23/09/2017 11:04:00

Fora de hora



Divulgação

Muito fora de hora, esta contusão no joelho (mais uma!) do lateral Marcos Rocha, que poderá afastá-lo por até por dois meses dos gramados, o que deixa a torcida atleticana ainda mais pessimista com o time, na sua luta por uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Para chegar ao G-6, o Atlético precisa engatar uma sequência de vitórias, como se estivesse brigando pelo título, a começar hoje, no jogo contra o Vitória (BA), no Independência, uma equipe desesperada tentando escapar do rebaixamento.

No Cruzeiro, que anda em lua de mel com a torcida, o atacante Alisson voltou a treinar durante a semana, confirmando a “profecia” do técnico Mano Menezes, de que estará em campo no Mineirão, quarta-feira, para a grande final da Copa do Brasil contra o Flamengo.

Quanto ao jogo de hoje à tarde em Goiânia pelo Campeonato Brasileiro, mesmo com um time “alternativo”, as possibilidades de vitória são grandes contra o lanterna, o Atlético local, que faz uma boa campanha no returno. O ataque celeste deve ser formado por Arrascaeta, Rafael Sóbis e Rafael Marques, um trio ofensivo forte, que seria titular na maioria dos times da série A.

“Trem da Alegria”
Em reportagem publicada na edição de sexta-feira (22), sob o título “Trem da Alegria: FMF é usada para gerar renda a aliados e membros da família”, assinada pelo repórter Lucas Ragazzi, o jornal “O Tempo” de Belo Horizonte, com circulação em todo o estado, revela com detalhes toda a movimentação nos bastidores da entidade para a eleição da nova diretoria, marcada para 19 de outubro próximo.

Segundo o jornal, foi feita uma parceria entre o atual presidente da entidade, Castelar Guimarães, com o deputado federal Marcelo Aro (PHS), que visa garantir o retorno da família Guilherme ao comando da entidade, preservando a gama de benefícios a parentes e seus aliados, um esquema que vem desde a década de 70, quando o patriarca, Coronel José Guilherme, assumiu o poder na FMF com o apoio da ditadura militar.

O “Coronel”, como era chamado, foi sucedido pelo filho Élmer Guilherme, ambos falecidos. E agora, o candidato único a presidente da FMF é o neto do “Coronel”, Adriano Aro, 37 anos, que vem a ser sobrinho de Élmer, e que é o atual secretário-geral da entidade, e que na prática é quem tem comandado por lá.

Segunda a reportagem do “O Tempo”, trata-se de “uma articulação que mistura troca de favores, política e futebol” entre o atual presidente, Castelar Guimarães, que aceitou ser vice na chapa dos Guilherme, em troca de apoio para sua candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e o deputado federal Marcelo Aro (PHS), que vem a ser irmão de Adriano, a quem interessa uma “dobradinha” visando se reeleger à Câmara Federal.

A matéria do jornal belo-horizontino mostra com detalhes toda a história de conluios, desmandos e nepotismo nos bastidores da Federação Mineira de Futebol, há quase meio século comandada direta ou indiretamente por membros da família Guilherme.

FIM DE PAPO
Um dos assuntos mais comentados na semana passada foi o gol de braço do Jô, que fez a direção da CBF antecipar a adoção do árbitro de vídeo, primeiro dizendo que já seria na rodada deste fim de semana, mas que depois recuou com medo de dar errado pela falta de preparo de quem irá operar o sistema, que já existe com sucesso em vários países europeus, entre eles a Alemanha.

Quem ficou no meio do fogo cruzado e recebeu porrada de todos os lados foi o Jô, e sem querer inocentá-lo, acredito que não teve mesmo a intenção de empurrar a bola com o braço para o gol.

Revendo o lance várias vezes fiquei com a nítida impressão de que Jô projeta o corpo para a frente, imagino que com a intenção de tocar a bola com o peito, mas não alcançando, ela bateu no seu braço e entrou. O mal dele foi não ter dito isso logo após a partida. Ele desconversou, disse que não viu, foi se enrolando, e quando reconheceu, já na Argentina, onde o Corinthians jogou pela Sul-Americana, sua casa já tinha caído.

Outro assunto muito comentado foi a desavença entre o brasileiro Neymar e o uruguaio Cavani, por causa de uma cobrança de pênalti para o time dos dois, que é o Paris Saint-Germain. Ouvi dizer que Cavani tem uma cláusula no contrato dele com o clube, que prevê gratificação extra de 1 milhão de euros, caso seja ele o artilheiro do time ao fim da temporada. Então, se for verdade mesmo, está explicado porque ele não quer abrir mão de cobrar todos os pênaltis marcados a favor da sua equipe.

Agora, não posso acreditar no que o jornal espanhol “Sport” informou, que Neymar tenha exigido a saída de Cavani do PSG, por causa do desentendimento entre os dois. Sobre o nosso maior craque, o mais rico, o mais mimado e paparicado de todos os tempos, o jornalista Juca Kfouri foi brilhante, mais uma vez, na coluna publicada na “Folha de São Paulo”, encerrando com uma frase que soa como uma recomendação:

“Neymar precisa crescer e virar homem”. De fato, apesar dos 25 anos no lombo, nosso maior craque continua egocêntrico como uma criança, fato que reconheço ser muito mais difícil, por conta do pai dele que só pensa em dinheiro, poder, um sem noção completo, que mais atrapalha do que ajuda o filho. (Fecha o pano!)


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