05/08/2017 12:28:00

Campanha pífia



Divulgação

A campanha do Atlético é pífia neste Brasileirão, sobretudo dentro de casa, onde em dez partidas perdeu seis, empatou duas e ganhou apenas duas vezes, o que contraria todas as previsões iniciais que o davam como um dos melhores do país e favorito a conquistar títulos nas diferentes frentes de disputa onde está inserido.

A derrota para o Corinthians na última quarta-feira, com direito a recorde de público do ano no Mineirão, mais de 45 mil torcedores presentes, deixou claro de quem é a culpa pelo fracasso da equipe, que certamente não é do Horto e muito menos do Gigante da Pampulha.

Pior ainda do que isso é ter de depositar todas as esperanças de uma virada nessa página tipo ópera bufa em Pablo, Marcos Rocha, Cazares, Blanco, Robinho e Elias em péssima fase, além de Rafael Moura, entre outros que não estão rendendo o esperado dentro de campo.

Contra o Corinthians foram quatro finalizações certas para cada lado, porém, enquanto os atacantes do Galo não incomodavam o goleiro corintiano, o “Timão” botou duas bolas na rede e ganhou a partida. Hoje tem outra pedreira pela frente, o vice-líder Grêmio, em Porto Alegre, embora o tricolor gaúcho esteja anunciando que irá usar um time composto praticamente de jogadores reservas.

A esperança é que prevaleça o bom desempenho alvinegro fora de casa, onde ostenta um aproveitamento superior a 60%, contrariando as campanhas de anos anteriores, quando não vencia fora, mas quem caía no Horto estava morto.

Fim do jejum
Depois de quatro partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro - empate com Flamengo, Fluminense e Vitória, derrota para o Avaí -, o Cruzeiro se deu bem na última quinta-feira ao vencer o Vasco da Gama por 3 x 0 em Volta Redonda, fechando a 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com este triunfo o Cruzeiro subiu duas posições e foi ao sétimo lugar (26 pontos), ultrapassando o próprio Vasco e o Botafogo, que será o seu adversário neste domingo, às 16h, no Mineirão.

Se conseguir derrotar o Fogão, e caso o Sport também não tenha vencido o Corinthians, o Cruzeiro pode encerrar a 19ª rodada e fechar o turno do Brasileirão no G-6, que garante vaga na Libertadores do ano que vem e parece ser o objetivo celeste nesta temporada.

O time na vitória sobre o Vasco voltou a jogar um futebol eficiente e compacto em todos os setores, mas isso é algo que passa alguma confiança numa sequência de resultados positivos? Infelizmente, a resposta é não, pois a característica da equipe comandada por Mano Menezes tem sido a oscilação. Faz um jogo bom e três apresentações ruins, daí o melhor para o torcedor celeste é aguardar as cenas dos próximos capítulos.

FIM DE PAPO
Enquanto o mundo do futebol fica extasiado diante dos valores estratosféricos da transação que levou Neymar do Barcelona (Espanha) para o PSG (França), cerca de R$ 700 milhões, a maior transação até agora na história do esporte mais popular do planeta, aqui no Brasil, meio que sem alarde, continua a saída de nossos jovens valores.

Quem está indo embora agora para o exterior é Richarlison, jovem de 20 anos, revelado pelo América e vendido ao Fluminense há pouco mais de um ano por R$ 10 milhões. Além dele, já foi embora Douglas, de 19 anos, volante que sabe jogar futebol e cria do Vasco. O jovem Vinícius Júnior, do Flamengo, também vai reforçar o futebol europeu e seus principais clubes, que já são os mais poderosos do planeta.

Chegaria a ser cômico, se não fosse algo trágico, os clubes brasileiros formadores dos atletas, como o América de BH, que têm direito a um percentual da venda de Richarlison, soltarem foguetes e festejar muito cada uma dessas negociações, por conta do dinheirinho (se comparado com as transações entre clubes europeus) que vão receber e certamente lhes dará um certo alívio nas finanças combalidas e sempre no vermelho.

Triste realidade essa dos nossos clubes, que precisam vender de qualquer jeito os seus melhores jogadores. Se eles derem certo no exterior, voltam anos e anos depois, já com as pernas cansadas, para encerrar carreira aqui. Pior é que ainda ganham contratos milionários, totalmente fora da realidade e dos padrões da vida difícil que todo cidadão trabalhador deste país enfrenta no dia a dia.

Enquanto isso, os esportes amadores e olímpicos penam sem verbas, sem incentivo oficial algum. Para competir e representar o país no exterior, os atletas brasileiros que se destacam são obrigados a custear as próprias despesas. É o caso de uma menina de 16 anos, Lorena Lourenço, da minha cidade natal, Tarumirim, única atleta mineira selecionada para disputar o Pan Americano de Tae-kwon-do, que será realizado de 29 a 31 deste mês em San José, na Costa Rica.

De família pobre, Lorena é uma entre os milhares de jovens deste país que, através de projetos sociais esportivos, conseguem se livrar do caminho sem volta das drogas e da marginalidade. Quem puder ajudá-la a viajar, a conta no Bradesco é 0090461, Agência 6980-9. Maiores informações com o mestre e treinador da atleta, Flávio Rocha, pelo whatsapp 33-988338356.

Equipe instável neste Brasileiro, a Chapecoense vem de dois resultados ruins em casa, derrota para o lanterna Atlético (GO) e empate com outro frequentador assíduo da ZR, o Vitória (BA). O que já desperta rumores de que a diretoria poderá demitir o técnico Vinicius Eutrópio, se o time perder amanhã para o Coritiba, no Couto Pereira.

É estranha a maneira como os nossos cartolas enxergam o futebol, pois todos sabemos do drama que a Chape viveu e ainda vive, por conta da tragédia que quase riscou o clube do mapa. Mesmo assim, seus dirigentes se acham com direito a exigir que o time supere gigantes como Corinthians, Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético Mineiro etc. O grande Nelson Rodrigues tinha razão, quando dizia: “O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza”. (Fecha o pano!)


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