07/11/2017 17:45:00

Morosidade na reforma da ponte velha completou cinco anos em 8/11

A ponte chegou a ser inteiramente interditada, no dia 8 de novembro de 2012, porque havia temores de agravamento das rachaduras em seus pilares



Wôlmer Ezequiel


Já foram elaborados dois editais para reconstrução da ponte velha, mas nenhum deles emplacou


Nesta quarta-feira (8) fez cinco anos que a “ponte velha”, ligação entre Coronel Fabriciano e Timóteo, sobre o rio Piracicaba, funciona com restrições. Ao longo dessa meia década, a velha ponte serviu para fins variados, de bandeira de campanha política a manifestações, passando por acidentes, um deles com óbito. Apesar das tentativas na esfera federal, a reconstrução da ponte não saiu do papel, frustrando a expectativa da população que aguarda o fim dessa novela.

A ponte chegou a ser inteiramente interditada, no dia 8 de novembro de 2012, porque havia temores de agravamento das rachaduras em seus pilares. Em 2013, houve a liberação parcial para o trânsito de veículos leves.

Depois de mobilização dos setores representativos, em 2014, um edital chegou a ser publicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas a licitação foi revogada. Em 12 de dezembro de 2016, outro edital foi lançado, mas fracassou por falta de entendimento das empresas concorrentes acerca do valor oferecido pelo Dnit para a reconstrução.

Com a interdição da ponte velha, acabou sobrecarregada a ligação pela ponte Mariano Pires, que interliga o trevo do bairro Alegre, em Timóteo, ao Centro de Coronel Fabriciano, que passou a receber todo o tráfego com cargas e ônibus. Também reclamam de prejuízos os empreendedores que possuem estabelecimentos comerciais no começo da avenida Tancredo Neves, no bairro Todos os Santos.

Expectativa
A mais recente promessa envolvendo uma solução para a ponte velha data de setembro passado. Conforme publicado pelo Diário do Aço, foi anunciado que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) iria abrir, dentro do prazo de duas semanas, uma nova licitação para reconstrução da ponte velha.

Essa informação foi divulgada após uma reunião em Brasília entre o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, com o Superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes de Minas Gerais (Dnit/MG), Fabiano Cunha, e o deputado federal Domingos Sávio.

Desde a sua interdição parcial, o tráfego sobre a ponte velha é feito com restrição para veículos de carga e ônibus

Nessa reunião ficou decidido que o diretor-geral do Dnit, Walter Casimiro, viria ao Vale do Aço para apresentar um projeto de reconstrução da ponte e anunciar a publicação do novo edital. No entanto, até hoje não foi publicado.
Questionada na tarde passada, a Assessoria de Comunicação do Dnit informou, por meio de uma nota, que o novo edital encontra-se em fase de elaboração. “A meta é publicar o edital nos próximos dias”, afirma.

Riscos
Em uma das suas visitas à região, o Superintendente do Dnit, Fabiano Cunha, foi questionado sobre o medo que muitas pessoas nutrem, por temerem uma possível queda da ponte. O dirigente afirmou que a ponte velha não oferece nenhum tipo de risco de desabamento e os usuários podem utilizá-la sem preocupação. "Temos o laudo de engenheiro especialista em obra, constatando que não oferece risco ao usuário. Se oferecesse qualquer tipo de risco ao usuário, a ponte estaria interditada. É natural uma obra apresentar fissuras. Isso não quer dizer que a ponte está em colapso ou oferecendo risco de desabamento", afirmou ao Diário do Aço.

Nova ponte
Em março deste ano, sem receber nada pelo desenvolvimento do estudo, a Usiminas Mecânica (UMSA) apresentou quatro projetos alternativos para a ponte velha, salientando que, em nenhum deles, será possível aproveitar nada do que já existe, ou seja, a ponte atual seria totalmente demolida e, em seu lugar, seria erguido outro equipamento.

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Comentários

Airton Matias Duarte

15 de Novembro, 2017 | 17:18
tai uma prova que essa ponte esta no processo nao de licitaçao, mas de agarinhar votos para se elegerem , nao se incomodam em beneficiar os cidadaos.

Rafael Orestes Nunes

08 de Novembro, 2017 | 10:45
Uma grande vergonha para os políticos incompetentes do vale do aço e mg e também as "grandes empresas".
Se for depender de governo não sai, as três prefeituras eram pt e não fizeram nada e agora também...
Vão esperar que caia... Tem de fazer uma mobilização geral para conseguir algo como: demolição e construção de uma nova.
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