31/07/2017 17:10:00

Novo astral



Divulgação

O torcedor do Galo, com toda razão, estava apreensivo, pois a equipe estava muito próxima da zona de rebaixamento e vinha de duas derrotas seguidas em casa - Bahia e Vasco da Gama -, adversários mais fracos, o que foi determinante para a queda do técnico Roger Machado, além da eliminação com goleada para o Botafogo na Copa do Brasil.

Certamente a preocupação aumentou ao saber a escalação do time titular que começaria a partida. O técnico estreante, Rogério Micale, ao ousar e sacar dois medalhões, Elias e Robinho, para pôr em seus lugares Gustavo Blanco e Pablo, deu um recado direto às “madonas” do grupo, ou seja, “bateu na cangalha para o burro entender”.

Certo é que os jogadores em campo tiveram outro comportamento, bem diferente de jogos anteriores, disputando todas as divididas como se fosse uma decisão, o que resultou na vitória de 2 x 0 até com certa facilidade, com direito a um pênalti perdido e ainda um gol anulado injustamente.

E assim é o futebol que imita a vida: um dia você está por cima, no outro por baixo. Se não fez uma partida exuberante, pelo menos o resultado favorável espanta a crise, dá moral ao grupo e ao novo técnico, Rogério Micale, devolve o otimismo à sua fanática torcida, que deverá lotar o Mineirão nesta quarta-feira para o confronto contra o Corinthians, líder invicto e virtual campeão, cujo resultado sempre é imprevisível.

Outra draga
Mais uma atuação ruim do Cruzeiro resultou no empate (0 x 0) com um outro frequentador da zona de rebaixamento, o Vitória da Bahia, penúltimo colocado com apenas 13 pontos ganhos, candidatíssimo à Série B em 2017.
Além do goleiro baiano, Fernando Miguel, autor de algumas defesas difíceis, o Cruzeiro esbarrou mais uma vez na falta de definição dos seus atacantes, que desperdiçaram inúmeras chances claras de gol.

A situação só não é igual ou mais turbulenta até do que foi a de seu maior rival, Atléti
co, por conta da classificação obtida semana passada para a semifinal da Copa do Brasil em cima do Palmeiras.
Os números demonstram este atual momento ruim vivido pelo time celeste no Brasileiro: não vence há quatro rodadas, sendo a última vitória na 13ª rodada, em 12 de julho, 2 x 0 em cima do Atlético/PR, fora de casa.
Desde então foram três empates: 1 x 1 com o Flamengo, no Mineirão; 1 x 1 com o Fluminense, no Rio de Janeiro; empate de 0 x 0 com o Vitória, em casa; e derrota para o Avaí, 2 x 0, em Floripa.

Não aprovo opiniões do tipo “profetas do acontecido”, mas não há dúvida de que Ábila faz falta neste time, e que a diretoria errou ao liberá-lo para retornar à Argentina.

• O Departamento Médico do Cruzeiro também precisa se explicar, sobretudo quanto aos casos mais recentes do uruguaio Arrascaeta e do zagueiro Manoel, que retornaram ao time depois de longo período afastados, mas após alguns minutos em campo sentiram de novo lesões e vão ficar fora da equipe por muito tempo. Além disso, o zagueiro Dedé e o lateral Ezequiel contrariam todos os protocolos conhecidos de recuperação dos atletas e ninguém sabe ao certo quando poderão voltar à equipe.

• Como foi ruim a arbitragem carioca no jogo do Galo com o Coritiba. Começou por permitir o uso de uniformes semelhantes pelas duas equipes, o que dificultou o trabalho deles próprios, imprensa e a visão do jogo pela torcida. O assoprador de apito, Wagner do Nascimento Magalhães, atendeu uma marcação equivocada de seu auxiliar e anulou um gol do Adilson aos 5 minutos do primeiro tempo.

E para compensar, adotou um rigor excessivo na marcação de dois pênaltis contra o Coritiba; deixou de marcar outro pênalti a favor do Coxa, em jogada semelhante aos outros dois que marcou a favor do alvinegro; inverteu faltas, enfim, foi um desastre a atuação de todos da arbitragem, que deveria ser afastada imediatamente, mas a CBF prefere deixar como está para ver como é que fica.

• E as lambanças da arbitragem no fim de semana não pararam por aí. Em outra atuação horrorosa, o péssimo Ricardo Marques Ribeiro e sua turma da Federação Mineira interferiram diretamente no resultado da partida que terminou empatada em 1 x 1 entre Corinthians e Flamengo. O artilheiro Jô fez um gol legítimo, mas que acabou anulado por impedimento apesar de estar não só atrás da linha da bola, o que bastaria, mas atrás também de dois zagueiros rubro-negros. Uma vergonha!

• Não poderia ter sido melhor o retorno do Ipatinga às disputas oficiais, ao golear o Bétis, de Ouro Branco, por 7 x 0, no último sábado. Independente da fragilidade do adversário, o time dirigido por Wantuil Rodrigues foi soberano, mostrou organização tática e muita intensidade mesmo quando já tinha o resultado nas mãos. A torcida compareceu, deu um show à parte nas arquibancadas e na chegada dos jogadores ao estádio, enfim, fez novamente do Ipatingão a casa do “Tigrão de Aço”. (Fecha o pano!)


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