30/10/2017 17:44:00

O campeão voltou



Divulgação

Sob os gritos de “O campeão voltou” e “Vamos subir Tigre”, cantados pela torcida, outra vez em grande número no Ipatingão, que recebeu cerca de 8 mil pessoas, o Ipatinga derrotou o Ponte Nova por 2 x 1, obtendo o acesso ao Módulo II do futebol mineiro, conquistando ainda o título de campeão da “Terceirona” estadual.

Dono de uma campanha impecável - 16 jogos, 11 vitórias, 2 empates, 3 derrotas, 40 gols marcados, 16 sofridos, saldo de 24 gols e 73% de aproveitamento -, o Tigre ainda teve o artilheiro da competição, Paulo Henrique, com 17 gols.

Méritos da nova diretoria, cujo presidente, o jovem Cristiano Araújo, foi corajoso ao aceitar o desafio de assumir um time atolado em dívidas, sem credibilidade junto à população. Ele arregaçou as mangas, pôs o bloco na rua, literalmente, conseguindo restabelecer a confiança dos empresários e líderes políticos, com destaque para o resgate do apoio da Usiminas, que trouxe consigo várias outras empresas para dar o equilíbrio financeiro necessário, fundamental para o sucesso na competição.

Também foi fundamental a presença do diretor de futebol, Amarildo Ribeiro, experiente neste tipo de competição, além de competente para tomar decisões, como, por exemplo, ocorreu na troca do treinador logo no início da disputa.

O trabalho do técnico Eugênio Souza, um campeão de acessos no futebol mineiro, merece um destaque especial, tendo em vista que o grupo não foi montado por ele. Mas ele soube administrar o elenco de jogadores, driblando as inúmeras dificuldades pelo caminho.

Vida que segue, agora é se preparar para disputar o Módulo II no ano que vem e buscar o segundo acesso consecutivo, desta vez tendo como meta voltar à elite do futebol mineiro, onde é o seu lugar. Força Tigre! O campeão voltou!

Outro tropeço
Após a vitória obtida no clássico contra o Cruzeiro, a torcida do Atlético se animou e esperava uma vitória em cima do Botafogo, adversário direto na briga por uma vaga na Libertadores do ano que vem, o que acabou não acontecendo.

Não se pode reclamar do esforço dos jogadores em campo, reconhecido pela torcida que os aplaudiu na saída do gramado. Mas o problema de não vencer em casa continua. Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo, em razão da má campanha no Independência, neste Brasileiro o Galo disputou 48 pontos em seu domínio, e conquistou apenas 16.

Na esteira dos motivos que levaram a este fracasso, as falhas na montagem do elenco, muitos jogadores medalhões em fim de carreira sem dar o retorno esperado e três trocas de treinadores, além da falta de um diretor de futebol para cobrar de forma mais dura resultados dos jogadores e comissão técnica.

FIM DE PAPO
Com este empate, o Galo atingiu 42 pontos, ficando estacionado no 10º lugar, cinco abaixo do Flamengo, o primeiro do G-7, que dá vaga na Libertadores, restando a esperança de que o Grêmio ganhe a competição atual, ou que Flamengo ou Fluminense ganhem a Sul-Americana, o que abriria mais vagas para clubes brasileiros no principal torneio continental.

Para complicar ainda mais a vida do Galo, a CBF mais uma vez não teve um mínimo de bom senso e escalou Sandro Meira Ricci para apitar o jogo com o Botafogo. E não deu outra: ele prejudicou o Atlético em dois lances, influenciando diretamente no resultado a favor dos cariocas.

Deixou de expulsar o botafoguense Brenner, que já tinha cartão amarelo e cometeu uma segunda falta para cartão, no fim da primeira etapa. Já nos acréscimos do 2º tempo, deixou de marcar um pênalti claro a favor do Atlético, depois que o zagueiro botafoguense cortou a bola com a mão dentro da área.

Este assoprador de apito, que é mineiro de Poços de Caldas, foi alijado dos quadros da nossa Federação por prejudicar deliberadamente Atlético e Cruzeiro em jogos contra times do interior. Abrigou-se na Federação Catarinense, e toda vez que é escalado para apitar jogos de Galo ou Raposa, atua sempre a favor dos adversários.

Em 2010, inventou um pênalti a favor do Corinthians e deixou de marcar três a favor do Cruzeiro, no Pacaembu, o que praticamente tirou o título das mãos celestes. Por conta disso, ficou cinco anos sem apitar um jogo do Cruzeiro.

Sandro Meira Ricci também não traz boas lembranças aos atleticanos. Em 2012, numa partida entre Atlético e Flamengo, no Independência, ele não marcou um pênalti claro de Ibson em Ronaldinho Gaúcho. Com isso, o jogo terminou empatado em 1 a 1, tirando o Atlético da disputa e abrindo caminho para o Fluminense chegar ao título.

Não podemos nos esquecer do excelente trabalho de cobertura do Ipatinga nesta “terceirona”, feito pela imprensa regional. Pela primeira vez um canal de TV aberta mostrou os jogos ao vivo, a nossa TV Cultura/canal 4, também captada via cabo. Pela internet os jogos também foram transmitidos através do canal do próprio Ipatinga.

A Rádio Vanguarda AM, que tem uma longa tradição de coberturas no esporte, também compareceu a todos os jogos. Na imprensa escrita, o “Diário do Aço” cumpriu o seu papel. “Ser jornalista é querer melhorar a esquina de sua rua, sua cidade, seu país, o mundo”! Juca Kfouri. (Fecha o pano!)


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