07/08/2017 16:46:00

Só decepções



Divulgação

Terminou o primeiro turno do Brasileirão e o destaque positivo foi o Corinthians, líder absoluto, invicto e virtual campeão, enquanto nossos representantes, Galo e Raposa, deixaram muito a desejar.

A maior decepção, com uma campanha pífia, foi o Galo, com 23 pontos ganhos, 14ª lugar, distante apenas quatro pontos do São Paulo, o primeiro da ZR; a cinco pontos do Sport, o primeiro do G-6, que dá vaga na Libertadores, além de uma distância de 24 pontos do líder Corinthians, algo inimaginável antes do início da disputa, quando era tido como um dos favoritos ao título.

A derrota para o Grêmio por 2 x 0, em Porto Alegre, quando ambos usaram times reservas pensando nos seus jogos de amanhã pela Libertadores, deve ter servido ao menos para ampliar o campo de observações do técnico Rogério Micale, para saber com quem poderá contar daqui para frente.

A preocupação ou prioridade total é este jogo decisivo de amanhã contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia, no Mineirão, onde vai precisar vencer por dois gols de diferença, a fim de continuar sonhando com o bi na maior competição continental.

Nem bem começou o trabalho – três derrotas e apenas uma vitória -, e os resultados ruins já deixam o técnico Rogério Micale na corda bamba. Se não conseguir a classificação na Libertadores ele pode até mesmo cair, sem deixar saudades na torcida alvinegra.

Não engrena
O Cruzeiro faz uma campanha mediana, muito abaixo do que se esperava da equipe, que tem ficado perto do ¨G-6, mas na hora “h” nega fogo, como ocorreu neste empate de 0 x 0 domingo último, no Mineirão, contra o time reserva do Botafogo.
A equipe teve uma excelente atuação ao derrotar o Vasco da Gama no meio da semana passada, por 3 x 0, ratificando o bom desempenho fora de casa, onde somou 11 dos 27 pontos conquistados, o que lhe garantiu a 7ª posição no primeiro turno, um ponto atrás do Sport, ultimo do G-6.
O segundo turno começa no próximo fim de semana, e para terminar no G-6, garantindo sua volta à Libertadores do ano que vem, o Cruzeiro terá de somar pelo menos mais 33 pontos e alcançar os 60, mínimo previsto pelos matemáticos para ficar entre os seis primeiros.
O time de Mano Menezes peca, sobretudo, nas finalizações, embora consiga ser insinuante pelas beiradas do campo, com Alisson e Élber. Mas lhe falta o homem de área, alguém que tenha faro e fome de gol. Outro ponto a lamentar é que a defesa se mostra vulnerável quando o adversário utiliza os contra-ataques como arma principal.

FIM DE PAPO
A campanha do Corinthians é tão surpreendente que, contra o Sport, o time fez mais gols do que faltas. Algo incrível neste panorama de pobreza técnica do atual futebol brasileiro. O “Timão” marcou três gols e sofreu um contra o Sport, e seus jogadores fizeram apenas duas faltas no jogo inteiro.

É o campeão invicto do turno, recordista de pontos num único turno na história do Brasileirão de pontos corridos e 20 participantes, busca ser o primeiro heptacampeão desde 1971, quando o torneio começou a ser disputado.

O turno do Brasileirão terminou com média ainda baixa de 15.757 pagantes por jogo. E se um gigante paulista sobrou, o Corinthians, também terminou com outro gigante, o São Paulo, caindo pelas tabelas, mal demais da conta, atolado na zona do rebaixamento. A última rodada registrou ainda a queda de mais um técnico, desta vez o do Flamengo, Zé Ricardo, que não resistiu à derrota para o Vitória na Ilha do Urubu, por 2 a 0.

Dos 20 treinadores que começaram o Brasileirão, apenas nove, menos da metade, permanece no cargo. Curiosamente, um deles é Claudinei Oliveira, do Avaí, frequentador da zona de rebaixamento desde o começo e atual penúltimo colocado. De todos da Série A, Mano Menezes é O que está há mais tempo no cargo, tendo assumido o Cruzeiro em julho de 2016.

Se por um lado o futebol nos proporciona atos de selvageria e violência dentro e fora de campo, pelo menos de vez em quando oferece cenas tocantes, de contagiante emoção, como vimos no meio da semana passada no estádio da Ilha do Retiro, em Recife; e sábado, no Maracanã, quando o técnico do Fluminense, Abel Braga, entrou em campo com as torcidas - de forma unânime - manifestando solidariedade pela morte de seu filho.

Acho até que, em homenagem a Abel, nas duas partidas os jogadores fizeram bons espetáculos, com espírito ofensivo, gols bonitos, resultando em um empate de 2 a 2, em Recife, e em uma vitória de 3 x 1 do tricolor carioca sobre o Atlético-GO, no Maracanã.

Neymar foi apresentado com toda pompa pelo PSG, como seu novo reforço e o rótulo de jogador mais caro na história do futebol mundial. Só acho uma grande bobagem essa desculpa de que sua saída do Barcelona se deu pela necessidade de se desvincular da sombra de Lionel Messi e se tornar o melhor do mundo. Guardadas as devidas proporções, não me lembro de algum jogador ter reclamado de jogar ao lado de Pelé. Sempre foi considerado uma honra e todos queriam jogar ao lado do “Rei”. (Fecha o pano!)


Reação dos Leitores





Envie o seu Comentário