07/08/2017 20:11:00

Atropelamento fatal registrado no Centro de Ipatinga

Polícia trata o caso como autoextermínio, pois a mulher foi vista se jogando na frente de um caminhão



Com atualizações às 21h50
Wellington Fred


Maria José morreu ao ser atingida por veículos na área central de Ipatinga

A empacotadora Maria José de Jesus Barbosa, de 39 anos, morreu atropelada no fim da tarde desta segunda-feira (7). O atropelamento aconteceu na avenida Cláudio Moura (trecho urbano da BR-458), quase na esquina com a rua Ouro Preto, no Centro de Ipatinga. O caso é tratado como autoextermínio, pois a vítima teria se jogado na frente dos veículos.

O Portal Diário do Aço conversou com uma mulher, que conhecia Maria José. A testemunha afirma que a vítima reclamava que perdeu a guarda de seus dois filhos e passou o dia bebendo em bares no centro.

“Ela disse que queria se matar, mas alegou depois que iria embora. Tentou ir de mototáxi, mas como estava bêbada, o motoqueiro não quis levá-la”, disse Clemilda da Silva.

A mulher foi para o ponto de ônibus, na avenida Cláudio Moura, porém acabou se jogando na frente de um caminhão. Os relatos indicam que o motorista tentou desviar-se dela, mas após atingi-la, um carro também acabou atropelando Maria José, conforme testemunhas. Unidades do Samu e do Corpo de Bombeiros foram para o local, mas apenas constataram que a mulher já estava sem vida.
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Apesar da chegada do socorro, a vítima não resistiu e morreu antes de ser atendida


O trecho do atropelamento foi isolado para o trabalho da perícia da Polícia Civil, o que provocou um grande congestionamento. O trânsito foi fechado na pista sentido Centro-Bairro. A fila de veículos chegou até o bairro Cariru, provocando atrasos nos ônibus na cidade, justamente no horário de pico.

O corpo de Maria José, que morava em Coronel Fabriciano, foi encaminhado para o IML de Ipatinga. O caminhão não foi identificado, e apenas o motorista de um carro que atingiu a vítima apresentou-se aos policiais, conforme a Polícia Militar Rodoviária. Ele parou o veículo em outro local, temendo retaliação de parentes ou amigos da vítima atropelada.

Testemunhas ouvidas pelo Diário do Aço informaram que Maria José já foi moradora de rua e, após ser avaliada no Projeto Videiras, ela foi encaminhada para uma clínica de recuperação de usuários de drogas mantida pela Igreja Sal da Terra, em Coronel Fabriciano. Os familiares da vítima são do Norte de Minas, onde moram mais cinco filhos dela.

Wellington Fred

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Comentários

Maria

09 de Agosto, 2017 | 12:08
sim, mt triste.... ela como tantos outros nesta situação precisa de apoio médico, uma recondução à vida ao trabalho, ao ambiente social... nosso Estado está ocupado em aumentar impostos e encher os próprios bolsos..

Carlos Henrique Marques

08 de Agosto, 2017 | 20:20
a morte dessa mulher é uma derrota para o Estado, que não conseguiu nenhuma proteção, nenhum encaminhamento para uma pessoa com graves problemas
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