14/10/2017 10:50:00

Virou dúvida



Divulgação

O Cruzeiro antecipou o jogo que faria nesta rodada com a Ponte Preta (venceu por 1 x 0), e por isso está de folga neste fim de semana. No entanto, a torcida celeste, que não para de comemorar a conquista do penta na Copa do Brasil, está agora apreensiva com a possibilidade da ida de Mano Menezes para o lugar de Cuca, demitido na última sexta-feira pelo Palmeiras, quando tudo indicava que iria renovar o contrato para continuar comandando o time em 2018.

Notícias de bastidores davam conta de que o treinador já teria tido um primeiro contato com o futuro vice-presidente e homem forte do futebol, Itair Machado, deixando encaminhada a renovação, mas tudo mudou e Mano Menezes está sendo citado como preferido no Palmeiras. Depois de quase duas semanas afastado para tratamento de saúde, Mano Menezes retornou ao trabalho na sexta-feira, mas não conversou com a imprensa, deixando uma grande interrogação sobre sua permanência, que é um desejo da torcida e da nova diretoria.

Outro astral
A vitória sobre o São Paulo na última quarta-feira mudou completamente o astral no Galo, que não só desencantou no Horto, diante da sua torcida, como deu uma desgarrada da zona de rebaixamento, aproximando-se do grupo que almeja uma vaga na Libertadores ano que vem.

Hoje, o time comandado por Osvaldo Oliveira volta a campo, em Recife, contra o desesperado Sport, dirigido por Vanderlei Luxemburgo, este sim, muito ameaçado de cair novamente para a Série B em 2018.
Com Osvaldo Oliveira no comando, o Galo venceu o Atlético/PR, em Curitiba, mantendo o bom aproveitamento fora de casa, o que transmite mais confiança aos jogadores e à torcida.

A estratégia do novo treinador de prestigiar os “caciques” do elenco tem dado resultados positivos, tanto é que algumas “barangas”, como o zagueiro Felipe Santana e o volante Roger Bernardo, foram muito bem diante do São Paulo, além de Robinho, que voltou a jogar um bom futebol. Só falta agora o artilheiro Fred desencantar, voltar a marcar.

FIM DE PAPO
Com a disputa da 28ª rodada o Brasileirão entra na reta final, faltando 11 para terminar. Se na parte de cima a disputa pelo título inexiste, devido à enorme distância do Corinthians (10 pontos na frente do segundo colocado, o Santos) em relação aos concorrentes, a briga para escapar do rebaixamento está como nunca se viu antes, envolvendo nada menos do que 11 times, tornando-se a grande atração até o fim da disputa.

A partir do 10º colocado, Atlético/PR, para o 17º, São Paulo, o primeiro da zona de rebaixamento, a diferença é de apenas quatro pontos, ou seja, 35 pontos para o “Furacão” e 31 para o Tricolor Paulista. O drama aumenta quando se vê que o 11º, Sport, tem só dois pontos a mais que o São Paulo, 17º, e outros cinco times, Vitória, Chapecoense, Bahia, Ponte Preta e Fluminense, aparecem na tabela de pontuação com apenas um ponto a mais.

Resumo da ópera: 11 times, faltando 11 rodadas para o fim do Brasileirão, lutam para não cair. E apesar de terem saído momentaneamente do sufoco, podendo respirar mais aliviados, o Galo, 8º com 37, e o Vasco da Gama, 9º com 36, estão a apenas seis e cinco pontos de diferença, respectivamente, do São Paulo, o primeiro da zona da degola.

Neste momento, só os times na zona da Libertadores, do 7º colocado, o Flamengo, com 40 pontos, para cima, estão livres da ameaça de queda à Série B em 2018. “A bola é um reles, um ínfimo, um ridículo detalhe. O que procuramos no futebol é o drama, a tragédia, o horror e a compaixão. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeariana” (Nelson Rodrigues).

A semana que passou foi decisiva para países no mundo inteiro, que foram em busca da classificação para a Copa na Rússia em 2018. Seriamente ameaçados, Argentina e Portugal conseguiram se classificar. Os patrícios nem precisaram de Cristiano Ronaldo, que pouco ou nada fez em campo para derrotar a Suécia por 2 x 0 e carimbar o passaporte para irem ao Mundial. De positivo, a constatação de que a seleção de Portugal depende muito menos de CR-7 do que, por exemplo, a nossa depende de Neymar.

Já os hermanos, não fosse o craque Messi, teriam ficado de fora. Foi uma apresentação primorosa, com direito a três gols em jogadas de características diferentes, onde houve passe, tabelinha, drible e chute de cobertura para vencer o goleiro equatoriano. Houve até roubada de bola. Messi jogou com ânimo de jogador argentino, e não, como gostam de ironizar, de menino que foi cedo para o Barcelona para se tornar “jogador europeu”. (Fecha o pano!)


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