06/11/2017 17:38:00

Título à vista



Divulgação

Faltam apenas seis rodadas para o Brasileirão terminar e a competição segue em aberto, embora o Corinthians continue firme na liderança, a seis pontos do agora vice-líder, Santos, oito pontos à frente do terceiro, o Grêmio, e do quarto colocado, o Palmeiras, a quem venceu por 3 x 2, no melhor jogo do campeonato até agora.

Para variar, outra vez um erro de arbitragem decidiu o clássico paulista, ao validar o primeiro gol corintiano marcado por Romero em impedimento, lance até meio difícil, o que não exime de culpa o assoprador de apito, muito menos a CBF, que já deveria ter implantado o árbitro de vídeo, solução para este tipo de dúvida.

A conta, para fechar a favor do Corinthians, é simples: nas seis rodadas que faltam o “Timão” precisa somar 12 pontos, em jogos dentro de casa contra Avaí, Fluminense e Galo, ou fora de casa, onde enfrentará Atlético-PR, Flamengo e Sport.

A 32ª rodada teve 28 gols marcados, média de 17 mil torcedores por jogo, registrando-se apenas duas vitórias de visitantes. E olhem só o que é o futebol: dias atrás ameaçados pelo rebaixamento, São Paulo e Fluminense já respiram aliviados, praticamente fora da ameaça de cair para a Série B, e passam a sonhar com vagas na Pré-Libertadores.

Velhos problemas
O Atlético patinou outra vez, ao sofrer a 12ª derrota no Brasileirão, agora para o Santos, por 3 x 1, na Vila Belmiro, que o fez cair para o 12º lugar, com 42 pontos ganhos, cinco atrás do Flamengo, 7º e último da zona de classificação para a Libertadores.

O time dirigido por Osvaldo Oliveira mostrou os mesmos velhos problemas e sempre, que não o deixam decolar desde o começo da disputa, sobretudo quando se defronta com adversários que tenham atacantes jovens e velozes, como é o caso do Santos.

Saltam aos olhos as deficiências na parte física de vários medalhões, entre eles Elias e Fred, além da idade avançada de outros, como Robinho e Leonardo Silva, que não permite a eles competir em igualdade de condições contra adversários bem mais preparados.

O Cruzeiro, mesmo já tendo conquistado um título importante, a Copa do Brasil, que o garante na Libertadores, em 2018, está cumprindo a tabela com dignidade, mesmo sem se empenhar tanto.
Conseguiu domingo uma boa vitória, 1 x 0 sobre o Atlético-PR, no Mineirão, quebrando uma sequência de três jogos sem vitória, com direito a um golaço do uruguaio Arrascaeta, mantendo-se na 5ª posição, com 51 pontos.

FIM DE PAPO
Empresários de jogadores aproveitam o momento de transição vivido pelo Cruzeiro para colocar seus “pés de obra” em evidência no mercado, citando-os como prováveis contratações celestes para a próxima temporada. Já se falou em Rafinha, que joga no futebol alemão; Gustavo Scarpa, do Fluminense; o paraguaio Bogarin, o argentino Gustavo Bou, o botafoguense Bruno Silva e, agora, até Gabigol, ex-Santos.

Ledo engano, o de quem pensava ser a “terceirona” mineira, disputada e vencida pelo Ipatinga, a pior competição estadual do país. Pois a Série C do Campeonato Estadual no Rio de Janeiro é bem pior, ficando conhecida como “o campeonato dos gols fantasmas”. A última rodada da primeira fase será completada no próximo domingo, podendo atingir mais de 100 gols “fantasmas”…

Tudo porque, de acordo com o regulamento, a cada jogo de “W.O.” (quando um dos times não comparece), o faltante perde por 3 a 0. Até o momento, a Federação do Rio de Janeiro já teve de decretar 32 jogos de “W.O.”, ou seja, 96 gols “fantasmas” computados, por conta do amadorismo dos clubes que disputam a competição. Este sim, sem dúvida, é o maior torneio “bagaça” do país.

É parte da nossa natureza, quando nos dispomos a analisar os acontecimentos do futebol, comparar grandes lances, jogadores, gols, positiva ou negativamente. Vi, dias atrás, uma calorosa discussão na TV entre alguns colegas de um canal fechado, sobre qual foi a maior defesa de um goleiro até hoje no mundo. Seria a de Marcelo Grohe, do Grêmio, contra o Barcelona do Equador, pela semifinal da Libertadores? Ou a do inglês Gordon Banks, na cabeçada de Pelé, na Copa de 70? Ou terá sido de outro goleiro? Sinceramente, fiquei na dúvida, pois as duas foram de fato fenomenais. Só me resta, neste caso, recorrer à célebre frase atribuída ao filósofo Sócrates: “Só sei que nada sei”.

O fim deste ano está sendo pródigo em bons lançamentos de livros com temas ligados ao futebol e ao esporte. Hoje, será relançado no Rio de Janeiro um dos livros que considero estar entre os mais importantes para o esporte do país: “Os subterrâneos do futebol”, de João Saldanha, em comemoração ao centenário de nascimento do autor. João Saldanha, o “João sem medo”, com sua linguagem direta, irônica e sagaz, escreveu este livro na década de 1960, agora republicado pela Editora Lacre. É algo para quem gosta de boa leitura e também uma excelente opção de presente. (Fecha o pano!)


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