16/10/2017 15:39:00

Péssimo resultado



Divulgação

Está claro que o time do Atlético, sob o comando do experiente Osvaldo Oliveira, teve uma acentuada melhora em relação ao que vinha apresentando, sobretudo no curto período de seu antecessor, Rogério Micale, outro fiasco inventado pela atual diretoria.

Mas não chegou e nem estará no melhor dos mundos, que seria uma classificação para a Pré-Libertadores, se passar a encarar os jogos que lhe restam da maneira como foi neste empate chocho, sem brilho, contra o limitadíssimo Sport, em Recife.

Enquanto o Flamengo, adversário direto na luta pela vaga na Libertadores, se impunha fora de casa derrotando a Chapecoense, um adversário mais fraco tecnicamente, ao mesmo nível do Sport, o Galo tropeçou, e assim, ficou 5 pontos atrás do rubro-negro.

Portanto, achei incompreensível a reação passiva dos jogadores e do técnico diante desse empate, que não chegou a ser ruim sob o ponto de vista da luta contra o rebaixamento, pois permanece a uma boa distância, 6 pontos, da Ponte Preta, 17º e primeira equipe da ZR. Mas em se tratando de buscar o objetivo maior, que é chegar à Libertadores, foi um autêntico desastre.

Se este jogo serviu para alguma coisa, foi somente pelo fim do jejum do artilheiro Fred, que estava há 12 jogos sem balançar as redes adversárias, o que pode, sim, ter alguma relevância para o futuro da equipe.

Mais emoções
A 28ª rodada do Brasileirão ficou marcada pelo tropeço do líder Corinthians, até então chamado de virtual campeão, batido de forma inapelável pelo Bahia, por 2 x 0, em Salvador, o que pode significar uma reviravolta na parte de cima da tabela, colocando Grêmio e Santos na disputa pelo título.

Caso o Peixe tenha derrotado ontem o Vitória, no Pacaembu, a diferença para o líder cairá para 7 pontos. Já o Grêmio, se derrotar o Corinthians, nesta quarta-feira, em Itaquera, diminuirá a diferença para 6 pontos, entrando definitivamente na briga pelo título.

Na parte de baixo da tabela, a luta contra o rebaixamento teve novos capítulos. Fluminense e São Paulo se deram bem ao vencerem seus jogos, e empurraram a Ponte Preta, que agora ocupa a 17ª posição, formando o quarteto dos piores e possíveis rebaixados ao lado de Avaí, Coritiba e Atlético/GO.
Resumo da ópera: o Brasileirão, que tinha disputas somente na luta contra o rebaixamento, agora passou a ter também alguma emoção na luta pelo título.

FIM DE PAPO
O “sapeca iaiá” de 5 x 1 que levou do Tigre no último sábado, pela “terceirona” estadual, pode ter sido uma pá de cal para acabar com o projeto do Atlético B. A repercussão negativa da goleada na capital, junto à diretoria alvinegra e colegas da imprensa, foi intensa e muito ruim. O vexame pode fazer com que a próxima diretoria, que será eleita em dezembro vindouro, desista de investir na formação do time alternativo, preferindo voltar a firmar convênios e emprestar suas jovens promessas para outras equipes.

A ideia até que não é ruim, baseada em exemplos bem-sucedidos de clubes europeus, onde os times alternativos são usados para dar rodagem aos jovens que estouram idade na base. O problema parece que está na safra atual do Galo, cuja qualidade não é das melhores, o que acaba gerando vexames como a goleada frente ao Ipatinga. Quer queiram ou não os dirigentes alvinegros, resultados incomuns assim acabam respingando negativamente na imagem do clube.

Ainda no sábado, o Vasco venceu o clássico contra o Botafogo por 1 x 0. Mas o que me chamou a atenção foi a reação exacerbada de vários jogadores botafoguenses, que partiram para cima e tentaram agredir o jovem atacante vascaíno Paulo Vitor, por ter tentado dar o drible conhecido por “lambreta” no adversário. Acho curioso como os jogadores, sobretudo os tais “brucutus”, aqueles chegados em bater, dar porrada e acertar a canela de companheiros de profissão, sintam-se insultados e reajam de forma tão estúpida aos dribles mais abusados.

Para esses trogloditas tudo é permitido, como por exemplo, fazer faltas propositais, parar jogadas, agarrar o adversário com as mãos, puxar a camisa, cortar os contra-ataques de forma ilegal, reclamar acintosamente da arbitragem, entre outras coisas piores. Mas tentar um drible bonito, desconcertante, diferente, mesmo que a jogada não fira regra alguma do futebol.... Ah! Isso aí não pode! O próprio Paulo Vítor, em entrevista após a partida, definiu bem esses brucutus: - “Eles não gostam da alegria, da ousadia”! (Fecha o pano!)


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