28/10/2017 14:00:00

Professora procura a mãe biológica em Coronel Fabriciano

Mulher de 49 anos faz buscas há 20 anos pela mãe que a doou a uma família



Álbum pessoal


Jucinéia Kelle de Carvalho, de 49 anos, procura pela mãe há mais de 20 anos
Moradora da cidade de São José da Varginha, próxima a Belo Horizonte, Jucinéia Kelle de Carvalho, de 49 anos, está à procura de sua mãe biológica. Criada por pais adotivos, a professora faz uma busca incansável pela mãe que, segundo informações de antigos conhecidos, residia em Coronel Fabriciano. Há 20 anos Jucinéia está envolvida nessa procura. Antes do surgimento das redes sociais, as buscas eram bastante limitadas, com o colhimento de informações de testemunhas e pesquisas nos cartórios. Agora, com o avanço do uso da internet, a filha aumentou a esperança de, um dia, conhecer a mãe biológica.

Em entrevista ao Diário do Aço, Jucinéia relata que nunca se cansou da pesquisa para chegar ao paradeiro de sua genitora. No entanto, sem êxito nessa procura, decidiu pela publicação do seu caso, na expectativa que alguém, conhecedor da história, indique o caminho que a leve até à mãe.

“Meu maior sonho é encontrar e conhecer minha mãe biológica e meus irmãos. Sei que o nome dela é Iria de Jesus, ou Iria Cândida de Jesus, e teria entre 69 e 80 anos. Os pais dela eram descendentes de italianos e ela tinha traços europeus. Contam que era baixinha, de olhos verdes. Pareço com ela. Também as pessoas contam que ela trabalhava nas roças. Era uma mulher muito sofrida. Ficava nas casas de São Vicente de Paula, em Coronel Fabriciano, onde deu à luz a mim e a meu irmão gêmeo, em 25 de janeiro de 1968. O parto foi em casa, em cima de uma mesa da cozinha. Meu irmão nasceu morto. Logo depois, ela foi embora para Governador Valadares. Foi nessa época que ela doou alguns irmãos meus. Tem um, ou alguns, que foram adotados por médicos, à época. Alguns dos filhos foram levados para o Rio de Janeiro. A julgar pelos relatos ao longo do tempo, acredito que eu tenha uns oito irmãos”, detalha.

Jucinéia Kelle também conta que foi registrada no nome dos pais adotivos, que a pegaram com apenas 10 dias de vida. “Algum tempo depois minha mãe foi vista trabalhando numa horta comunitária, que ficava na entrada do local onde é hoje o bairro Alipinho, em 1970. Depois disso, foi para Governador Valadares e aí não existem mais informações”, conclui.

As informações que tem, relata Jucinéia, foram repassadas por uma irmã adotiva e madrinha, e depois por uma enfermeira de Coronel Fabriciano, que conheceu Iria de Jesus. Informações sobre o paradeiro de Iria podem ser repassadas à redação do Diário do Aço pelo e-mail jornalismo@diariodoaco.com.br ou WhastApp do Portal Diário do Aço: (31) 99866 9030.


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Comentários

Jucinéia Kelle e Carvalho

29 de Outubro, 2017 | 14:22
É ISSO PESSOAL. O MEU SONHO É CONHECER MINHA MÃE BIOLÓGICA E IRMÃOS.
ALGUÉM PORVENTURA TENHA A CONHECIDO OU PELO MENOS OUVIDO FALAR DELA.
SE TIVEREM PISTAS COMO: QUEM A CONHECEU, PARA ONDE FOI, COM QUEM CONVIVEI, ONDE MOROU..... VAI AJUDAR MUITO.
PARECE QUE ELA TRABALHAVA NA ZONA BOÊMIA DE CORONEL FABRICIANO E REGIÃO.
TRABALHO NAS HORTAS COMUNITÁRIAS DA REGIÃO.
EM 1973 EM DIANTE FOI VISTA PELA ENFERMEIRA NENEM QUE TRABALHOU NO HOSPITAL NSA DO CARMO, HOJE APOSENTADA.
ELA VIU MINHA MÃE IRIA NA HORTA COMUNITÁRIA QUE FICAVA NA ENTRADA DO BAIRRO ALIPINHO.
ALGÚEM LEMBRA DESSA HORTA? ELA TRABALHAVA NELA.
EU SEI QUE ELA ME GANHOU EM CASA E PASSOU MAL E FOI PARA O HOSPITAL. E DEIXOU MEUS IRMÃOS EM CASA SOZINHOS.OS MENORES FICARA COM VIZINHOS. ALGUÉM LEMBRA? ELA MORAVA NAS CASINHAS DE SÃO VICENTE, EM UM BAIRRO POBRE. SE ALGUÉM CONHECEU COMENTE. E TAMBÉM SE ALGUÉM LEMBRA DESSA HORTA COUNITÁRIA NA ENTRADA DO ALIPINHO. MUITO OBRIGADA. DEUS OS ABENÇÕEM!!!!
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