28/10/2017 10:39:00

Mais disputa



Divulgação

No Cruzeiro, o clima político voltou a esquentar depois de um possível acordo entre situação e oposição ser anunciado para a eleição do Conselho Deliberativo, marcada para o próximo dia 6 de novembro.
Menos de 24 horas depois de Fernando Torquetti, candidato da situação, declarar apoio ao senador e ex-presidente Zezé Perrela, ele voltou atrás e confirmou seu nome na disputa.

A semana também foi agitada nos bastidores do futebol no clube, com a provável saída do atacante Rafael Sóbis, um dos principais investimentos da atual diretoria para esta temporada, que não vingou e pode retornar ao futebol mexicano.

O ano de 2018 começou mais cedo no clube, o que é normal e até necessário, pois a diretoria eleita precisa antecipar etapas e planejar o futuro, acertando contratações e dispensas, mas é inegável que toda essa movimentação precoce acaba respingando e prejudicando o desempenho do time dentro de campo.

Apesar dos prêmios milionários oferecidos pela CBF aos primeiros colocados, eu não vejo disposição da atual diretoria, comissão técnica e jogadores em busca de melhores resultados nessa reta final do Brasileiro.
Afinal de contas, o título da Copa do Brasil já salvou o ano de todos e a torcida ainda comemora, com justiça, a conquista do pentacampeonato, que garantiu o retorno à Libertadores em 2018.

Mais ameno
No Galo o clima político é mais ameno, embora dois candidatos, um da situação e outro da oposição, disputem a presidência do clube, em eleição marcada para dezembro próximo.

Tudo parecia caminhar para um consenso, com apenas uma chapa concorrendo, encabeçada pelo advogado Sérgio Sette Câmara, apoiado pelo ex-presidente e atual prefeito de BH, Alexandre Kalil. Mas o empresário Fabiano Lopes Ferreira insiste em manter a candidatura pela oposição.

Para o grande Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”. Então, baseado nessa teoria, acho até salutar que haja disputa, desde que dentro da normalidade e sem baixarias, mas há uma desigualdade de forças enorme a favor do grupo de Kalil, o que torna o candidato dele favorito, podendo inclusive já tratar da posse.

Hoje à tarde o time volta a campo para enfrentar o Botafogo, motivado pela vitória no clássico. Mas é bom tomar cuidado, pois o alvinegro carioca, além de possuir um time bom e bem treinado por Jair Ventura, tem sido “carrasco” do Galo ultimamente, inclusive na Copa do Brasil este ano.

FIM DE PAPO
Apesar da campanha ruim nesta temporada, a torcida do Galo superou a marca de 100 mil sócios-torcedores, o que fez o clube se tornar o terceiro maior do país neste quesito, só perdendo para Internacional/RS e Flamengo (RJ.

Se, mesmo sem ganhar um título importante, com um time recheado de veteranos com prazo de validade vencido ou fora de forma, além de jogar no acanhado Independência, a torcida ainda comparece e se dispõe a pagar mensalidade de sócio torcedor, dá para imaginar o que vai ser dentro de três anos, quando o clube tiver a sua própria casa, a “Arena MRV”, cuja capacidade será no mínimo duas vezes maior do que a atual no Horto.

Mas o assunto Robinho, se a diretoria deve ou não renovar seu contrato para a próxima temporada, foi o que tomou conta das discussões entre os atleticanos, sobretudo nas redes sociais. Robinho foi o herói na vitória de 3 x 1 sobre o rival, Cruzeiro, no clássico do último domingo, o que dividiu as opiniões sobre sua permanência.

Penso que a próxima diretoria do Galo irá analisar o conjunto da obra, e não se basear apenas em uma atuação convincente, como esta última dele no clássico. Também não será nada inteligente continuar pagando a fortuna mensal de R$ 1,2 milhão ao jogador, que já caminha para o fim da carreira. Se ele ficar, o que não será de todo ruim, terá de se enquadrar dentro da realidade do clube e do seu momento atual.

Caso tenha conseguido a classificação para o Modulo II do Campeonato Mineiro, em 2018, o que era esperado, pois precisava apenas de um empate ontem no Ipatingão, contra o já eliminado Ponte Nova, o torcedor do Tigre estará confiante no início de uma nova e promissora fase, semelhante ao que ocorreu no início da década de 90. Um dos motivos para este otimismo é a presença de Itair Machado, fundador e ex-presidente do clube, no cargo mais importante do departamento de futebol do Cruzeiro.

Não tenho dúvida que haverá algum tipo de colaboração entre os dois clubes, endossado pelo agora “homem forte” do futebol celeste. Mas é preciso que o torcedor se acautele, pois em primeiro lugar Itair Machado vai ter de mostrar serviço e ganhar a confiança da torcida celeste, além de quebrar muitas resistências, paradigmas e a desconfiança de setores conservadores do clube, além de parte da imprensa azul da capital.

Competência para alcançar sucesso nessa nova empreitada não lhe falta, por isso, o melhor é ter cautela e aguardar o momento certo, pois agora há, sim, um enorme espaço aberto para novas parcerias, que poderão render bons frutos ao Tigre e Raposa em futuro próximo. (Fecha o pano!)


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