grupo econômico detentor destes direitos.

Mais adiante circularam boatos de que a venda do lateral, destaque na vitoriosa campanha do penta na Copa do Brasil, seria para pagar salários de jogadores e membros da comissão técnica, que estão em atraso. O que realmente aconteceu? Só o tempo poderá dizer se o atual presidente, Gilvan de Pinho Tavares, fez o que deveria ser feito, e mesmo assim, só saberemos 10% de tudo o que envolveu esta transação que deixou a torcida celeste bastante chateada.

FIM DE PAPO
Com a notícia do provável retorno de Bebeto de Freitas ao Atlético, aumentaram os boatos sobre a contratação do técnico do Botafogo, Jair Ventura, para dirigir o time em 2018. Seria mais uma aposta, tipo a que foi feita em Roger Machado, no início deste ano, e que acabou não dando certo.

O perfil de Ventura agradaria ao provável futuro presidente, Sérgio Sette Câmara, já que o clube terá de trabalhar com um orçamento menor. Conta pontos a favor de Ventura o fato dele ter mostrado competência para tirar leite de pedra, e obter sucesso com um elenco limitado no Botafogo.

Talvez abalados pela notícia da venda do lateral Diogo Barbosa ao Palmeiras, divulgada horas antes da partida, os jogadores do Cruzeiro entraram novamente no modo “letargia”, e vacilaram, permitindo o empate de 2 x 2 com o virtual rebaixado, Avaí, no Mineirão, na última quarta-feira. De bom mesmo só o retorno do jovem e promissor atacante Judivan, 22 anos, natural da Paraíba, depois de dois anos e meio afastado por conta de uma grave contusão no joelho. E ele ainda fez um gol de pênalti muito comemorado por todos.

Ipatinga e Social, juntamente com os demais representantes dos clubes que vão disputar a segunda divisão - ou Módulo II - em 2018, participaram em BH, na última segunda-feira, da reunião que aprovou mudanças na atual fórmula de disputa. Agora os gastos serão um pouco menores, pois o número de jogos foi reduzido de 21 para 15, o que classifica a nova fórmula de menos pior. O torneio que vai indicar os dois clubes que irão participar da 1ª divisão em 2019 começa em 17 fevereiro e terminará no dia 5 de maio.

A expectativa agora é se a Federação Mineira dará algum tipo de ajuda aos clubes, já que a competição não tem patrocínio ou verba alguma da TV. A entidade, que só lucra, é a grande beneficiada com essas disputas sem nenhum atrativo, como é o caso do o Módulo II, acaba de fechar um contrato o milionário de “namimg rights” com um banco, que terá seu nome vinculado ao estadual da 1ª Divisão, em 2018.

Mesmo com os cofres cheios e seus filiados morrendo à míngua, se sair algum “dindim” da FMF para os clubes eu vou começar a acreditar que o Sargento Garcia finalmente irá prender o Zorro. (Fecha o pano!)


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