12/08/2017 11:00:00

Novo rumo



Divulgação

O Atlético entra em campo hoje para encarar o Flamengo, no Independência, em busca da vitória para se afastar da zona de rebaixamento, mas ainda carregando o ônus da eliminação na Libertadores na última quarta-feira, para o modesto Jorge Wilstermann, da Bolívia, cuja folha salarial é 40 vezes menor que a sua.

A humilhação sentida novamente pela sua torcida não tem preço, após mais este vexame protagonizado em casa, muito embora em razão da sucessão de trapalhadas da sua diretoria, na tentativa de corrigir os rumos da equipe, tenha sido uma morte anunciada.

Agora é necessário que se faça do limão uma limonada, então muita calma nessa hora para o caldo não entornar de vez, pois o time está apenas quatro pontos distante do São Paulo, primeiro clube da zona de rebaixamento no Brasileiro.

É preciso resolver os problemas internos, como afirmou o presidente Nepomuceno após a eliminação na Libertadores, deixando entender que, de fato, o elenco está rachado, o que também passa pela rejeição ao trabalho do atual diretor de futebol, André Figueiredo.

Torna-se fundamental neste momento resolver as questões internas, apaziguar os ânimos para afastar a ameaça de rebaixamento, e depois pensar em uma vaga pelo menos na Pré-Libertadores de 2018, que seria a sexta participação consecutiva na maior competição continental.

Bem descansado
O que não se pode reclamar é de cansaço dos jogadores no Cruzeiro, que deu folga a todos até a última quarta-feira, após o empate com o Vitória, iniciando os preparativos para pegar o São Paulo hoje pela manhã no Morumbi, no meio da semana.

E o técnico Mano Menezes, pensando no jogo de ida pela semifinal na Copa do Brasil, quarta-feira próxima, em Porto Alegre, diante do Grêmio, resolveu também poupar titulares e escala um time misto hoje para encarar o desesperado São Paulo, atolado na zona de rebaixamento.

Então, já que teremos um Cruzeiro totalmente descansado, de bem com a vida, um ponto apenas atrás do Sport, último do G-6, vamos esperar uma boa atuação. E caso não volte com os três pontos, pelo menos um empate já será de bom tamanho.

Uma novidade para a torcida celeste no jogo de hoje será a estreia do zagueiro Digão, que fará dupla com Léo, Manoel ou Murilo. Que não esperem nada muito além dos zagueiros que já tem na Toca II, mas Digão não é nenhum cabeça de bagre.

FIM DE PAPO
A diferença entre a seleção e os nossos principais times ficou evidente neste meio de semana, após a eliminação do Atlético na Libertadores para um time boliviano, além do Palmeiras, que caiu diante do equatoriano Barcelona, além da vergonhosa participação do Flamengo, que já ficou para traz faz tempo.

Curiosamente, os três eram apontados como favoritos no Campeonato Brasileiro pela maioria dos críticos, incluindo este escriba de quimeras. Pior ainda foi o Galo, que fez a melhor campanha entre todos na primeira fase e tinha direito a decidir em casa diante da torcida.

Enquanto a nossa seleção, muito bem dirigida por Tite, tornou-se a primeira com vaga garantida na Copa da Rússia, superando a Alemanha (aquela dos 7 x 1) no contestado ranking da Fifa, nossos principais clubes há três anos sequer conseguem chegar à final da maior competição continental.

A seleção de Tite precisa ainda provar seu crescimento contra adversários europeus, o que ainda não ocorreu, mas é fato que uma coisa é uma coisa (seleção), outra coisa é outra coisa (clubes).

Um dia após derrotar o Godoy Cruz da Argentina e obter a classificação às quartas de final da Libertadores, a diretoria do Grêmio surpreendeu anunciando a demissão do coordenador técnico, Valdir Espinosa, até então tido como “homem de confiança” do treinador Renato Gaúcho. Claro que Espinosa não gostou, deu entrevista espinafrando a diretoria gremista, só poupando o presidente do clube, Romildo Bolzan.

Quem conhece os bastidores do clube gaúcho afirma que Valdir Espinosa era uma figura decorativa há muito tempo, se mantendo no cargo graças à amizade com Renato Gaúcho, que não teria sido consultado antes da demissão ser concretizada e estaria cuspindo marimbondo. Resta saber se este fato vai causar algum estrago também no ambiente interno dos jogadores.

Muita luz, saúde e paz para Zagallo, que completou na última quarta-feira 86 bem vividos anos. Se João Saldanha, que se estivesse aqui completaria 100 anos em 3 de julho passado, foi quem deu a arrancada para a conquista do tri no México, Zagallo reorganizou e conduziu aquela seleção fantástica, que tinha, entre outros, Pelé, Tostão, Gerson, Jairzinho, Rivellino e o capitão Carlos Alberto.

A seleção de 69, nas eliminatórias, ficou conhecida como as “feras do Saldanha”. Já no ano seguinte, na campanha do tri, virou a seleção do Zagallo e dos gênios que tinha no campo. Verdade que hoje os tempos são outros e temos poucos gênios. Não chega nem perto da geração do tri, muito longe disso, mas com Tite no comando surge uma luz no fim do túnel. “Heróis são reféns da glória. Vivem sufocados pela tirania da alta performance”. Armando Nogueira. (Fecha o pano!)


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