11/11/2017 10:52:00

êêê... Galo!”



Divulgação

Depois da vitória difícil e suada sobre o lanterna, o Atlético/GO, o Galo volta a campo hoje, em Salvador, contra o motivado Bahia, que vem reagindo positivamente após a chegada do técnico Paulo César Carpegiani.
Não é certo que Luan, o “menino maluquinho” e xodó da torcida atleticana, inicie a partida de hoje, devido aos seus problemas físicos crônicos, mas deverá entrar no 2º tempo, o que deixa a torcida atleticana mais otimista.

A verdade é que este time do Galo está envelhecido e precisa ser reformulado para 2018, o que certamente a nova diretoria fará. Mas com tantos “medalhões” recebendo altíssimos salários, esperava-se um pouco mais do que está sendo entregue, apenas um modesto 10º lugar, 45 pontos ganhos e o fim da ameaça de rebaixamento.

Neste jogo contra o Bahia, que tem os mesmos 45 pontos e ocupa o 9º lugar, por conta de um melhor saldo de gols, tudo pode acontecer, desde uma grande vitória alvinegra até uma derrota acachapante.
Como costuma dizer o amigo Roberto Abras, decano repórter do rádio mineiro, sempre brilhante empunhando hoje o microfone da Rádio “Super FM”, de BH: - Êêêê... Galo! Este é o Galo!

Foco errado
A torcida celeste não ficou muito chateada com a 10ª derrota do time neste Campeonato Brasileiro, os 2 x 0 fora de casa para o Flamengo, pois no fim das contas, a temporada já foi salva com a conquista da Copa do Brasil, que lhe garantiu o direito de voltar à Libertadores em 2018.

Olhando por este ângulo, de fato o saldo é positivo, mas a meu juízo, o técnico Mano Menezes está com o foco errado, ao não usar este momento para dar maiores oportunidades e observar os jogadores jovens, ou aqueles que jogaram menos por diversas razões na equipe titular.

Na contramão, o técnico insiste em escalar quem não se firmou, ou não se deu bem na atual temporada, casos de Rafael Sóbis, Rafael Marques e Élber, que estão inclusive em vias de serem negociados.

Restam apenas cinco partidas para fechar o ano, então, por que não escalar hoje, contra o Fluminense, jogo que pouco ou nada vale para o time celeste, esse tal Messidoro, argentino que chegou bem recomendado e ainda não teve chances, além do lateral Galhardo ou os jovens atacantes da base, Nixon e o alagoano Jonata, de 19 anos.

FIM DE PAPO
• Um assunto que está preocupando o torcedor celeste diz respeito às dívidas do Cruzeiro e denunciadas à Fifa por outros clubes, que estariam somando cerca de R$ 50 milhões. Os calotes se referem à compra de jogadores pela diretoria atual desde 2014, quando conquistou o bicampeonato nacional. Assim que assumir a presidência, em janeiro, o empresário Wagner Pires de Sá deverá procurar os credores com o tradicional “devo, não nego, e pago quando puder”.

• O problema é se o Comitê Disciplinar da Fifa não aceitar este “chá de Maracujina” e resolver aplicar sanções ao clube. E elas podem variar de uma simples advertência à proibição de fazer transferências, participar de competições internacionais, perder pontos, ser rebaixado ou ainda ser obrigado a devolver prêmios financeiros. A nova diretoria terá esse abacaxi para descascar logo nos primeiros dias.

• O drama do atacante peruano Paolo Guerrero, do Flamengo, flagrado em exame antidoping pela Conmebol, foi um dos temas mais discutidos na imprensa e nas redes sociais nos últimos dias. Li, no jornal “O Globo”, uma matéria assinada pela repórter Carol Knoploch, que mostra que o artilheiro peruano já tinha passado por 14 exames de doping entre 2012 e 2017, saindo isento de todos.

• Agora um teste deu “positivo” e ele recebeu uma punição preventiva de um mês, que pode vir a se transformar numa suspensão de quatro anos. Claro que eu sou a favor de punições por causa de doping, mas, a exemplo de vários outros colegas, me incomoda bastante a violência de uma medida que, afinal de contas, pode acabar não só com a carreira, mas também com a vida de um ser humano.

• No “Dia do Radialista”, comemorado na última terça-feira (7), a tradicionalíssima Rádio Inconfidência, emissora estatal de Belo Horizonte, virou notícia em todo o Brasil ao apresentar uma “novidade” neste estagnado mercado radiofônico, cujo lema há décadas tem sido “nada se cria, tudo se copia”.

• A jovem locutora Isabelly Morais, 20 anos, natural de Itamarandiba, município de 34 mil habitantes situado no Alto Jequitinhonha, após quatro meses na emissora, estreou como a primeira “narradora” de Minas Gerais e uma das pioneiras no rádio esportivo do país, narrando a partida entre América x ABC-RN, pela 34ª rodada da Série B do Brasileiro.

Parabéns, Isabelly! Faça um estilo próprio e crie a sua própria história. Parabéns à direção da outrora “gigante do ar” pela coragem e ousadia. Como dizia o grande político chinês, Deng Xiaoping: “Não importa a cor do gato, importa é que ele coma os ratos”. (Fecha o pano!)


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