28/07/2017 18:03:00

Atlético



Divulgação

Seria uma surpresa se o time se classificasse para mais uma fase da Copa do Brasil, e não aconteceu. Normal foi a classificação do Botafogo, que jogou melhor que o Galo e mereceu estar na semifinal da competição.

Comentei várias vezes neste espaço que o time atleticano não teria sucesso este ano, desde que o presidente Daniel Nepomuceno não quis renovar o contrato com o treinador Levir Culpi, que queria ficar no time após a conquista da Copa do Brasil.

Com o argentino Diego Aguirre o time sofreu demais, por causa de mudanças táticas que nunca davam certo, ao ponto de ele praticamente entregar o título mineiro de 2015 para o América.

Depois da frustração com Aguirre veio Marcelo Oliveira, como um possível salvador da pátria, mas pouco tempo depois ele também foi demitido de maneira covarde pelo atual presidente.

Aí Nepomuceno contratou Roger Machado, que tinha feito um bom trabalho no Grêmio e só. Ele também não deu certo no Atlético, e agora Rogério Micale é quem vai tentar mudar alguma coisa com este bando de jogadores considerados estelares, mas que não tem brilhando em campo.

Nos tempos do Kalil, o presidente já teria descido ao vestiário e colocado ordem na casa, mas hoje o torcedor atleticano não sabe se o presidente está na Cidade do Galo ou na prefeitura de BH. É preciso que ele tome uma rápida decisão, pois não dá para servir a dois senhores: ou presidente ou servidor público, é preciso escolher.

Rafael Carioca não deveria ser titular há muito tempo; Marcos Rocha foi estrela da companhia, e agora não passa de um jogador comum; Robinho não produz nada e Elias não faz a função que deveria dentro de campo. Ou seja, o time não rende, não produz, e com isto, vai amargando eliminações que ainda não acabaram, pois falta a Libertadores da América, o que poderá acontecer no dia 9 de agosto, com o jogo de volta contra o Jorge Wilstermann.

Não tem nada de Arena Independência ou Mineirão, é preciso ter time, é preciso buscar um diferencial para vencer as partidas. Do jeito que está o time pode acabar lutando para não ser rebaixado nesta temporada. É uma vergonha, um elenco tão caro e um futebol medíocre apresentado a cada jogo. Acho que falta respeito à camisa do time que estão defendendo.

Se de fato Rogério Micale tiver poder para decidir, deve mudar esta história a começar de amanhã, na partida contra o Coritiba. O time precisa da vitória para ter tranquilidade no Campeonato Brasileiro. Aos jogadores, falta vergonha na cara para defender o time do qual eles são funcionários e pelo qual são muito bem pagos. Basta de incompetência.

TERCEIRA DIVISÃO
O Campeonato Mineiro da 3ª Divisão começa neste sábado. A princípio, acho que a competição não deve assustar os clubes na questão financeira, mas durante o campeonato pode trazer alguns transtornos. É uma disputa em fase única, turno e returno, com os clubes jogando entre si. Será campeão o clube que, ao final dos jogos, somar o maior número de pontos ganhos. O campeão e o segundo colocado terão acesso ao Módulo II do estadual.

As equipes são: Associação Desportiva Internacional de Minas (Uberlândia), Betis Futebol Clube (Ouro Branco), Atlético Mineiro B (Belo Horizonte, Coimbra Esporte Clube (Nova Lima), Democrata (Sete Lagoas), Poços de Caldas, Ponte Nova, União Luziense (Itabira) e o Ipatinga.

Ainda como um grupo desconhecido da maioria dos torcedores, a equipe do Ipatinga estará em campo hoje para enfrentar o Betis, com o objetivo de iniciar o campeonato com uma grande vitória. Os dirigentes apostaram em uma competição longa, e a expectativa é de uma boa apresentação na estreia do campeonato.

Quando vejo uma competição em turno e returno em divisões de acesso eu me preocupo muito com os clubes, devido aos muitos gastos que nem sempre o patrocínio consegue cobrir.

Para se ter uma ideia, 5% da renda bruta dos jogos vai para a FMF, 2% são repassados à Liga Local. E tem ainda a remuneração do quadro móvel, com taxa, diária e transporte dos árbitros, 20% do INSS, seguro do público no valor de R$ 0,05 (cinco centavos) por ingresso, taxa de R$ 18 de seguro para cada um dos membros da equipe de arbitragem, despesas com emissão de ingressos, com os médicos, enfermeiros e ambulâncias.

Estas são algumas despesas básicas que o mandante deve cumprir para jogar em casa. Sabe-se que nesta divisão a renda é mínima, e normalmente os clubes pagam para jogar, sem contar as despesas de transportes em viagens longas que terão que fazer com o time.

Sempre defendi os pontos corridos nas competições, mas nestas divisões de acesso é perigoso adotar esta fórmula e não ter grandes prejuízos. Os dirigentes devem achar uma fórmula mais saudável para que o clube não seja prejudicado em suas finanças, com os poucos patrocínios que conseguem para a disputa.

Claro que estaremos torcendo para que o Ipatinga seja uma das equipes classificadas no final da competição, e que volte a ser aquele time que fez sucesso a partir de 2005. Com as decisões erradas tomadas por seus dirigentes, a equipe acabou sumindo do mapa, e agora tenta retornar para dar alegrias ao seu torcedor, que está entusiasmado.

LEMBRANÇAS
O futsal viveu seu tempo de ouro na década de 80/90 no Vale do Aço. O berço deste futsal começou nas quadras do Contingente, em Ipatinga, de onde vários atletas saíram para brilhar na região.

Depois veio o torneio regional no Clube Casa de Campo, em Coronel Fabriciano, onde Flávio Maradona, Sinésio Miranda, Edmar Andrade, Toninho, Baraki, Amauri (até hoje considerado o melhor jogador de futsal do interior de Minas Gerais), Paulo Henrique Galego, Toninho Polozi, João Miranda (e seu talento com a perna canhota), os dirigentes Raul Vilella, Rubinho Maia (presidente e treinador do Clube Casa de Campo), Lécio (o despachante que teve uma grande importância para o futsal), as equipes de Timóteo.

Depois veio a Copa Verão em Ipatinga, um grande sucesso, com várias equipes do interior de Minas Gerais. A Copa TV Cultura foi um grande marco no futsal, com jogos em Ipatinga, Fabriciano e Timóteo (Clube Choupana).
Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


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